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Na pacata cidade de Helstone, na Inglaterra rural do século XIX, vive Margaret Hale (Daniela Denby-Ashe), uma jovem que, após morar por alguns anos na capital, vive no campo uma vida tranquila e feliz com os pais.
Certo dia, porém, seu pai - que é pastor - mergulha em delicadas questões de consciência que fazem com que ele decida deixar seu posto na igreja. Os Hale são, então, obrigados a se mudar, e Margaret enfrentará grandes dificuldades na tentativa de se adaptar à fumacenta e deprimente cidade industrial de Milton.
Apesar de muito jovem, a moça tem personalidade decidida e opiniões fortes. Por conta disso, de cara desenvolve uma animosidade com o rico industrial John Thornton (Richard Armitage), um dos pupilos de seu pai (que, com problemas financeiros, agora dá aulas) que é dono de um próspero moinho de algodão.
Em meio à poluição de Milton e aos primeiros movimentos grevistas que marcaram a revolução industrial, Margaret precisará habituar-se à visão da desunião, da pobreza e da fome, e a lidar com os sentimentos de um homem a quem despreza mais do que ninguém.
Baseada no romance homônimo (também publicado como Margaret Hale), de Elizabeth Gaskell.
• 4 episódios.
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Uma verdadeira joia!
Uma das adaptações de livros para as telas mais bem feitas que já vi!
Além de ser um romance/história completo em todos os sentidos porque incorpora muitos temas importantes, vida, morte, trabalho, fé, amor, lealdade... conseguiram transmitir exatamente os sentimentos do livro ao dar vida aos personagens.
É até difícil acreditar que essa série é tão pouco falada.
E ao assistir eu percebi como essa adaptação inspirou a versão do filme de 2005 de "Orgulho e Preconceito".
Sobre os livros e adaptações, um pequeno detalhe para os leitores ou curiosos, é que o livro "Orgulho e Preconceito" foi lançado em 1813, e sua última adaptação e talvez mais "famosa" é de 2005. E o livro "Norte & Sul" foi lançado em 1855, e essa adaptação mais recente é de 2004.
Nas telas um veio antes do outro, mas essa adaptação foi claramente uma inspiração do outro.
E só uma observação: Roteiros e histórias desse tipo são a prova de que é possível ser bom e bem contado, sem precisar ser excessivamente apelativo com cenas de nudez e afins.
Amei a série! John Thornton me conquistou assim como todos os outros da literatura: Mr. Darcy,Mr. Rochester,etc...
A série mesmo com algumas reduções (impossível um livro de mais de 600 páginas caber em quatro episódios) ainda assim é uma das melhores adaptações de um clássico que eu já vi. A essência dos diálogos e dos personagens foi mantida sem que ficasse algo caricato ou fora de contexto, aliás, o ator que encarnou o John Thornton parece que saiu diretamente do livro. Dá pra saber quando um filme/série é bem feito que mesmo após 20 anos continua com a mesma qualidade e ainda assim não parece datada(o).
Reassisti ontem. Continua sendo um dos meus romances favoritos. Perfeito do começo ao fim. Como todos dizem, o ruim é que acaba.
Se existe uma adaptação de época melhor que essa, desconheço. Aprende aqui, Netflix! Rsrs