Data de lançamento
14 Julho 2018Duração
A estudante Matsuzaka Satou tem uma reputação de ser fácil, mas um dia seu estilo de vida de dormir com um garoto após o outro chega ao fim. Isso acontece quando ela conhece uma criança chamada Shio, para quem ela está convencida de que ela sente o verdadeiro amor pela primeira vez. Satou pode parecer doce e inocente, mas não há nada que ela não faça para proteger sua vida juntas, incluindo cometer assassinato. Mas de onde que ela encontrou essa menina, e quanto tempo pode durar a sua “vida açucarada feliz” juntas por uma última vez?
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Espinhoso,incômodo,pesado.Realmente não é uma obra pra todos.
Nossa, terminei de ver. É o anime mais perturbador que já assisti (antes era "Perfect Blue").
Do ponto de vista da cultura ocidental, tudo é doentio e abjeto para pessoas mental e emocionalmente saudáveis, mas fiquei refletindo que, como um todo, o anime talvez represente uma metáfora de um Japão decadente... as relações humanas estão deterioradas e deturpadas e isso só tende a piorar. É um dos países mais "avançados" do mundo, porém, no quesito relações humanas talvez precisem avançar muito ainda.
Como alguns temas são recorrentes em mangás e animes (abandono de crianças - Kotaro, gente, o que é aquilo? triste demais, chorei -, violência doméstica, abuso psicológico, físico, sexual), imagino que isso reflete algo cultural, assim como livros e filmes brasileiros refletem questões que fazem parte da nossa sociedade.
Tem a ver e ao mesmo tempo não tem: lembrei de um documentário que vi na Netflix há alguns anos, sobre homens solitários e solteiros (na faixa dos 30, 40 anos ou mais) que curtem bandas de meninas ou adolescentes... esses homens são "fãs" e compram convites de "meet & greet" para conversar alguns minutos com elas. É nojento haver uma indústria para isso e isso ser considerado "normal", incluindo os pais que permitem que as filhas menores de idade, às vezes crianças, conversem com homens adultos, muito mais velhos que elas. Então, bom, concluo que, de certa forma, no Japão, a pedofilia, o "amor" por crianças, não seja considerado algo tão grave quanto deveria porque a sociedade não está tão conscientizada sobre o quanto isso é doentio e errado. Outra coisa em que pensei foi que, até onde sei, japoneses preferem manter "coisas privadas no privado" - ou seja, quando alguém sofre abusos, violência etc., é comum isso ficar no âmbito familiar, é vergonhoso expor problemas pessoais publicamente, então imagino que isso dificulte a conscientização de que essas coisas não são normais e que as pessoas precisam denunciar, se revoltar, falar sobre isso.
Vários personagens são perturbados devido a várias violências, negligências e abusos cometidos por adultos no passado e sequer conseguem ter consciência da própria condição; isso não justifica os erros e escolhas erradas deles, mas é possível entender por que eles se comportam dessa forma ("certo" e "errado" talvez não estejam muito claros na mente deles).
Estou assistindo e achando bastante doentio... do jeito que eu gosto hahaha
Sinistro!
Uma menina de 16 anos sequestrando uma de 8 e fazendo ela se "casar" com ela.... O anime trata isso como se fosse certo ainda, ela termina a história como se tivesse feito "algo bom"......