Alceu
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Últimas opiniões enviadas

Alceu
½
1 semana atrás

Em Furiosa: Uma Saga Mad Max, o mundo entra em colapso social após uma crise desconhecida. A jpequena Furiosa vive em uma comunidade abundante, aparentemente intocada pelo caos que tomou conta do resto da Austrália. Porém, o caos chega até ela na figura de Dementus, incrivelmente interpretado por Chris Hemsworth, que se diverte como nunca no papel de vilão.

Furiosa é sequestrada e, posteriormente, Dementus cruza o caminho de outro senhor da guerra desse deserto: Immortan Joe. Há uma rixa entre eles e Furiosa acaba sendo entregue a Immortan como uma espécie de refém. Com o passar dos anos, ela cresce entre os War Boys e se vê envolvida em eventos que a colocam diretamente contra o homem que a arrancou de seu povo e assassinou sua mãe.

Enfim, o filme é incrível.Cheio de cenas de ação octonadas, mas seu ponto mais forte está na expansão do universo de Mad Max. Agora temos pontos de refeência, vemos cidades que eram apenas vislumbradas em Estrada da Fúria (2015), somos apresentados a novos personagens e temos um aprofundamento de outros já conhecidao. Não é à toa que Furiosa roubou a cena no filme anterior: ela é uma personagem realmente interessante.

George Miller criou filmes tão bons só podem ser comparados apenas entre si, e é justamente nesse ponto que considero Furiosa um filme incompleto. Por quê digo isso? Segundo o próprio diretor, Furiosa e Estrada da Fúria deveriam formar uma única história, e isso faz todo sentido depois que se assiste ao novo filme. A sensação é de que o longa de 2015 funciona como um gigantesco terceiro ato.

Por isso, embora seja uma excelente prequela, acredito que Furiosa não apresenta seus personagens de forma tão intrigante quanto Estrada da Fúria. No filme de 2015, muita coisa é apenas sugerida; os detalhes ficam no ar, e essa abordagem mais conceitual torna aquele universo mais misterioso e fascinante para mim. Soa contraditório, né? Sim. E realmente, quando foi lançado Estrada da Fúria, muita gente detestou o filme porque ele era in media res, ou seja, o público era lançado no meio da ação; por isso acredito que Furiosa seria uma experiência melhor para este público.

Ao mesmo tempo, é possível sentir a ausência de alguns elementos de Estrada da Fúria. A principal delas é a falta de uma conclusão verdadeiramente satisfatória, já que o filme termina com créditos que exibem cenas do filme seguinte (o de 2015, cronologicamente). Além disso, há um aspecto gritante: não existe Mad Max na história, mas há um personagem que, na prática, é o Mad Max! Na minha opinião, teria sido melhor deixar Furiosa brilhar sozinha.

Apesar dessas ressalvas, Furiosa: Uma Saga Mad Max continua sendo um espetáculo de ação em um mundo moralmente falido, como deveria ser com os gladiadores de antigamente.

Alceu
2 meses atrás

Ok, "Vencer ou Morrer" a recém estabelecida República Francesa está cercada de inimigos externos após a Revolução e começa a recrutar soldados entre os camponeses da região da Vendéia para proteger-se. Logo, os camponeses se rebelam contra o recrutamento forçado e a legitimidade do poder republicano. Charrette (é nome de uma pessoa), um oficial da marinha francesa e cavaleiro da província da Vendéia, é aclamado general pelos próprios camponeses para liderá-los contra a República e a narrativa do filme acompanha a sua tragetória.

Bom, o filme tem 1 hora e meia de duração mas parece durar uma eternidade. Isso acontece porque ele foi planejado como um documentário mas foi convertido em um drama histórico, logo ele falha como narrativa. Existem muitas narrativas expositivas (que eu acredito ser uma reminiscência de seu planejamento como documentário) e parece pular de um momento na história para o outro. Pior, eu assisti este filme com a minha mãe e ela ficou confusa com o contexto, então o filme falhou como documentário também. Não dá o contexto da crise de legitimidade da República, a figura do rei para a religião e nem por que esses camponeses, destituídos de suas casas e de suas referências nacionais, se reuniram em torno da religião como identidade coletiva. O filme melhora depois da metade, pois entra uma trama sobre o acordo de paz entre os vendeianos (acho que é assim que se escreve) e os republicanos, aí temos uma trama e uma narrativa encadeada.

Enfim, me dói dar 2,5 estrelas, o que é abaixo da média, para este filme porque eu acho que algumas pessoas deveriam assistir. Se você for católico será apresentado a um grupo de pessoas que não são comentadas na história da igreja, e se você se interessa pela história da França poderá ver, mesmo que minimamente, o avesso da Revolução Francesa, que não foi algo utópico e libertador, mas visava também atender aos interesses de uma elite e não foi unânime. Apesar do pretexto ter o bem estar do povo (esse espantalho que a elite política diz que deseja o bem estar) marginalizou camponeses afastados dos centros de poder.

Alceu
3 meses atrás

A história de Marylin Monroe é extremamente trágica. Ela é uma mulher que sonhou em fazer parte de Hollywood, e infelizmente conseguiu, porque ela pagou um alto preço em sua mente e corpo para conseguí-lo. É compreensível que uma cinebiografia desta atriz que é sim, a encarnação de Hollywood deveria estar a altura do mito marylin Monroe e da instituição cinema de Hollywood, entretando, Blondie desaba nesta ambição e é C H A T O P A R A U M C A R A M B A.

Eu quis desistir de assistir este filme nos primeiros 10 minutos. Depois aos vinte. Depois aos 40. Quando eu vi que tinha mais duas horas de filme eu me perguntei "será que eu dou conta, ou vou arregar?". Os primeiros vinte minutos que é a infância da Marylin pesa a mão no drama e em uma composição de cena onírica, deixando o filme... esquisito, desagradável. Antes fosse um flashback que indicasse a memória da personagem, mas não, se arrasta por mais 10 minutos. Depois disso, o filme ora é preto e branco, ora é colorido, ora tem uma composição monolítica que parece um monumento, mas depois parece referenciar os filmes dos anos 60 e 60, ora a montagem e as transições são modernas e descoladas, ora aparecem efeitos que parecem remeter a um drama psicológico... A tentativa de fazer um filme moderno para uma personagem clássica, ou um monumento a altura do seu mito, ou mesmo explorar a profundidade da personalidade da pessoa cinebiografada (que foi reduzida a um estereótipo de loira burra no cinema) é totalmente louvável, mas parecem que ninguem sabia se decidir o que fazer, ou como trabalhar o material disponível, e montaram um pato que faz de tudo mas nenhuma delas bem.

infelizmente, quem saiu prejudicado neste projeto foi a atriz Ana de Armas que interpreta a Marylin e, realmente, a atuação dela parece deslocada neste festival de coisas excêntricas, entretanto, ela é o ponto mais sólido do filme inteiro. A Marylin da Ana lembra muito o que a própria cinebiografada mostrou nos cinemas e entrevistas, não uma personagem com nuances e profundidade que se esperaria de um trabalho mais autoral. Entretanto a atriz faz isso tão bem e tem um carisma tão natural que é impossível desgostar da marylin que ela entrega.

  • Breno 8 meses atrás
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  • Breno 1 ano atrás
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  • Mths Gonc 3 anos atrás

    Oi Alceu