Dirigido por
Data de lançamento
1 Março 2001Duração
Emil e Oleg são dois estrangeiros vindos da Europa Oriental que chegam aos Estados Unidos a fim de receber uma quantia em dinheiro, deixada com um amigo na última vez em que tinham se encontrado. Quando descobrem que ele gastou toda o dinheiro, Emil o mata com Oleg filmando tudo com sua câmera portátil. A partir de então, eles têm uma idéia: fazer de Emil o astro de um filme dirigido por Oleg, onde ele terá que assassinar uma importante pessoa da cidade. E o alvo é justamente Eddie Fleming, o mais famoso policial da cidade.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
O personagem do Edward Burns já não tem sentido do início do filme, mas depois da metade fica impossível de justificar. Tentaram colocar tanta coisa em cena que virou um amontoado de cortes sem propósito. 26/09/2026
IMPRIMATUR - visto no cinema em 2001:
Debater o sensacionalismo do filme nessa época, podem ter rendido críticas inadequadas sobre o quão tudo foi exagerado nesse aqui. Hoje, esse excesso é uma normatização social.
Avaliação em nota: 4.5
Filmes de ação não costumam ser os meus favoritos, mas este surpreendeu-me, vai muito além da ação, com uma realização impecável, cenas bem filmadas e uma mensagem poderosa , um filme que foge da fórmula repetitiva dos roteiros de filme do tipo, com apenas fugas , tiros e bombas.
Passava bastante no SBT mas nunca assisti completo, aproveitei que está no top 10 da Netflix pra dar uma conferida, parece muito com outro papel que o Robert de Niro já fez, nem imaginava que a Charlize Theron e Vera Farmiga estavam no filme.
15 Minutos (2001)
dirigido por John Herzfeld
Há algo de profundamente doente na forma como a fama se mistura com a violência.
Em 15 Minutos, John Herzfeld escancara o espetáculo americano: criminosos que aprendem rápido demais como funciona a justiça e, melhor ainda, como transformá-la em palco.
Os dois estrangeiros, ao perceberem as brechas do sistema, entendem a América como um show: o crime vira roteiro, a morte vira manchete, e a câmera é a nova arma. Emil, o mais carismático e insano dos dois, é a figura que mais brilha nesse caos. Sua loucura convence porque não é gratuita é estratégica, performática. Ele encarna o vilão que sabe jogar o jogo da mídia, e por isso assusta mais do que qualquer assassino comum.
O filme parece querer denunciar a corrupção moral alimentada por interesses e audiência, mas ao mesmo tempo se deixa seduzir por ela. O resultado é um híbrido curioso: uma narrativa policial decadente, mas que surpreende ao mergulhar no cinismo da fama e no vazio do heroísmo.
Quando Emil finalmente é executado, o alívio é inevitável não por justiça, mas por exaustão.
Era como se, por um instante, o próprio espetáculo precisasse acabar.