No universo de Liz, uma loira tingida, prostituta de salto-alto e minissaia justa, os clientes não querem sexo, querem vingança, depravação. Vamos viver um dia na vida de Liz. Ela vai repartir seus pensamentos sobre os homens e sua sexualidade, vamos ver Liz reagir diante de cenas horrorosas e brutalidade e humilhação. Hpuve um tempo em que ela gostava de sexo. Agora quando ela vai para a cama, tudo que ela quer fazer é dormir. Sozinha, mas isso continua sendo um sonho impossível.
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12.09.1993
Nao conheço muito bem a filmografia de Ken Russell, de modo que, deva ter assistido somente dois ou três filmes deste cineasta que é iconoclasta no que tange religião e sexualidade cujo a maioria de suas obras são apoiadas por estas temáticas, e por sinal, inovadoras e polêmicas para sua época. Em A PROSTITUTA, Ken Russell retorna com suas polêmicas, sobretudo, neste filme que foi até proibido (e eu não sabia) de ser exibido na Irlanda. Eu conhecia este filme irregular visto na antiga e extinta REVISTA SET cujo os críticos da época também o detonaram, conferindo hoje eles tinham razão. A obra tem alguns momentos interessantes, mas, está longe de ser um filme digno de um diretor como o Ken Russell, de modo que, as caracterizações são caricatas só extremo, principalmente, da protagonista. Mas alguns diálogos (e monólogos) ditos pela protagonista e a maneira e coragem como Theresa Russell encara a câmera já vale um espiada.
Gostosinha dramédia sem muito tempero que foi banida na Irlanda (sabe-se lá o porquê). Baseada na peça "Bondage" de David Hines. Theresa Russell convenientemente desajeitada é o ponto forte de toda essa trama caricata que, como disseram abaixo, parece ter sido uma cutucada em "Uma Linda Mulher". Se assim for prefiro mil vezes essa "vadia" aqui do que Vivian Ward. Enfim, pelo diretor e pela proposta eu esperava mais despudor, cinismo e sarcasmo afinado, ainda assim dá pra curtir os 90 minutinhos.
Comédia dramática dirigida pelo Ken Russell (do bom The Devils e do excelente Crimes of Passion). Com a bela Theresa Russell e participação do Dany Trejo (From Dusk Till Dawn). Boa trilha e fotografia. A prostituta (é tipo um compilado de crônicas da profissão, com uma abordagem caricata, cômica e relativamente leve). Os monólogos. Os clientes (o filho com o pai, os jovens na van, o velhinho sadomasoquista, o do beijo forçado, o do carro antigo, etc). O cafetão. A cena do jantar caótico. O casamento. O primeiro programa (masturbação). No letreiro do cinema tá escrito "Crimes of Passion" e "The Lair of the White Worm" (também do diretor). A cena da mulher esfaqueada. O Rasta. O Indiano. Enfim... Crimes of Passion foi tudo que esse aqui não foi pra mim. Esse estilo meio cômico não é muito o que eu curto assistir, então, apesar dos pontos positivos, achei bem mais ou menos.
Parece um documentário com um breve toque de filme b.