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Sinopse
Na sétima e última temporada de VEEP, a incansável senadora Selina Meyer (Julia Louis-Dreyfus) se prapara para lançar sua quarta campanha presidencial consecutiva, mas vários imprevistos irão atrasar seus planos.
O final me deixou com um aperto no coração muito grande porque eu queria que não tivesse terminado no 7º episódio. Acho que podiam ter desenvolvido a eleição em mais 3 episódios para eu me despedir melhor dos personagens. Dito isso, achei que o salto temporal e o desfecho da Selina fizeram muito sentido.
Eu achei a construção e a desconstrução do “anti-herói” com a Selina Meyer foi bem semelhante à de Walter White, em Breaking Bad.
Ela sempre foi uma pessoa narcisista, mas, no início, isso chegava a ser engraçado — a gente conseguia torcer por ela nas primeiras temporadas, achávamos graça das suas falas absurdas e até nos compadecíamos das suas inúmeras inseguranças, ainda mais por ser uma mulher num contexto extremamente machista. Já nas duas últimas temporadas, o recado dos roteiristas fica claro: trata-se de uma pessoa horrível, intragável e impossível de defender.
E a situação só se agrava, até culminar no derradeiro episódio S07E07. O final é agridoce: ao mesmo tempo em que traça um retrato da política decadente e desumana dos EUA, também encerra com uma piada nos segundos finais que reforça a irrelevância permanente de figuras como a Selina.
Comecei a assistir Veep depois que terminei Seinfeld, obviamente pela Julia Louis-Dreyfus. A atuação dela dispensa comentários, quantas nuances, a facilidade em transitar por distintas emoções em frações de segundos é impressionante. O ritmo da série em si é notável, roteiro inteligente, afiadíssimo. Piscou perdeu, hahahah. Prefiro as primeiras temporadas, essa última foi a mais difícil de assistir por tantas atrocidades, o limite da maldade, egoísmo e até mesmo o bom senso sendo rompido a cada minuto me deixou desconfortável. Mas persisti, queria saber o desfecho. Gostei. Mesmo sendo romântica e sempre esperar alguma mínima redenção ou justiça, sou sensata o bastante pra compreender que a vida é isso mesmo. O fato da significância histórica de Selina Meyer ser pífia, e tudo o que ela fez pelo poder parecer ter sido "em vão", não repara todo o mal que causou com cada decisão que tomou. Seus assessores seguiram sendo o que são, vivendo escalas diferentes de sua toxicidade. Exceções Mike e Richard, ambos com um certo grau de ingenuidade se desvincularam e alçaram bom vôo. Acho que esse é o segredo.
O final me deixou com um aperto no coração muito grande porque eu queria que não tivesse terminado no 7º episódio. Acho que podiam ter desenvolvido a eleição em mais 3 episódios para eu me despedir melhor dos personagens. Dito isso, achei que o salto temporal e o desfecho da Selina fizeram muito sentido.
Eu achei a construção e a desconstrução do “anti-herói” com a Selina Meyer foi bem semelhante à de Walter White, em Breaking Bad.
Ela sempre foi uma pessoa narcisista, mas, no início, isso chegava a ser engraçado — a gente conseguia torcer por ela nas primeiras temporadas, achávamos graça das suas falas absurdas e até nos compadecíamos das suas inúmeras inseguranças, ainda mais por ser uma mulher num contexto extremamente machista. Já nas duas últimas temporadas, o recado dos roteiristas fica claro: trata-se de uma pessoa horrível, intragável e impossível de defender.
E a situação só se agrava, até culminar no derradeiro episódio S07E07. O final é agridoce: ao mesmo tempo em que traça um retrato da política decadente e desumana dos EUA, também encerra com uma piada nos segundos finais que reforça a irrelevância permanente de figuras como a Selina.
Comecei a assistir Veep depois que terminei Seinfeld, obviamente pela Julia Louis-Dreyfus. A atuação dela dispensa comentários, quantas nuances, a facilidade em transitar por distintas emoções em frações de segundos é impressionante. O ritmo da série em si é notável, roteiro inteligente, afiadíssimo. Piscou perdeu, hahahah. Prefiro as primeiras temporadas, essa última foi a mais difícil de assistir por tantas atrocidades, o limite da maldade, egoísmo e até mesmo o bom senso sendo rompido a cada minuto me deixou desconfortável. Mas persisti, queria saber o desfecho. Gostei. Mesmo sendo romântica e sempre esperar alguma mínima redenção ou justiça, sou sensata o bastante pra compreender que a vida é isso mesmo. O fato da significância histórica de Selina Meyer ser pífia, e tudo o que ela fez pelo poder parecer ter sido "em vão", não repara todo o mal que causou com cada decisão que tomou. Seus assessores seguiram sendo o que são, vivendo escalas diferentes de sua toxicidade. Exceções Mike e Richard, ambos com um certo grau de ingenuidade se desvincularam e alçaram bom vôo. Acho que esse é o segredo.
Político é meio merda né?
Boa a série os dois candidatos lá pelo final foi tipo Lula e Alckimin kk