Danilo de Souza
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Hair (Hair) 538

Hair

  • Danilo de Souza
    11 meses atrás

    Uma obra-prima do visionário Miloš Forman. Um país viciado em criar conflitos, diga-se de passagem, até hoje, obcecado por guerras e por seu poder militar. Das ruas vêm os gritos contra esse sistema ideal conservador, que sustenta os horrores do imperialismo americano. A forma como esses jovens propõem enfrentar a elite,desde seus penteados, passando por invadir festas de ricos até nadar pelados no lago, é uma referência que falta aos jovens de hoje.

    Um jovem recruta, prestes a servir ao exército, conhece outros jovens hippies em uma cidade dos Estados Unidos e embarca em uma aventura louca e destemida. Toda a direção de "Hair" é estupenda, a forma como Forman filma os números musicais e engrandece as cenas, mesmo em planos mais fechados, é de bater palmas. As músicas são incríveis, com letras divertidas que misturam críticas e reflexões. Todo o elenco entra em uma química tão boa que até os coadjuvantes roubam a cena. O final? Tão atual e tão arrebatador. Talvez um dos maiores musicais já feitos.

  • Rosetta (Rosetta) 83

    Rosetta

  • Danilo de Souza
    11 meses atrás

    A jovem Rosetta vive em um pequeno trailer, tem uma mãe alcoólatra, é uma pessoa impulsiva e acaba de ser demitida. É nesse contexto que a protagonista dos irmãos Dardenne vive, carregando prematuramente um enorme peso da vida, sendo uma sobrevivente em um mundo solitário e sem afeto. Obcecada por viver uma vida normal, Rosetta procura emprego por toda parte e, quando consegue, vai tentar mantê-lo custe o que custar. É nesse "vale-tudo" que se transforma sua vida tão desprovida de afeto, a ponto de ela acabar sendo extremamente cruel com o único rapaz que demonstra afeição por ela.

    A vida, tão cruel com Rosetta, impede-a até mesmo de pôr um fim em tudo. E, em seu choro final, enquanto carrega um fardo enorme, mais uma vez cabe ao rapaz estender a mão.

    Um grande vencedor da Palma de Ouro e do prêmio de Melhor Interpretação Feminina em Cannes.

  • Baby (Baby) 84

    Baby

  • Danilo de Souza
    1 ano atrás

    A cena inicial de "Baby" me lembrou bastante uma estética do cinema europeu, com uma abertura mais estilizada, com a presença de um desfile musical acompanhado por tambores, saxofones e o amarelo das portas em cores vivas, enquanto Wellington é introduzido na história.

    Wellington é um jovem que reencontra as ruas da capital paulista após cumprir pena por delitos que cometeu ainda menor de idade. Sem ter muito para onde ir, ele reencontra seus antigos amigos, que se divertem na noite das ruas de São Paulo. Ao decidirem ir a um cinema pornô, ele conhece Ronaldo, figura central do que virá a ser uma complicada relação amorosa.

    "Baby" é o amor que se revela de maneiras diferentes, que vem desse mundo invisível da sociedade. Isso é visto desde o início, no local onde nasce o interesse entre eles: um cinema que exibe filmes pornôs, um lugar de reprovação, frequentado por minorias e desejos marginalizados. A câmera de Marcelo Caetano quase sempre capta imagens de espelhos, que refletem a realidade dura daqueles lugares, dessa relação, e demonstram a dualidade que permeia todo o filme. O peso da realidade de Wellington, de ser um jovem LGBTQ+ invisível, contrasta com sua capacidade de conseguir ser feliz, assim como o amor de Ronaldo, que se divide entre inserir Wellington em uma profissão sexual e, ao mesmo tempo, ser tomado por um sentimento de cuidado por esse jovem.

    Ronaldo chama Wellington de "Baby" como forma de repreendê-lo devido a uma atitude emocional considerada "infantil" que o jovem exibe após um episódio. A partir disso, Wellington se intitula assim. Chama-me a atenção a primeira cena em que Baby tira a roupa para Ronaldo e exibe um corpo cheio de pequenas cicatrizes. As cicatrizes de Wellington são uma metáfora para as dificuldades que marcam sua trajetória até ali. Um pouco depois, na cena do ônibus em que Ronaldo e Wellington conversam, é Ronaldo quem exibe uma cicatriz na perna, fruto de uma cirurgia, e diz: "Fim da linha, né?". Wellington responde: "É só uma cicatriz, não é nada não". A cicatriz que marca Ronaldo agora é o amor que desenvolveu por Baby, mesmo que questionável pelas atitudes, ele vem dessa São Paulo imperceptível, parte de um lugar onde se expressa e se desenvolve de maneira diferente do amor que conhecemos, mas é fiel aos espaços em que ganhou vida.

  • Eros 2 anos atrás

    Amo cinema, amigo. Feliz ano novo atrasado <3 amando sua maratona dos filmes pré-Oscar tbm, tem alguns favoritos até agora?

  • Eros 2 anos atrás

    Seu maravilhoso <3

  • Alisson Pinheiro 13 anos atrás

    Tudo bom sim, e com vc? O que ne recomendas por aqui?