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Data de lançamento
30 Maio 2018Duração
Um dos mais importantes acontecimentos da história do Brasil, movimento conspiratório ocorrido na Bahia em 1798, protagonizado por dezenas de homens negros que planejaram um Levante com o objetivo de derrubar o governo colonial, proclamar a independência e implantar uma República democrática, livre da escravidão. Esse episódio cruzou a linha do tempo e recebeu diversas denominações, entre elas Revolta dos Búzios, Revolução dos Alfaiates e Conjuração Baiana.
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Tem uma narrativa peculiar para um documentário, mesclando pequenas passagens por meio de atuações individuais sem cenário, ora por cenário e ora por exposição de simples imagens.
Não desgostei, mas se faz uma certa confusão por conta da sobrecarga de informações um tanto jogadas. No mínimo é interessante.
A forma como o documentário se constrói de início causa estranheza e até certo incômodo, com imagens alusivas ao dito às vezes de forma literal demais, às vezes de forma figurativa demais, mas em certo momento isso se torna agradável e o filme encontra ritmo e tom certo. As participações dos atores representando os revoltosos foi uma ideia ótima, e o documentário é muito minucioso ao contar como foram os dias do início da conjuração à execução dos líderes. Um documentário extremamente importante, que traz detalhes de um momento da história brasileira que merecia mais destaque.
Nesse documentário didático, simples na forma e repleto de conteúdo informativo/histórico, conhecemos por dentro a ‘Revolta dos Búzios’, também chamada de ‘Revolução dos Alfaiates’ e ‘Conjuração Baiana’. Foi um levante popular contra o governo colonial no estado da Bahia, nascido em 1798, sob influência da Revolução Francesa, ocorrida nove anos antes, e utilizando os ideais do Iluminismo. De caráter emancipacionista, foi um movimento popular, com participação de sapateiros, alfaiates e escravos, que pregava a igualdade racial, e procurava estabelecer no país um governo republicano, democrático, com liberdades plenas, além de acabar com a escravidão. O movimento foi denunciado, o governo prendeu e torturou os conspiradores, com penas de açoite público e morte, resultando em quatro homens assassinados, que foram enforcados e esquartejados em praça pública em Salvador.
O diretor Antonio Olavo, pesquisador do tema, trabalhou no filme por 13 anos, e segundo ele, é uma obra para lembrar e preservar a memória do povo negro. O filme utiliza como base o famoso documento ‘Autos da Devassa’ e insere ao longo do filme desenhos, ilustrações e encenação de atores. Produzido pela Portfolium Laboratório de Imagens, tem distribuição da Abará Filmes e está em exibição nos principais cinemas brasileiros.
POR FELIPE BRIDA - BLOG CINEMA NA WEB