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Liming é um distrito operário perto de Xangai - a cidade mais rica da China. Todos os anos, muitos jovens deixam suas aldeias e se mudam para lá. Eles têm entre 17 e 20 anos, todos da província rural de Yunnan, 2.500 km a oeste, onde nasce o rio Yangtze. Esses jovens yunaneses geralmente moram em seu local de trabalho, em dormitórios, quartos insalubres ou, às vezes, em pequenos estúdios. Falta-lhes tempo e espaço para se encontrar. Então, eles se comunicam através do QQ, MSN China. Eles vivem como adultos, mas são adolescentes.
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Nunca tinha visto nada do Wang Bing, mas já conhecia as suas obsessões. Adiei este filme por várias semanas, por causa do temor referente à sua longa duração (o que, combinado à temática, é, de fato assustador), mas surpreendi-me com a cadência graciosa das interações entre os trabalhadores: por mais que o trabalho seja sumamente exaustivo - e ficamos cansados vendo - o diretor interessa-se em verdade pelo que é prometido no título, o que culmina numa seqüência belíssima de desfecho. Temi, a todo instante, que acontecesse algum acidente, e esperava por mais rebeliões contra os maus tratos patronais. Há diversos subtemas em meio aquele amontoado de jovens migrantes naqueles ambientes insalubres! Amei o modo como as canções 'pop' invadem a rotina dos garotos, bem como aplaudi de pé a cena em que um deles diz para o câmera que, quando eles saem dos ateliês, filmam a "vida real". É um documentário que pretendo rever, inclusive: tem uma ou outra similaridade em relação a ESTOU ME GUARDANDO PARA QUANDO O CARNAVAL CHEGAR, mas a perspectiva autoral/carinhosa é distinta, bem mais afetiva. Uma gracinha - sem deixar de ser denuncista, claro (em verdade, diagnostica muito mais do que acusa)! (WPC>)