Estranho e meio: Continuou nos meus sonhos e teve outro final.
Anos 30, Dogville, um lugarejo nas Montanhas Rochosas. Grace (Nicole Kidman), uma bela desconhecida, aparece no lugar ao tentar fugir de gângsters. Com o apoio de Tom Edison (Paul Bettany), o auto-designado porta-voz da pequena comunidade, Grace é escondida pela pequena cidade e, em troca, trabalhará para eles. Fica acertado que após duas semanas ocorrerá uma votação para decidir se ela fica. Após este "período de testes" Grace é aprovada por unanimidade, mas quando a procura por ela se intensifica os moradores exigem algo mais em troca do risco de escondê-la. É quando ela descobre de modo duro que nesta cidade a bondade é algo bem relativo, pois Dogville começa a mostrar seus dentes. No entanto Grace carrega um segredo, que pode ser muito perigoso para a cidade.
"Arrebatador" "Reflexão intensa" "Brilhante" Me perdoem, mas to vomitando com tanto exagero e to pasma por ter uma nota tão alta sendo que o filme apela tanto pra uma mensagem final, que até o ponto de "ser uma crítica social" é extremamente válida, mas a partir do momento que retratam tanta esbórnia e logo em seguida jogar na nossa cara "Somos assim, eu, você, ele, todos" A POR FAVOR, que tem gente doente e que realmente age de forma tão grotesca quando tem o dito "poder", O.K., mas generalizar? E tanta gente aceitando essa opinião me faz pensar que, se a sociedade tá mesmo essa bosta, o principal motivo é que a galera aceita um filme desse como "obra prima". Outro ponto é o desfecho, se era pra eu me sentir aliviada, vingada ou qualquer outro sentimento desse, não consegui. A única coisa que eu realmente achei válida nessas três horas de filme (e que ainda não funcionou muito na prática) foi a ideia da falta de cenário como crítica a super valorização do cinema hoje em dia, dos super efeitos e tals. Me estendi demais. Já podem começar a clicar em "deslikes", estou completamente ciente que serei crucificada pelos fãs, mas infelizmente não consegui. Quem sabe um dia eu mude minha opinião (Se eu me corromper e virar uma doente-psicopata)
*Pessoas indo no meu perfil ver os filmes que já vi, os meus favoritos, a minha idade e vindo usar isso como desculpa por eu ser tão ignorante em fazer um comentário desse tipo*
Existe tanto filme ruim nesse mundo. Fazer uma crítica negativa a um filme desses e muita falta de bom senso. O final e realmente um bocado fraco. Mas o que conta é o enredo. Enfim.... Não é todo mundo que gosta do "estilo" do Lars... Achei um bom filme. Apenas.
Infelizmente muita gente não vai ter capacidade e nem vontade de apreciar um filme como esse. Cada estupro que aquela mulher sofria por cada homem diferente foi a forma que o escritor usou para mostrar que cada um deles foi corrompido. O fato dela estar naquela cidade no final me deu a impressão de que ela acreditava que o ser humano podia ter segundas chances e a maioria não era culpada pelos seus atos e sim eram vitimas de sua própria criação. A conclusão que ela chegou no diálogo com o pai e com essa conclusão desistiu de todos ali (e de todas as pessoas do mundo como deu a entender). Todos nós sentimos raiva de um dos personagens e tivemos vontade que eles sofressem, certo? Está ai uma outra mensagem do filme, nós os julgamos e sentimos vontade de que esses morressem (e é isso que acontece na vida real), somos corrompidos por natureza. Quando aquelas pessoas tiveram poder sobre ela, eles abusaram da mesma. Quando ela teve poder sobre eles, chegou a conclusão que a única saída era mata-los. Não é preciso efeito especial e nem um super elenco para fazer um filme como esse, maravilhoso. Me senti preso a ele (devo admitir que algumas vezes senti tédio), excelente filme.
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Até que enfim achei uma opinião aqui que eu concorde totalmente: ''Como era de se esperar são bocejos intermináveis durante a projeçao, uma obra claramente para atingir os pseudo cults de plantão e um exercício de tédio e presunção acima do limite do aceitável....''
