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No outono de 1989, uma violenta rebelião popular derrotou a ditadura de Nicolau Ceausescu, pondo fim ao regime comunista que vigorara por mais de quatro décadas na Romênia. Durante cinco dias, manifestantes ocuparam a estação de televisão estatal em Bucareste e transmitiram 120 horas contínuas de programação, levando aos espectadores uma cobertura da revolução em tempo real. Em Videogramas de uma Revolução, os diretores Harun Farocki e Andrei Ujica combinam imagens de transmissão televisiva com o vasto material produzido por cinegrafistas amadores nas ruas da capital romena e reconstituem, numa narrativa de impacto, os eventos que culminaram com a queda e a execução do ditador. O resultado não é apenas uma história detalhada do levante popular e de suas conquistas, mas um estudo profundo sobre as relações entre mídia e poder.
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Faltou uma contextualização breve do cenário politico nacional e internacional.
Diante de uma revolução a câmera se torna personagem e dá voz ao povo romeno. Um registro histórico singular!
As pessoas deveriam assistir a esse documentário para entender melhor o que é o comunismo. Tanto o filme principal como o segundo, uma espécie de making off com os depoimentos de quem viveu naquele triste período sob o governo no insano Nicolae Ceausescu e de sua esposa não menos psicopata.
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Importantíssimo como registro histórico, mas muito além como cinema, por demonstrar por a + b que não são necessárias grandes cenas e muito bem filmadas para fazer um grande filme. Aqui, ao colocar trechos filmados, em sua maioria, por pessoas pessoas comuns, insere uma discussão que vai muito além de contar essa história, mas também discutir a forma com que o jornalismo é feito, ou, e talvez principalmente, a maneira com que recebemos as noticias que são passadas para nós.
Ainda que, em alguns momentos, dê a impressão de ser mais longo do que realmente é, o documentário nunca perde o tom instigante, e não deixa em momento algum de ser uma experiência enervante para o espectador. Além disso, ver uma ditadura caindo sob o ponto de vista do povo, agente da ação, com todo o aparato tecnológico possível, é muito interessante.