Bem legal como deram um panorama completo sobre a evolução do LGT na televisão, porém, 5 episódios com mais de uma hora cada e menos de 15 minutos falando sobre bissexualidade é complicado. É tipo "todos esses anos de TV e vocês tem uma personagem de Grey's Anatomy. Agora, próximo tópico".
Série documental muito pertinente para os dias atuais!!! Mostra o quão foi importante, e ao mesmo tempo dolorosa, a passagem que muitos tiveram que vivenciar para que hoje a comunidade LGBTQI+ tenha um papel de maior destaque, tanto na TV, como no cinema. O episódio 4, na minha opinião, é o melhor de longe, destacando as séries dos anos 2000: The L Word e Queer as Folk. O quanto foram importantes pra moldar jovens que se identificavam com aqueles personagens e cumprindo seu papel até na geração atual. Que mais e mais personagens venham nos encher de amor e esperança, para que num futuro bem próximo, possamos já ter quebrado esse tabu na nossa sociedade.
Escrever também é forma de exorcizar demônios e arrependo-me de, quando mais jovem, em 2005, ter desdenhado de assistir, nos cinemas, a O Segredo da Montanha porque não queria ver "um filme de dois vaqueiros gays". Tenho vergonha de quem era nesta época, e agradeço a vida e ao cinema por me darem a chance de desconstrução com a extirpação da semente do preconceito que poderia crescer. É esta uma das razões de ser essencial esta série documental, ilustrando o histórico da representatividade LGBTQ na televisão americana, desde o período em que os gays eram ridicularizados e ofendidos em horário nobre, tratados como tragédias ambulantes apenas esperando chegar a AIDS ou vistos como vilões imorais cujo destino era a morte. E assistir a criaturas peçonhentas, políticos e religiosos homofóbicos e pessoas desumanas - estes, os vilões da vida real - desqualificarem outros somente por quem escolheram ser e amar é uma das cenas mais degradantes de nós como humanidade.
Por que sair do armário implicaria no backlash? Por que um beijo homossexual merece reprimenda e censura? Por que o sexo gay nas telas é tabu? Questões iguais a esta pulam na cabeça a cada passo na escada extensa da representatividade, não só artística, como aquela capitaneada por pessoas como o político Harvey Milk. Mesmo porque eu, homem branco e heterossexual, não compreenderei exatamente o que significa lutar para poder ser quem se é, contar a própria história ou manter a vida profissional ou a própria vida depois de tê-lo feito, pois a iguais como eu, a vida deu tudo de mão beijada neste sentido e eu cresci vendo pessoas iguais a mim protagonizando aventuras, comédias e histórias de amor. A nós, portanto, cabe a empatia em aceitar o cubo mágico que temos em nossas salas e nossos smartphones como meios de desmonte da desinformação e discriminação pela contação de outras histórias, e a série é certeira em como estabelece sua cronologia, na seleção rica de imagens de arquivos e de depoimentos coletados para que você entre e saía um humano melhor do que antes. Você tem o direito de desligar a série ou passar direto por conteúdo LGTBQ, como eu narrei, perdendo a oportunidade de assistir a histórias engrandecedoras como a obra-prima de Ang Lee. Mas adianto: vale mais a pena ser humano do que ser amargo.
Que série maravilhosa e necessária! Ela consegue mostrar como foi e é custosa a luta por direitos e reconhecimento social através das décadas. Apesar de ter como foco a comunidade lgbtq+ e suas representações nos meios de comunicação, transmite uma lição que pode ser levada a qualquer situação de exclusão, preconceito e taboo na sociedade. Apple acertou bem na sua primeira docuseries!
Fico imaginando como seria a série de documentário sobre LGBTQ+ na televisão brasileira. Daria ótima produção.
Bem legal como deram um panorama completo sobre a evolução do LGT na televisão, porém, 5 episódios com mais de uma hora cada e menos de 15 minutos falando sobre bissexualidade é complicado. É tipo "todos esses anos de TV e vocês tem uma personagem de Grey's Anatomy. Agora, próximo tópico".
Série documental muito pertinente para os dias atuais!!! Mostra o quão foi importante, e ao mesmo tempo dolorosa, a passagem que muitos tiveram que vivenciar para que hoje a comunidade LGBTQI+ tenha um papel de maior destaque, tanto na TV, como no cinema.
O episódio 4, na minha opinião, é o melhor de longe, destacando as séries dos anos 2000: The L Word e Queer as Folk. O quanto foram importantes pra moldar jovens que se identificavam com aqueles personagens e cumprindo seu papel até na geração atual.
Que mais e mais personagens venham nos encher de amor e esperança, para que num futuro bem próximo, possamos já ter quebrado esse tabu na nossa sociedade.
Escrever também é forma de exorcizar demônios e arrependo-me de, quando mais jovem, em 2005, ter desdenhado de assistir, nos cinemas, a O Segredo da Montanha porque não queria ver "um filme de dois vaqueiros gays". Tenho vergonha de quem era nesta época, e agradeço a vida e ao cinema por me darem a chance de desconstrução com a extirpação da semente do preconceito que poderia crescer. É esta uma das razões de ser essencial esta série documental, ilustrando o histórico da representatividade LGBTQ na televisão americana, desde o período em que os gays eram ridicularizados e ofendidos em horário nobre, tratados como tragédias ambulantes apenas esperando chegar a AIDS ou vistos como vilões imorais cujo destino era a morte. E assistir a criaturas peçonhentas, políticos e religiosos homofóbicos e pessoas desumanas - estes, os vilões da vida real - desqualificarem outros somente por quem escolheram ser e amar é uma das cenas mais degradantes de nós como humanidade.
Por que sair do armário implicaria no backlash? Por que um beijo homossexual merece reprimenda e censura? Por que o sexo gay nas telas é tabu? Questões iguais a esta pulam na cabeça a cada passo na escada extensa da representatividade, não só artística, como aquela capitaneada por pessoas como o político Harvey Milk. Mesmo porque eu, homem branco e heterossexual, não compreenderei exatamente o que significa lutar para poder ser quem se é, contar a própria história ou manter a vida profissional ou a própria vida depois de tê-lo feito, pois a iguais como eu, a vida deu tudo de mão beijada neste sentido e eu cresci vendo pessoas iguais a mim protagonizando aventuras, comédias e histórias de amor. A nós, portanto, cabe a empatia em aceitar o cubo mágico que temos em nossas salas e nossos smartphones como meios de desmonte da desinformação e discriminação pela contação de outras histórias, e a série é certeira em como estabelece sua cronologia, na seleção rica de imagens de arquivos e de depoimentos coletados para que você entre e saía um humano melhor do que antes. Você tem o direito de desligar a série ou passar direto por conteúdo LGTBQ, como eu narrei, perdendo a oportunidade de assistir a histórias engrandecedoras como a obra-prima de Ang Lee. Mas adianto: vale mais a pena ser humano do que ser amargo.
Que série maravilhosa e necessária! Ela consegue mostrar como foi e é custosa a luta por direitos e reconhecimento social através das décadas. Apesar de ter como foco a comunidade lgbtq+ e suas representações nos meios de comunicação, transmite uma lição que pode ser levada a qualquer situação de exclusão, preconceito e taboo na sociedade. Apple acertou bem na sua primeira docuseries!