Poxa, é longo mas valeu! Lars foi genial na crítica e muito mágico ao conseguir fazer um filme de três horas sem efeitos e a ausência quase completa de cenário. A crueldade dos personagens ao adquirirem poder chegou a me deixar aflita aponto de gritar com a tv, ainda mais com toda aquela "serenidade" que Grace estava demonstrando, mesmo ao ser abusada. Enfim, o filme mostra essa relação de ódio, justiça e perdão. Ainda estou em fase de introspecção, mas com certeza o filme nos traz uma reflexão sobre a natureza do ser humano submetida à vingança e arrogância, e faz isso de forma inteligente.
Brilhante!
Filme mais inovador, inteligente, bem realizado e interessante que fala sobre o que tem por trás da americana de porta retrato. Genial!
Tem que ser muito foda e ser muito corajoso pra fazer um filme assim. Não tenho nada pra falar a não ser que não esperava que fosse tão incrível.
Filme longo que não ficou tedioso em NENHUM SEGUNDO! O MELHOR FILME QUE EU JÁ V NA VIDAI! (Superou Pulp Fiction no meu conceito). Lars é muito brilhante! Gênio! E o final do filme com "Young Americans", de David Bowie? PERFEIÇÃO!
Lars é corajoso!!! rsrsrs Ótima história e excelente final. Só acho que se fosse menos longo seria melhor. Gostei do fim.
Se quiser por à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder.
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Isso é Dogville.
Obrigado por essa setima arte, Lars.
O filme é a arrebatador! O impacto que a cenografia causa no público é enorme, chega a ser difícil acompanhar as legendas nos primeiros minutos pela vontade que se tem de parar o filme e compreender aquela construção cenográfica. Trata- se de algo completamente não-usual para o cinema, uma espécie de teatro filmado pelo alto, para que possamos conferir as marcações das casas e objetos no chão do palco. O brilhantismo da direção de arte não fica apenas nas marcações das casas, mas também na iluminação - as "paredes" ficam escuras e claras, dependendo do momento do dia. "Dogville" já mereceria ser assistido apenas por sua caracterização cenográfica, simplesmente maravilhosa, mas o filme apresenta mais. Apresenta uma história onde as mazelas da sociedade são expostas de maneira crua e dura, na qual pode-se perceber nitidamente o processo de transformação dos habitantes da cidade a partir do momento em que percebem que eles detêm o poder de decidir a vida de Grace. A genialidade de Lars Von Trier sempre superando todas nossas expectativas... Uma verdadeira obra de arte!
Eu também achei a cenografia excepcional, foi do que eu mais gostei no filme, inclusive. Eu li que o Lars fez isso porque ele era contra o uso excessivo de efeitos especiais nos filmes, o que tava acontecendo muito na época, aí ele gravou dogville daquela maneira pra mudar isso e provar que um filme pode ser bom mesmo sem esses efeitos todos! Lars foi genial!
Só o Lars Von Trier conseguiu dois êxitos ao mesmo tempo com Dogville que nenhum outro cineasta ainda conseguiu. Ele criou um filme com um visual tão simples, por vezes invisível, somado a uma duração de projeção longuíssima, que resultou em um projeto ainda mais interessante do que qualquer blockbuster com custos milionários. Ele desenvolve cinema de qualidade desconstruindo o cinema. E o melhor, Lars Von Trier faz uma arrebatadora análise e critica à sociedade americana mesmo nunca tendo estado nos Estados Unidos. Tudo nesse filme é espetacular!
Uma interjeição para esse filme: UAU!
Dois adjetivos: chocante e revelador.
Esse filme muito intenso, não tem como assistir ele sem sentir nada.
Passei o filme todo sentindo, ódio, raiva, pena, remorso e torcendo pra que aquela situação que se desenrola durante o filme tivesse uma resolução aceitável no final. É pesado, é pra pensar.
Lars Von Trier. Alguns dizem que ele é superestimado... eu penso o contrário. Na verdade ele é um alguém que consegue destrinchar como poucos a nossa sociedade e o ser humano que a compõe. E o faz atingindo diretamente a nós, os expectadores, que remoemos as nossas próprias amarguras refletidas. Em Dogville mais uma vez Lars destrói nossas esperanças, jogando na nossa cara o fracasso do humanismo, do iluminismo, da religião, de toda uma experiência humana. As avaliações quanto a organização social burguesa, a obediência ao sistema, a exploração, a relação entre o forte e sua sobreposição ao fraco, e até mesmo até onde vão a misericórdia e o altruísmo, são feitas em camadas tão profundas que jogam na mesa diversas interpretações filosóficas.
