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A história de Marylin Monroe é extremamente trágica. Ela é uma mulher que sonhou em fazer parte de Hollywood, e infelizmente conseguiu, porque ela pagou um alto preço em sua mente e corpo para conseguí-lo. É compreensível que uma cinebiografia desta atriz que é sim, a encarnação de Hollywood deveria estar a altura do mito marylin Monroe e da instituição cinema de Hollywood, entretando, Blondie desaba nesta ambição e é C H A T O P A R A U M C A R A M B A.
Eu quis desistir de assistir este filme nos primeiros 10 minutos. Depois aos vinte. Depois aos 40. Quando eu vi que tinha mais duas horas de filme eu me perguntei "será que eu dou conta, ou vou arregar?". Os primeiros vinte minutos que é a infância da Marylin pesa a mão no drama e em uma composição de cena onírica, deixando o filme... esquisito, desagradável. Antes fosse um flashback que indicasse a memória da personagem, mas não, se arrasta por mais 10 minutos. Depois disso, o filme ora é preto e branco, ora é colorido, ora tem uma composição monolítica que parece um monumento, mas depois parece referenciar os filmes dos anos 60 e 60, ora a montagem e as transições são modernas e descoladas, ora aparecem efeitos que parecem remeter a um drama psicológico... A tentativa de fazer um filme moderno para uma personagem clássica, ou um monumento a altura do seu mito, ou mesmo explorar a profundidade da personalidade da pessoa cinebiografada (que foi reduzida a um estereótipo de loira burra no cinema) é totalmente louvável, mas parecem que ninguem sabia se decidir o que fazer, ou como trabalhar o material disponível, e montaram um pato que faz de tudo mas nenhuma delas bem.
infelizmente, quem saiu prejudicado neste projeto foi a atriz Ana de Armas que interpreta a Marylin e, realmente, a atuação dela parece deslocada neste festival de coisas excêntricas, entretanto, ela é o ponto mais sólido do filme inteiro. A Marylin da Ana lembra muito o que a própria cinebiografada mostrou nos cinemas e entrevistas, não uma personagem com nuances e profundidade que se esperaria de um trabalho mais autoral. Entretanto a atriz faz isso tão bem e tem um carisma tão natural que é impossível desgostar da marylin que ela entrega.
Este filme é decepcionante porque começa bem. Em Slenderman - Pesadelo Sem Rosto, um grupo de amigas adolescentes resolvem fazer uma brincadeira estilo "loira do banheiro" na frente do computador para invocar Slender Man, acreditando que os meninos que elas tem uma apaixonite estão fazendo o mesmo. No dia seguinte, uma das amigas desaparece durante uma excursão, e quando as remanescentes investigam no computador dela por pistas descobrem mensagens trocadas com outras pessoas e vídeos relacionados a desaparecimentos com o envolvimento de Slender Man. A partir daí o enredo (não) se desenvolve.
As personagens são bem legais, com características, visuais e expectativas distintas. Realmente você se importa se as meninas irão achar a amiguinha desaparecida. A fotografia é fantástica: os ambientes internos são quase desprovidos de cor, obedecendo a estética estabelecidas das montagens com o Slender Man e as externas tem cores fortes. O roteiro tem momentos de brilhantismo: quando se suspeita que o Slender Man está na casa de uma das garotas, mas é o pai da menina desaparecida e aí ele é apresentado e também a condição disfuncional da família dela. Tem um momento em que, para terem a amiga de volta, as outras tem que oferecer algo que elas gostem para o Slender Man. Uma delas dá um bagulho que não sei o que é e uma das amigas pergunta "pensei que você gostava dos seus troféus" e ela responde que detesta treinar, mas ela usa essa desculpa para não procurar por uma das amigas que vem a desaparecer. Essa situação poderia ser bem explorada.... Entretanto, o filme se limita a tentar chocar com alucinações que não levam a nada e muito, muito, muito grito. Abandonei faltando 20 minutos. Enfim, um desperdício.
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Oi Alceu
Ok, "Vencer ou Morrer" a recém estabelecida República Francesa está cercada de inimigos externos após a Revolução e começa a recrutar soldados entre os camponeses da região da Vendéia para proteger-se. Logo, os camponeses se rebelam contra o recrutamento forçado e a legitimidade do poder republicano. Charrette (é nome de uma pessoa), um oficial da marinha francesa e cavaleiro da província da Vendéia, é aclamado general pelos próprios camponeses para liderá-los contra a República e a narrativa do filme acompanha a sua tragetória.
Bom, o filme tem 1 hora e meia de duração mas parece durar uma eternidade. Isso acontece porque ele foi planejado como um documentário mas foi convertido em um drama histórico, logo ele falha como narrativa. Existem muitas narrativas expositivas (que eu acredito ser uma reminiscência de seu planejamento como documentário) e parece pular de um momento na história para o outro. Pior, eu assisti este filme com a minha mãe e ela ficou confusa com o contexto, então o filme falhou como documentário também. Não dá o contexto da crise de legitimidade da República, a figura do rei para a religião e nem por que esses camponeses, destituídos de suas casas e de suas referências nacionais, se reuniram em torno da religião como identidade coletiva. O filme melhora depois da metade, pois entra uma trama sobre o acordo de paz entre os vendeianos (acho que é assim que se escreve) e os republicanos, aí temos uma trama e uma narrativa encadeada.
Enfim, me dói dar 2,5 estrelas, o que é abaixo da média, para este filme porque eu acho que algumas pessoas deveriam assistir. Se você for católico será apresentado a um grupo de pessoas que não são comentadas na história da igreja, e se você se interessa pela história da França poderá ver, mesmo que minimamente, o avesso da Revolução Francesa, que não foi algo utópico e libertador, mas visava também atender aos interesses de uma elite e não foi unânime. Apesar do pretexto ter o bem estar do povo (esse espantalho que a elite política diz que deseja o bem estar) marginalizou camponeses afastados dos centros de poder.