Talvez o maior clássico das chanchadas (comédia tipicamente brasileira dos anos 50/60) produzida pelo extinto estúdio da Atlântida. O filme explora o absurdo dos acontecimentos decorrentes do fato improvável de um satélite caindo num galinheiro de uma propriedade humilde de uma zona rural do Brasil. O Homem do Sputnik ironiza com a realidade política e sócio-econômica-cultural da época não apenas a um nível local, mas internacionalmente - a guerra fria estava em seu auge. Os estereótipos dos agentes norte-americanos, soviéticos, franceses foram explorados ao máximo. Sobrou farpas até para as futilidades da 'high society' carioca. Impossível não sublinhar também a participação do lendário Oscarito. Sua interpretação como o matuto simplório detentor do satélite e elevado a celebridade define o seu talento. Curiosidade também ver Norma Bengell, fazendo referência a uma voluptuosa Brigitte Bardot, assim como Jô Soares na casa dos vinte e poucos anos. Carlos Manga consegue empreender um ritmo acelerado, tornando o filme extremamente agradável, até para os padrões atuais, no trabalho da edição e montagem. Altamente recomendado !