Pedro Rodrigues
26 years
São Paulo - (🇧🇷 BRA)
Usuário desde Janeiro de 2018
Grau de compatibilidade cinéfila
Baseado em 0 avaliações em comum

Estes são os meus filmes e séries favoritos

Gattaca, uma Experiência Genética (Gattaca) 681

Gattaca, uma Experiência Genética

A Troca (The Changeling) 188

A Troca

Um Sonho de Liberdade (The Shawshank Redemption) 2,4K

Um Sonho de Liberdade

Os Outros (The Others) 2,5K

Os Outros

A Autópsia (The Autopsy of Jane Doe) 1,1K

A Autópsia

Clube dos Cinco (The Breakfast Club) 2,7K

Clube dos Cinco

Sozinho Contra Todos (Seul Contre Tous) 312

Sozinho Contra Todos

Ted Lasso (1ª Temporada) (Ted Lasso (Season 1)) 272

Ted Lasso (1ª Temporada)


Carregando Publicidade...
Remover Anuncios
Goblin Slayer: Goblin's Crown (Goblin Slayer: Goblin's Crown) 13

Goblin Slayer: Goblin's Crown

Os Desajustados (Withnail and I) 25

Os Desajustados

O Balconista (Clerks) 225

O Balconista

1408 (1408) 1,4K

1408

Últimas opiniões enviadas

Estou Pensando em Acabar com Tudo (I’m Thinking of Ending Things) 1,1K

Estou Pensando em Acabar com Tudo

  • Pedro Rodrigues
    10 meses atrás

    Basicamente, a história é sobre um perdedor que quer que sua waifu imagine que ele é o que não é: um vencedor. Mentira, é pior do que isso.

    Se você curte filmes artísticos que no fim te faz ficar se perguntando “que caralhos eu acabei de assistir?" e que te obrigam a passar as próximas duas horas pesquisando no Google pra entender o que aconteceu, então esse é o filme perfeito pra você!

    No lado positivo, a cinematografia foi muito boa. Até dá pra admitir que as imagens são bonitas o bastante pra quase enganar você a pensar que o filme tem algum propósito além de confundir. Mas a partir da segunda metade, já dá pra perceber que isso seria uma obra que não explica absolutamente nada, tipo, zero, nem de resolução ou de sentido.

    A maioria das resenhas e comentários por aí diz que ler o livro no qual o filme é baseado ajuda a entender a trama e etc, mas sério, se um filme te força a ler o livro pra entender o que tá acontecendo, então ele foi mal feito pra caralho, um fracasso monumental que tirando o fator "artístico" não tem mais nada de substância. Mas parece que fazer um filme que se sustente sozinho deve ser loucura na cabeça dessas pessoas.

    As atuações foram ótimas e todo mundo que apareceu entregou performances impecáveis, cada um carregando suas cenas com uma intensidade que quase compensa a bagunça da trama. Mas, como entretenimento, esse filme é um lixo completo, um desperdício de tempo pra quem esperava algo que pelo menos fizesse sentido ou emocionasse sem precisar de um PhD pra ‘decifrar’ a mensagem aqui.

  • The Class (Klass) 181

    The Class

  • Pedro Rodrigues
    10 meses atrás

    Esse filme é um tapa na cara. Joosep, o garoto franzino que apanha mais que puta e saco de pancada, e Kaspar, o cara que começa como capacho dos valentões, são o centro de uma história que escancara o pior do homem: submissão, fraqueza e covardia. E o filme não poupa ninguém, nem os personagens, nem o público.

    A submissão é o veneno que corre nas veias de quase todos ali. Joosep engole humilhações diárias sem parar: ser agredido, empurrado, ridicularizado, despido em público, entre outras, sem nunca levantar a cabeça. É o retrato de quem se deixa esmagar, não só por falta de força física, mas por uma rendição mental que grita “covarde e perdedor”. Kaspar, por outro lado, começa submetido à hierarquia dos "machos alfa" da escola, seguindo o líder Anders como um cãozinho treinado. Ele sabe que o que fazem com Joosep é errado, mas abaixa a cabeça pra não virar alvo. Essa submissão aos outros, à pressão do grupo, é pintada como o defeito que estraga qualquer integridade ou qualquer questão de "honra".

    A fraqueza não vem sozinha. Joosep é fraco não apenas porque não revida com socos, mas porque não encontra em si mesmo nenhuma mísera faísca de resistência. Ele internaliza a humilhação, como se merecesse o rótulo de vítima. Kaspar, mesmo quando começa a se rebelar contra o bullying, hesita, titubeia, e sua fraqueza moral é exposta em cada olhar de dúvida. Ele quer fazer o certo, mas falta culhão e bolas pra peitar o sistema de verdade. O filme joga na nossa cara que a fraqueza não é só física, mas também é a incapacidade de se posicionar quando o mundo te pressiona a ficar quieto.

    E a covardia? Essa é a cereja do bolo podre. Anders, o líder dos valentões, é um covardão que só anda em bando, atacando Joosep pra inflar o próprio ego e cometer mais travessuras. Mas o verdadeiro chute no estômago é ver os outros personagens, colegas, professores e pais, que escolheram a covardia de virar o rosto. Aqui ninguém intervém, ninguém confronta. A escola inteira é cúmplice por omissão, e o filme não deixa você esquecer que covardia é o que perpetua a violência. Até Kaspar, que eventualmente tenta ajudar Joosep, demora demais pra agir, preso no medo de ser o próximo na mira.

    O filme não é sutil, e nem precisa ser. A direção é crua, e as atuações dos jovens atores são tão naturais que convencem. Além da boa trilha sonora minimalista que só amplifica o desconforto. O filme brilha ao mostrar como submissão, fraqueza e covardia não são defeitos isolados, mas engrenagens de uma máquina que tritura quem não se encaixa.

    Mas Klass não é perfeito. Apesar de baseado em fatos reais que acontecem todo dia em todas as partes do mundo, a narrativa às vezes pesa a mão no sofrimento, como se quisesse esfregar a tragédia na sua cara até você implorar por alívio. Os personagens secundários, como os pais ou professores, são pouco explorados, servindo mais como pano de fundo pra reforçar a mensagem. Mas o impacto está lá, e forte. O filme poderia ter ido além, mas mesmo assim entrega um retrato incômodo de como a submissão, a fraqueza e a covardia, tanto individual quanto coletiva, destroem tudo ao redor e onde ninguém sai ileso.

  • Gonjiam: Manicômio Assombrado (Gonjiam) 141

    Gonjiam: Manicômio Assombrado

  • Pedro Rodrigues
    10 meses atrás

    É mais um found footage que tenta assustar com a fórmula batida de "pessoas investigando um lugar assombrado".

    A atmosfera do hospital psiquiátrico abandonado é muito boa e muito bem construída, com sombras e rangidos que entregam o clima, e o elenco até vende bem os sustos, mesmo que muitas vezes exagerem tanto que parece que estão competindo pra ver quem grita mais alto.

    A trama demora um pouco pra engrenar, mas quando engrena é bem divertido e satisfatório, e gostei bastante. Os sustos são decentes, mas nada que um consumidor de terror não tenha visto mil vezes antes. No lado positivo, a variedade de câmeras e equipamentos dá uma dinâmica legal aos ângulos, e a produção é bastante caprichada pra um found footage.

    No geral esse filme não traz nada de novo, mas diverte bastante se você gostar de found footage ou de lugares assombrados.

    editado
  • Nenhum recado para Pedro Rodrigues.