Desconstrói violentamente o conceito de "vítima". O cenário funcionando como uma maquete concentra a atenção intensamente nos personagens, humanos. De forma gradual, insere-nos neste cenário que explana toda a capacidade humana para a crueldade e para o uso da força - a famosa oposição forte-fraco, onde o forte domina -, e para isto não usa semblantes de assassinos ou criminosos, mas de pessoas comuns, em um tipo de lugar tipicamente considerado superior em civilidade e vivência comunidade - as pequenas cidades. Ideais como altruísmo e perdão são lentamente desconstruídos, na medida em que são tomados pela hipocrisia e falsidade. O próprio senso de coletividade só se mostra efetivo quando ''negociado" de modo a ser benéfico para o indivíduo, e não para a comunidade.
É um filme que nos dá muito no que pensar, genialmente elaborado. Chega a dar náuseas por toda a sua sinceridade, como uma dissecação do funcionamento da convivência humana vista de um modo geral. Uma anatomia das tendências destrutivas de uma sociedade enrijecida e moralista, que esconde atrás dos panos todas as suas "fraquezas" - atrocidades seria uma palavra melhor.
Seria ótimo chamar isso de mera ficção ou pensar que é algo adequado apenas para pensar os anos 30. Só que não.
Esse filme é fantástico...Sou fã do Lars Von Trier, e nesse trabalho ele foi magistral. Perdão, natureza humana, instinto, decisão, são alguns dos temas retratados. Todos tem que assistir...é fantástico!!!
Um filme que de forma muito gentil e educada tira o espectador da sua zona de conforto estética e intelectual. Faz render muita discussão: até onde vai a tolerância ou o perdão para com a "natureza" ou a "sociedade" humana?
Dogville é uma parábola moral, de caráter bretchniano, dogmática e uma ode ao cinismo grego - eu me refiro a corrente filósofica.
Acho simplista essa visão de que Dogville é uma exaltação a pensamentos pessimistas infantis - mais clichês, à la "Fuck the people".
O melhor filme do Lars von trier na minha opinião. Pura imaginação.
verdade...dancer in the dark é o melhor! tive um lapso na memória hahaha
O experimentalismo de Von Trier foi certeiro,seu cenário simples e inovador chega a ser um pouco difícil de engolir nos primeiros minutos de filme,posteriormente passamos a nos familiarizar pois a trama da história vai criando fortes raízes. Por mais que pareça anormal e fora dos padrões do cinema convencional a sua técnica(proposital) serviu de uma forma inteligente: pode-se acompanhar o dia-a-dia de Dogville quando a câmera esta posicionada de cima,ver o que acontece em cada casa, observar a planta da cidade e o cotidiano de cada habitante,fazendo com que o espectador adentre cada vez mais na rotina daquele local. Me surpreendi com o grau de inovação do filme ,com tão poucos recursos visuais ainda consegue-se extrair uma reflexão tão profunda.
"How could she ever hate them for what was at bottom merely their weakness? She would probably have done things like those to be fallen her if she had lived in one of these houses. To measure them by her own yardstick as her father put it. Would she not, in all honesty, have done the same as Chuck and Vera and Ben and Mrs Henson and Tom and all these people in their houses? Grace paused. - - - And all of a sudden she knew the answer to her question all too well. If she had acted like them she could not have defended a single one of her actions and could not have condemned them harshly enough. It was as if her sorrow and pain finally assumed their rightful place. No. What they had done was not good enough. And if one had the power to put it to right it was one's duty to do so - for the sake of other towns, for the sake of humanity. And not least for the sake of the human being that was grace herself."
destaque para a cena do estupro da Grace pelo Chuck... mostrava ele a estuprando da maneira mais crua possível e simultaneamente os habitantes de Dogville cumprindo sua rotina diária.
e eu tinha prometido ao terminar o filme postar um trecho de Young Americans aqui! nenhuma música se encaixaria melhor que essa...
