Personagens de várias quebradas de São Paulo nos guiam ao encontro de outros olhares sobre pessoas, filosofias, práticas e relações produzidas nas periferias da cidade. As histórias contadas por seus próprios protagonistas criam novos imaginários e narrativas sobre os saberes das periferias relacionados a moda, educação, gastronomia, dança, comunicação, entre outros temas. E revelam a potência de pessoas extraordinárias que, na construção cotidiana, fortalecem valores que promovem mudanças em suas comunidades.
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Visionários da Quebrada - Brasil - 2018 - visto no dia 19.01.21
Gostei de todo contexto do filme. Muito importante abordarmos a quebrada, a favela e seus componentes que geralmente são pessoas que lutam, batalhadoras, comuns como qualquer um de nós que vão atrás dos seus objetivos. Infelizmente há um estereótipo na favela: criminosos, cheio de drogas e vagabundos. Sempre houve esse pensamento preconceituoso há muito tempo, tem até hoje. Enfim, o longa mostra as conquistas que veio das quebradas (favelas paulistas). Mostra um rapaz que trabalha com moda e tem um crescimento na área que ama atuar, e seu esforçado compensado e assim mostra outras pessoas da quebrada que também está tendo sucesso e reconhecimento na sua área em meio as dificuldades. Tem projetos sociais que é bastante característico na área popular, que ajudam os moradores a ter uma vida melhor, um paronama melhor para o futuro, ter maior acesso a educação, saúde, entre outras necessidades básicas. As conquistas são bonitas e importantes de ver. Mas uma coisa me incomodou igual o Altieri é o retrato e a abordagem unica aos negros e a comunidade LGBTQIAP+ que foram os únicos praticamente focados. Não devemos excluir ninguém e há pessoas brancas, asiáticas, amarelas, pardas também na comunidade multiracial e que elas mereciam voz também nesse longa metragem. Eu imagino que eles fizeram isso para dar maior voz às minorias mas a ideia do filme deveria ser quebrada em geral, informando e falando sobre todas as pessoas diferentes que compõem o local. O formato do documentário é legal acompanhar, o entrevistado ficou a vontade nas entrevistas, produção simples mas eficaz em sua proposta em trazer reflexão e mostrar um pouco da funcionalidade da quebrada para o mundo. Fotografia em geral simples, comum mas funcional. Gostei mesmo assim das entrevistas, das histórias, do documentário em geral apesar da falha principal citada multiracial que deveria ter citado melhor. Recomendo, documentário importante para reflexão no seu tema no dia a dia.
Nota: 7,0
Assisti ontem em uma exibição especial no cineclube Jiló São Paulo ofertado pelo pessoal do Jiló na Guela e do Prefigura, distribuido pela Taturana. O filme é bem produzido e tem momentos muito interessantes que mostram histórias de superação e conquistas oriundas das "quebradas" paulistanas. Alguns pontos de vista são admiráveis. O único pecado do longa é o estereotipamento do "favelado", do pobre, do morador periférico. Me incomoda muito ver que, como sempre, só se evidencia o "negro", o "LGBT" e se esquecem de que uma comunidade é multirracial, é facetada de diversas "tribos". Me incomoda ver que existe uma segregação cultural que envolve diretamente a questão de gênero e cor e se tornou tão comum e usual que há uma exclusão dos outros membros da comunidade.