As nuvens descem sobre uma aldeia e a engolfam por um dia. Tocam as telhas, as camas, as cadeiras, os tapetes, a grama e os corpos, infectando tudo com a febre do estupor branco.
tudo é bruma -- aqui, apichatpong retorna ao cinema dos primórdios, silencioso e fantasmagórico; o quadro quase evanesce na fumaça (veneno? nuvens descidas? ectoplasmas sobre a terra?). lembra-nos de que cinema é fantasmagoria, mágica do espaço e do tempo, breve ilusão.
Infelizmente, não funcionou. Amo o Apichatpong com todo o meu coração, mas a decisão de subtrair por completo o som incomodou-me bastante, não permitiu que eu imergisse no filme, que possui uma denúncia bastante válida: o diretor traz à tona uma crise política importante (metonomizada através dos personagens com os rostos encapuzados), mas difícil de ser deslindada pela ausência quase completa de informações. Sem o auxílio essencial do som, a linda fotografia não se sustenta e o vapor do título se esvai, muito mais rápido do que aparece. Realmente desgostei! :( - WPC>
tudo é bruma -- aqui, apichatpong retorna ao cinema dos primórdios, silencioso e fantasmagórico; o quadro quase evanesce na fumaça (veneno? nuvens descidas? ectoplasmas sobre a terra?). lembra-nos de que cinema é fantasmagoria, mágica do espaço e do tempo, breve ilusão.
Infelizmente, não funcionou. Amo o Apichatpong com todo o meu coração, mas a decisão de subtrair por completo o som incomodou-me bastante, não permitiu que eu imergisse no filme, que possui uma denúncia bastante válida: o diretor traz à tona uma crise política importante (metonomizada através dos personagens com os rostos encapuzados), mas difícil de ser deslindada pela ausência quase completa de informações. Sem o auxílio essencial do som, a linda fotografia não se sustenta e o vapor do título se esvai, muito mais rápido do que aparece. Realmente desgostei! :( - WPC>