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Data de lançamento
8 Dez. 2022Duração
1793, Revolução Francesa. Há três anos, Charette, um jovem aposentado da Marinha Real, voltou para casa. No campo, a raiva dos camponeses reverbera: eles apelam ao jovem reformado para assumir o comando da rebelião. Em poucos meses, o marinheiro ocioso torna-se um líder carismático e um estrategista astuto, trazendo em seu rastro camponeses, desertores, mulheres, idosos e crianças, com os quais forma um formidável exército.
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Ok, "Vencer ou Morrer" a recém estabelecida República Francesa está cercada de inimigos externos após a Revolução e começa a recrutar soldados entre os camponeses da região da Vendéia para proteger-se. Logo, os camponeses se rebelam contra o recrutamento forçado e a legitimidade do poder republicano. Charrette (é nome de uma pessoa), um oficial da marinha francesa e cavaleiro da província da Vendéia, é aclamado general pelos próprios camponeses para liderá-los contra a República e a narrativa do filme acompanha a sua tragetória.
Bom, o filme tem 1 hora e meia de duração mas parece durar uma eternidade. Isso acontece porque ele foi planejado como um documentário mas foi convertido em um drama histórico, logo ele falha como narrativa. Existem muitas narrativas expositivas (que eu acredito ser uma reminiscência de seu planejamento como documentário) e parece pular de um momento na história para o outro. Pior, eu assisti este filme com a minha mãe e ela ficou confusa com o contexto, então o filme falhou como documentário também. Não dá o contexto da crise de legitimidade da República, a figura do rei para a religião e nem por que esses camponeses, destituídos de suas casas e de suas referências nacionais, se reuniram em torno da religião como identidade coletiva. O filme melhora depois da metade, pois entra uma trama sobre o acordo de paz entre os vendeianos (acho que é assim que se escreve) e os republicanos, aí temos uma trama e uma narrativa encadeada.
Enfim, me dói dar 2,5 estrelas, o que é abaixo da média, para este filme porque eu acho que algumas pessoas deveriam assistir. Se você for católico será apresentado a um grupo de pessoas que não são comentadas na história da igreja, e se você se interessa pela história da França poderá ver, mesmo que minimamente, o avesso da Revolução Francesa, que não foi algo utópico e libertador, mas visava também atender aos interesses de uma elite e não foi unânime. Apesar do pretexto ter o bem estar do povo (esse espantalho que a elite política diz que deseja o bem estar) marginalizou camponeses afastados dos centros de poder.
A trama me fez pensar que os insurgentes foram pobres trabalhadores camponeses e fiquei me perguntando qual a motivação desta classe social p/ lutar, contra a república, em defesa da monarquia e da igreja, q sempre estiveram em favor dos nobres? 🤦🏻♀
Ok, ñ há pq corroborar os “desacertos” da república, mas retratar q a revolução se deu de maneira tal é acreditar q o expectador ñ é capaz de senso crítico e estúpido o suficiente p/ ñ pesquisar o contexto histórico.
Será q existem pessoas incapazes? 🤷🏻♀🧐🤔 [pergunta retórica c/ ironia detectada].
Um filme épico interessante sobre a revolução francesa que conta uma parte da história não muito difundida. Acusado de ser um filme católico, é interessante ver a perspectiva sobre o período pouco mostrada nas telas. Apesar de não ser uma grande produção, toda a parte técnica, produção de arte e os figurinos são bem acabados
Por ser um filme independente o orçamento não é tão grande, mas mesmo sem tantos recursos conseguiu ares de grande produção. O filme se desenrola sem pressa e foca mais nos personagens e em construir suas motivações.
Não gostei dos "sonhos" do Charette, acho que não combinou muito com a pegada do filme.
As atuações são boas, principalmente do protagonista Hugo Becker.
Muito ruimmm , não consegui chegar nem a metade
Está em cartaz nos cinemas brasileiros pela Kolbe Arte, distribuidora especializada em filmes católicos, esse drama histórico francês produzido em 2022 e escrito e dirigido pela dupla Vincent Mottez e Paul Mignot. É uma obra religiosa, que aposta em um nicho específico de público (católicos), inspirada em uma história verdadeira ocorrida na Revolução Francesa. O militar François de Charette (1763-1796) se junta ao povo da Vendéia para uma contrarrevolução que culminou em uma guerra civil que durou dois anos, entre 1793 e 1795. O motivo foi um embate entre católicos e realistas contra republicanos. Nessa jornada de coragem e bravura, resistiram à perseguição religiosa durante a Primeira República da França defendendo a fé católica e a liberdade de consciência. Com figurinos adequados, certa didática e filmado nos próprios locais onde a história se sucedeu, o longa se alinha a questões simbólicas para os católicos, tratando do poder da fé e da luta pelos direitos de exercer sua religião, recorrendo a um fato da História pouco conhecido. Por outro lado, o roteiro exagera no discurso religioso – lembrando que é um filme católico, feito para esse grupo, deixando de buscar dados mais factuais/historiográficos, que poderiam melhorar a trama. Teve boa repercussão na França, com 300 mil espectadores nas salas de cinema na época da estreia, anos atrás, e traz no elenco nomes como Hugo Becker, Rod Paradot, Gilles Cohen e Constance Gay. POR FELIPE BRIDA - BLOG Cinema-naweb blogspot com