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Basicamente, a história é sobre um perdedor que quer que sua waifu imagine que ele é o que não é: um vencedor. Mentira, é pior do que isso.
Se você curte filmes artísticos que no fim te faz ficar se perguntando “que caralhos eu acabei de assistir?" e que te obrigam a passar as próximas duas horas pesquisando no Google pra entender o que aconteceu, então esse é o filme perfeito pra você!
No lado positivo, a cinematografia foi muito boa. Até dá pra admitir que as imagens são bonitas o bastante pra quase enganar você a pensar que o filme tem algum propósito além de confundir. Mas a partir da segunda metade, já dá pra perceber que isso seria uma obra que não explica absolutamente nada, tipo, zero, nem de resolução ou de sentido.
A maioria das resenhas e comentários por aí diz que ler o livro no qual o filme é baseado ajuda a entender a trama e etc, mas sério, se um filme te força a ler o livro pra entender o que tá acontecendo, então ele foi mal feito pra caralho, um fracasso monumental que tirando o fator "artístico" não tem mais nada de substância. Mas parece que fazer um filme que se sustente sozinho deve ser loucura na cabeça dessas pessoas.
As atuações foram ótimas e todo mundo que apareceu entregou performances impecáveis, cada um carregando suas cenas com uma intensidade que quase compensa a bagunça da trama. Mas, como entretenimento, esse filme é um lixo completo, um desperdício de tempo pra quem esperava algo que pelo menos fizesse sentido ou emocionasse sem precisar de um PhD pra ‘decifrar’ a mensagem aqui.
Esse filme é um tapa na cara. Joosep, o garoto franzino que apanha mais que puta e saco de pancada, e Kaspar, o cara que começa como capacho dos valentões, são o centro de uma história que escancara o pior do homem: submissão, fraqueza e covardia. E o filme não poupa ninguém, nem os personagens, nem o público.
A submissão é o veneno que corre nas veias de quase todos ali. Joosep engole humilhações diárias sem parar: ser agredido, empurrado, ridicularizado, despido em público, entre outras, sem nunca levantar a cabeça. É o retrato de quem se deixa esmagar, não só por falta de força física, mas por uma rendição mental que grita “covarde e perdedor”. Kaspar, por outro lado, começa submetido à hierarquia dos "machos alfa" da escola, seguindo o líder Anders como um cãozinho treinado. Ele sabe que o que fazem com Joosep é errado, mas abaixa a cabeça pra não virar alvo. Essa submissão aos outros, à pressão do grupo, é pintada como o defeito que estraga qualquer integridade ou qualquer questão de "honra".
A fraqueza não vem sozinha. Joosep é fraco não apenas porque não revida com socos, mas porque não encontra em si mesmo nenhuma mísera faísca de resistência. Ele internaliza a humilhação, como se merecesse o rótulo de vítima. Kaspar, mesmo quando começa a se rebelar contra o bullying, hesita, titubeia, e sua fraqueza moral é exposta em cada olhar de dúvida. Ele quer fazer o certo, mas falta culhão e bolas pra peitar o sistema de verdade. O filme joga na nossa cara que a fraqueza não é só física, mas também é a incapacidade de se posicionar quando o mundo te pressiona a ficar quieto.
E a covardia? Essa é a cereja do bolo podre. Anders, o líder dos valentões, é um covardão que só anda em bando, atacando Joosep pra inflar o próprio ego e cometer mais travessuras. Mas o verdadeiro chute no estômago é ver os outros personagens, colegas, professores e pais, que escolheram a covardia de virar o rosto. Aqui ninguém intervém, ninguém confronta. A escola inteira é cúmplice por omissão, e o filme não deixa você esquecer que covardia é o que perpetua a violência. Até Kaspar, que eventualmente tenta ajudar Joosep, demora demais pra agir, preso no medo de ser o próximo na mira.
O filme não é sutil, e nem precisa ser. A direção é crua, e as atuações dos jovens atores são tão naturais que convencem. Além da boa trilha sonora minimalista que só amplifica o desconforto. O filme brilha ao mostrar como submissão, fraqueza e covardia não são defeitos isolados, mas engrenagens de uma máquina que tritura quem não se encaixa.
Mas Klass não é perfeito. Apesar de baseado em fatos reais que acontecem todo dia em todas as partes do mundo, a narrativa às vezes pesa a mão no sofrimento, como se quisesse esfregar a tragédia na sua cara até você implorar por alívio. Os personagens secundários, como os pais ou professores, são pouco explorados, servindo mais como pano de fundo pra reforçar a mensagem. Mas o impacto está lá, e forte. O filme poderia ter ido além, mas mesmo assim entrega um retrato incômodo de como a submissão, a fraqueza e a covardia, tanto individual quanto coletiva, destroem tudo ao redor e onde ninguém sai ileso.
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Bons filmes!
Equipe Filmow
Precisamos falar sobre Kevin porque ninguém no filme quis falar sobre Kevin. Nem os pais, nem os professores, nem os parentes, nem qualquer pessoa que seja.
Dez anos de comportamento perturbador e a solução da família foi... olhar pela janela com uma cara de bunda e de tédio existencial. Dez anos de sinais óbvios de que o menino é problemático e a família resolve o quê? Nada. Zero terapeuta, zero professor preocupado, zero conversa. Kevin nasce sociopata e provavelmente vai morrer sociopata, sem uma única cena que explique o “porquê”.
Os pais NUNCA sentam para conversar de verdade sobre o garoto.
Tilda Swinton passa o filme inteiro com a mesma cara de bunda e tédio existencial. Nem
quando visita o filho na prisão ela derrama uma lágrima. A cidade inteira decide linchá-la moralmente e fisicamente esquecendo que ela também perdeu marido e filha,
John C. Reilly como marido é aquele erro de escalação que ninguém corrigiu a tempo. O bichão nasceu pra fazer comédia desengonçada, não pra drama pesado, e a química entre os dois é praticamente nula. Como pai ele é pateta, cego e insensível parecendo que tá vivendo em nárnia o tempo todo.
A diretora do filme claramente priorizou o "conceito" e a estética em detrimento da história. Ela abusa de idas e vindas temporais desconexas e edita as cenas de violência até o ponto da total incoerência, tanto que o
massacre final parece um treino de arco e flecha no vazio.
Boa premissa, ótimos atores, execução capenga. É um filme que comete o pior dos pecados, ainda mais sendo um suspense: não é ruim, só é chato pra caralho.