"You ain't a pimp and you ain't a hustler
A pimp's got a cadi and a lady got a chrysler
Black's got respect, and white's got his soul train
Mama's got cramps, and look at your hands ache
I heard the news today, oh boy
I got a suite and you got defeat
Ain't there a man you can say no more?
And, ain't there a woman I can sock on the jaw?
And, ain't there a child I can hold without judging?
Ain't there a pen that will write before they die?
Ain't you proud that you've still got faces?
Ain't there one damn song that can make me
Break down and cry?"
http://25.media.tumblr.com/ef3292f5b3ec8858ed41f0f0277be367/tumblr_mjy3mv2iP41qa409eo1_1280.png
1º me deixou confusa, 2º me deixou intrigada, 3º me deixou esperançosa, 4º me deixou revoltada, 5º me deixou aliviada. Conclusão: depois do filme me senti angustiada o dia todo.
três TRÊS T R Ê S (3) inacabáveis horas
Não poderia ser diferente, a cara do Lars Von Trier: inteligente, depressivo e pesado. Outro fato que se insere bem neste filme é a filmagem, traços notórios do Lars.
INTRIGANTE E PROFUNDO!
Na minha opnião estes são os melhores adjetivos que poderiam definir esta obra prima.
De uma narração aparentemente despropositada e calma a uma análise profunda a cerca da moralidade humana.
Me vi perdido em questionamentos,tão imerso no filme que após o seu termino ainda estava pensativo.
Longe de dar uma resposta ou solução para o problema Dogville te empurra no abismo da dúvida : será o mal realmente inerente a personalidade humana?
O final é sem dúvidas, a melhor parte. O filme não me pegou muito, mas adorei toda a ideia envolvida, de se fazer uma super metáfora sobre países colonizadores e colonizados, ou potencias e países subdesenvolvidos. Kidman que nunca tinha se mostrado nada demais, em minha opinião, apareceu mais que convincente, Paul Bettany e todos os demais, ótimos, inclusive o Jason. E a melhor parte é
no final, depois do massacre ver aquilo que se passa em nossas mentes e realmente se colocar no lugar até da própria Revolução Francesa: apoiamos e vibramos com a nova barbari sobre os bárbaros, ou percebemos esse ciclo infinito de violência que o ser humano é capaz?
No dia que vi estava exausta, nem preciso dizer o que aconteceu....imperdoável.
Achei a ideia muito boa e o filme bem feito, no começo é estranho porque é muito diferente de tudo que ja tinha visto, mas dps a coisa começa a fluir...
Achei esse filme muito fraco, quase um anti cinema...
A idéia de fazer o filme como se fosse um Teatro num cenário apenas foi de uma infelicidade total... A história nem é ruim, mas as atuações péssimas como a do pífio paul bettany acaba deixando tudo caricato e mal feito....
Se vc espera uma fotografia linda ou impactante pode esquecer, o filme é de uma pretensão de dar pena, o tal Lars von trier achou que era suficiente para fazer um filme ter um cenariozinho estilo pluct plact zum, uma historinha bem bolada e atores como Nicole Kidman no piloto automático para prender o telespectador por quase 3 horas na tela....
Como era de se esperar são bocejos intermináveis durante a projeçao, uma obra claramente para atingir os pseudo cults de plantão e um exercício de tédio e presunção acima do limite do aceitável....
"Grace paused. And while she did, the clouds scattered and let the moonlight through and Dogville underwent another of those little changes of light. It was if the light, previously so merciful and faint, finally refused to cover up for the town any longer. Suddenly you could no longer imagine a berry that would appear one day on a gooseberry bush, but only see the thorn that was there right now. The light now penetrated every unevenness and flaw in the buildings... and in... the people! And all of a sudden she knew the answer to her question all to well: If she had acted like them, she could not have defended a single one of her actions and could not have condemned them harshly enough."
Do caralho!
O que mais gostei no filme foi esse cenário, que pode ser qualquer lugar, sem paredes, expondo todos os podres que ninguém quer enxergar
Intenso. Muito intenso!
Com um final que fez com que me sentisse um lixo com ser humano, não muito diferente de alguns dos personagens. Mas essa é a graça, eu acho...
De qualquer forma, é ótimo!
Uma boa sacada, criativo, diferente de tudo que já assisti, roteiro muito bom, porém a atuação da Nicole me fez ter vontade de não terminar o filme.