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Data de lançamento
29 Set. 2002Duração
1960, Buenos Aires. Valentin é um menino de 9 anos que vive com sua avó, já que seu pai vive ocupado trabalhando e sua mãe está desaparecida desde a separação de seu pai. Solitário, Valentin divide seu tempo sonhando se tornar um astronauta e ouvindo as histórias contadas por sua avó. Seu grande sonho é que seu pai o leve para conhecer sua mãe, mas ele se irrita só de ouvir a simples menção do nome dela. Valentin passa a acreditar que possa ter enfim uma mãe quando conhece Leticia, a mais nova namorada de seu pai.
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que filme bom pra alma!
Filmes que têm como ator principal uma criança dependem muito da boa atuação do ator mirim para serem, de fato, bons... E neste caso, Noya dá um show de atuação.
O longa tem ótimos momentos e alguns que achei um pouco fora de tom na tentativa de mesclar coisas mais fantasiosas do mundo infantil com a crueldade do mundo real. Mas no geral, o objetivo principal é atingido e o filme consegue tirar algumas lágrimas com o seu fim.
A vida é assim, nem tudo dá certo, mas também nem tudo dá errado... E está tudo bem :)
Quando eu vejo um filme assim, eu fico feliz/triste porque os filmes argentinos são tão bons, são tão mais parecidos com a nossa cultura/realidade do que toda a parafernália americana que domina o mundo, bem, nós, latinos, temos nossas semelhanças, como quando Valentin, que sonha ser astronauta, escuta que não vai acontecer, porque nem tem isso no país dele e nos anos 60 ninguém sonhava com globalização e a gente não podia almejar assim, qualquer coisa como ir na lua (hoje que isso é coisa pra Marcos Pontes, mas já foi coisa de Neil Armstrong).
A única coisa que Valentin queria mais do que ser astronauta era a volta da mãe que o abandonou ou, pelo menos, uma nova mãe, que seja, ele se enche de esperança a cada nova namorada do pai porque não gosta muito da severidade da vó. Mas ele tem um amigo que o ensina a tocar piano e ele consegue uma família, mesmo que fora do padrão, como ele, um garoto latino que - como a maioria dos outros, não vai ganhar o mundo.
P.S: esse garotinho me lembrou meu pai que foi criança no fim dos anos sessenta, que comentaria sobre os carros da época e a ambientação e a nostalgia. Tudo bonito demais, a inocência que se tinha antes de toda a informação do mundo caber nos nossos bolsos. Enfim, eu gostei muito.
Buenos Aires, segunda metade da década de 1960: além da cenografia e dos figurinos, as referências pontuais à morte de Che Guevara (por um padre, provavelmente jesuíta e afinado com a Teologia da Libertação) e ao surgimento do gravador em K7 localizam o filme espaço-temporalmente. “Valentín”, de Alejandro Agresti, é constituído por ingredientes infalíveis: um garoto altamente carismático e perceptivo – e que, no entanto, não deixa de habitar um universo fantasioso de infância –, mas com uma carência familiar básica; uma “abuela” um tanto quanto caricata defendida com competência pela musa almodovariana Carmen Maura; um roteiro relativamente simples e linear, conduzido em primeira pessoa pelo personagem-título; uma combinação entre humor gracioso e sentimentalismo sem, contudo, descambar para a pieguice.
O papel de Valentín veste como uma luva no ator Rodrigo Noya; a presença do garoto na tela é encantadora e casa-se muito bem com a narrativa. Aos 8 anos de idade, Valentín é filho de pais separados – de uma mãe que não o vê nunca e de um pai ausente que o visita raramente; ele vive com a avô paterna (Carmen Maura) que perdeu o marido recentemente e vestiu-se de um luto angustiado e permanente. O sonho de Valentín é tornar-se astronauta (no final dos anos 1960, a Corrida Espacial acalentava os desejos de crianças de todo o mundo) e, para isso, ele gasta seu tempo construindo “foguetes” e improvisando “roupas espaciais”. O cotidiano da casa em que vivem Valentín e a avó é bastante solitário. O garoto tem dois amigos: um é do colégio em que estuda, o outro é um vizinho pianista, Rufo (Mex Urtizbeara), que embora seja mais velho, não se importa muito com a idade e conversa de igual para igual com o menino.
De caráter autobiográfico, a história do filme encontra similaridade com a infância de Alejandro Agresti. Filho de pai católico e mãe judia, Agresti viu o casamento de seus pais chegar ao fim em meio às mudanças e turbulências da década de 1960.
⭐ 4.1 / 5.0
Graça. Uma estrela tirada pela música melosa, que não precisava. Valentin entrou pra minha memória de filmes inesquecíveis protagonizados por crianças.