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Dentre os artesãos do barro do Nordeste, o mais famoso, sem dúvida, foi Vitalino. A herança de sua arte se espalhou pela família. O filme se fixa na arte das mãos do mestre, através de seu filho, desde o instante em que pega o barro até quando o transforma numa imagem detalhada de Lampião, o rei do Cangaço, com todos os ícones de sua história.
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Poético e ao mesmo tempo triste.
Filme 298/2025
Por um lado, que depoimentos maravilhosos do filho do Mestre Vitalino, defendendo a pujança extrema da arte enquanto algo popular; por outro, que triste que, tão logo ele elogie o elã consumidor do povo que motiva as atividades artísticas, saibamos que é muito difícil vender o que é produzido. Um paradoxo doloroso, enfatizado pela voz grave e solene de Othon Bastos. Um filme gêmeo, em termos de fascínio imagético durante um processo de transformação material, do extraordinário O MISTÉRIO DE PICASSO. Emocionou-me bastante! (WPC>)
Espetacular.
Chega a ser tão surpreendente e ao mesmo tempo tão depressivo que nem sei como descrever.
Só de acompanhar o trabalho de uma das pecinhas do boneco, que sequer vai ser vendido separadamente (esse fez parte de um conjunto de vários outros bonecos de uma peça), já te dá vontade de pagar mais de cem mangos ao moço!
É uma arte obsoleta, cheia de sofrimento, não reconhecida e belíssima!!!
Outro curta do ótimo diretor Geraldo Sarno, desta vez enfatiza a saga de dois mitos da cultura Nordestina brasileira, o mestre e artista Vitelino e o Capitão Virgulino, vulgo Lampião...
Que riqueza esse registro feito por Geraldo Sarno, aliás tudo que ele fez é de uma riqueza e sensibilidade impressionantes, cineasta detalhista e atento a mensagem passada, o documentário nacional tem passagem obrigatória por esse moço!