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A metáfora final é risível
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Rsrsrsrsrsrs. Que nada! Sou da plebe!
Sou um eterno aprendiz! Tu que é um mestre para todos nós!
O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!
Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)
Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
Boa sorte! :)
* Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/
A perna cabeluda é a alegoria do Brasil.
É interessante analisar o enredo por trás dessa perna. Por mais óbvio que seja o contexto do filme de se passar no período do regime militar em que centenas de pessoas eram sistematicamente desovadas, servidas a serem comidas de tubarão, é curioso perceber como o regime se serviu do sensacionalismo da imprensa para normalizar o episódio insólito, mas do que isso, serviu-se da cultura popular em tratar o caso extraordinário, ao fantasiar sua aparição em praça pública chutando todos os casais, em algo socialmente aceito. Essa retratação cómica da brutal violência do Estado é a alegoria da tragédia grega que o Brasil vive, pois nos coloca a pensar como as violências que vemos e ouvimos, por mais bizarras que sejam, nos choca e imediatamente nos conforma à possibilidade de isso só pode ter acontecido por essas bandas. Se de um lado é uma forma de normalizar, por outro é uma forma de lidar com o absurdo.