Where the Wild Things Are

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Where the Wild Things Are (1973)
Where the Wild Things Are
Média do filme: 4.2 de 5 — baseado em 183 votos
MÉDIAFILMOW
4.2
183 Avaliações
13 comentários
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Gene Deitch
Duração 7 min None
Status Streaming

Dirigido por

Duração

7 minutos
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Sinopse

Um menino chamado Max imagina que foi para “onde vivem os monstros”.

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vini_monteiro
Vinicius Monteiro
5 meses atrás

Quando fechamos os olhos e acessamos nossas memórias de infância, raramente encontramos apenas cores vivas e alegrias; há também medos, frustrações e uma imaginação selvagem, pronta para devorar o mundo. É exatamente essa complexidade emocional que o curta-metragem animado "Onde Vivem os Monstros", baseado no aclamado livro homônimo, tenta capturar. Apesar de certas limitações técnicas que denunciam a época de sua produção, a obra continua sendo um fascinante — e por vezes divisivo — estudo sobre a raiva infantil e a necessidade de pertencimento. Convido você a embarcar nesse barquinho e revisitar esta adaptação que desafiou todas as regras do entretenimento para crianças.

Um dos aspectos mais elogiados e marcantes desta adaptação é o esforço monumental da equipe de animação em replicar, com extrema exatidão, o traço inconfundível do livro de Sendak. O visual do curta consegue preservar com êxito a atmosfera que mistura magia e um tom levemente sombrio. Para muitos espectadores que debatem o filme hoje na internet, a obra carrega um enorme valor nostálgico. É quase impossível não sentir um carinho especial ao recordar as antigas exibições nas velhas televisões de tubo das escolas ou o barulho da fita VHS rodando, experiências que embalaram a formação cultural de tantos de nós.

Quando analisamos a obra com um olhar mais atento, percebemos que os monstros não são meras criaturas assustadoras jogadas ao acaso na tela; eles funcionam como uma brilhante metáfora visual para a raiva indomável do próprio protagonista. Toda a revolta de Max por ter sido castigado é projetada naquelas feras colossais. É fascinante notar como, ao domar os monstros usando apenas "o olhar fixo" e sem piscar, Max está, na verdade, aprendendo a domar a si mesmo e a controlar suas próprias emoções. Esse rito de passagem transforma a ilha em um refúgio psicológico onde a criança ganha agência sobre seus sentimentos antes de estar pronta para voltar à realidade.

Fica evidente que a premissa da história, por mais lúdica que pareça, oculta uma profundidade psicológica imensa. A adaptação de Deitch acerta em cheio ao manter intacta a mensagem original: uma reflexão intensa sobre sentimentos muito reais e difíceis de processar na infância, como a ira, a culpa, o medo do abandono e a busca pela própria identidade. O filme ilustra a nossa necessidade de pertencer a um grupo, colocando essa carga dramática na perspectiva de um menino que trava uma batalha contra suas inseguranças. A coragem da obra em se distanciar dos clichês higienizados e perfeitinhos das histórias infantis de sua época foi muito bem traduzida para a tela, entregando algo verdadeiramente corajoso.

Contudo, ao avaliarmos o curta sob uma ótica técnica e com os padrões de hoje, é inegável que a experiência revela o peso do tempo e as pesadas restrições orçamentárias da produção. A animação é bastante rudimentar. O filme funciona, em grande parte, como um "passeio de câmera" sobre os desenhos estáticos, possuindo pouquíssimos quadros de movimento fluido. Embora essa escolha tente emular a sensação de "ler um livro vivo", ela cobra um preço: durante os closes nos personagens, os traços perdem definição considerável e as figuras parecem estranhamente achatadas. É um charme datado que pode encantar os nostálgicos, mas que certamente salta aos olhos de um público mais exigente.

Outro ponto de grande debate na comunidade cinéfila e entre educadores é o áudio do filme. A trilha sonora e a narração de Peter Schickele dividem profundamente o público. Enquanto alguns enxergam no tom arrastado uma abordagem artística e onírica que combina perfeitamente com a estranheza da ilha, outros — e eu me incluo nesse grupo que vê ressalvas — consideram a execução sonora um tanto monótona e, em certos momentos, genuinamente assustadora para crianças menores. O impacto dessa escolha foi tão divisivo que gerou um forte desconforto na época. Como curiosidade, o próprio autor, Maurice Sendak, exigiu anos mais tarde que a narração e a trilha fossem totalmente refeitas para as novas distribuições da obra, atestando que nem todas as escolhas estéticas funcionaram como o planejado.

Em suma, a versão animada de "Onde Vivem os Monstros" da década de 70 é uma obra que, embora apresente imperfeições técnicas visíveis e decisões sonoras bastante controversas, brilha intensamente pela sua maturidade temática e respeito absoluto à essência do livro. É um filme que valida a complexidade da mente infantil e serve como um espelho para as nossas próprias "feras" internas. Recomendo fortemente que você reserve alguns minutos do seu dia para assistir a este pequeno clássico imperfeito. Permita-se embarcar nesse barquinho, tire suas próprias conclusões sobre a atmosfera do filme e descubra — ou relembre — o que você faria se fosse coroado o rei de todos os monstros.

assistidoronline
Gabriel
½
3 anos atrás

Visto em 30/08/2023.
Achei bizarro.

isabelaws
isa
5 anos atrás

we will eat you up, we love you so <33

deadalive
Bruno
½
5 anos atrás

Muito bom, sonoridade e narração deliciosa.

honeydew
Rafaella
7 anos atrás

But the wild things cried
“Oh please don't go
- we'll eat you up -
we love you so!”

<3

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Allen Swift 0 0

Allen Swift

(Narrador (voz))

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