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Data de lançamento
18 Maio 2000Duração
Em uma manhã tranquila no sudoeste do Japão, um assassino louco, aparentemente sem motivo, sequestra um ônibus e promove uma verdadeira carnificina nele. Apenas três pessoas sobrevivem ao massacre: o motorista Makoto, a estudante Kozue e seu irmão mais velho, Naoki. O traumatizado motorista deixa a cidade onde o sequestro ocorreu. Já os estudantes permanecem em silêncio desde que seu pai morreu e sua mãe os abandonou. Após um longo período, Makoto resolve então retornar à cidade, onde crimes inexplicáveis passam a ocorrer.
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Um dos filmes inimagináveis da vida.Esteticamente belíssimo,algo que aumenta de certa forma a solidão dos personagens e se torna muito reflexivo.Tem tempo de sobra pra se apresentar,a rotina das figuras mais importantes do filme se torna irresistíveis e a dinâmica aumenta a cada cena.Narrativa poderosa.
>Assistido em 24 de Abril de 2022
Eureka (2000)
Num primeiro momento o filme Eureka de Shinji Aoyama exige uma certa abertura emocional às mensagens mínimas e sutis de diminuição e perdas, algo que o filme trabalha muito bem nas suas 3 horas 33 min de duração.
Se há um aspecto que define um dos traços comuns no roteiro deste filme, pode ser a desconfiança dos personagens na linguagem como suporte emocional. Mesmo que o público não testemunhe a extensão da violência durante o terço inicial, a voz trêmula de Makoto, os traços de se seu comportamento mais tarde, bem como o “silêncio eloquente” de Kozue e Naoki falam muito sobre suas almas. Em alguns casos, a palavra falada deixou de ser um suporte emocional e aprofundou a lacuna, bem como a ferida emocional que rondam os personagens.
Como que para refletir esses sentimentos de impotência, mas também a esperança, as imagens em tons de sépia tornam-se parte integrante da mensagem e dos temas do filme. Ao retratar a tristeza e desolação da paisagem no início, eles lentamente se tornam um símbolo da incapacidade dos personagens de seguir em frente. Especialmente Makoto, que funciona quase como o catalizador da trama, este aprende rapidamente sobre esse sentimento de dormência e tenta combatê-lo estabelecendo algum tipo de rotina e conexão. Mesmo que essas imagens ainda representem uma beleza distinta, mais especificamente em cenas posteriores, elas também podem representar algo que os personagens precisam superar.
No final, “Eureka” se torna um conto humano sobre uma das características mais incríveis de todos nós, que é a resiliência, mesmo que em certos momentos difíceis da nossa existência tenham se tornado um ruído de fundo onipresente.
Aquele que não tem nada assimila o seu igual.
Tem uma historinha de drama, apesar de ações antecedentes mau executadas. Mas o que pega mesmo é o tempo extremado para uma narrativa totalmente arrastada e soando ´´nada a ver´´ dentro da história inicial.
ABANDONEI com 1 hora e 1 minuto...
Mesmo com quase três horas e meia de duração e uma narrativa relativamente lenta a história nunca deixa de despertar o nosso interesse. Pensei que a fotografia em tons sépias fosse tornar o filme cansativo, mas ela acaba sendo um dos seus grandes atrativos já que a cada nova cena ela muda a intensidade e a iluminação. Só acho que para uma obra de duração tão longa ela deveria ter um final mais conclusivo. De qualquer forma o filme foi para mim uma boa experiência que tão cedo eu não irei esquecer.