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🧪 O Elixir: Os Velhinhos se Divertem!
Tirando a piadinha infame sobre pessoas de idade querendo voltar a ser novinhas, eu tinha esquecido como os filmes tailandeses — assim como tantas outras produções orientais — conseguem ser ótimos e, em alguns casos, até superiores às produções estadunidenses.
Para mim, essa descoberta começou com Arte do Demônio (2005), depois veio Espíritos: A Morte Está ao Seu Lado (2004) e, a partir daí, fui percebendo que existe uma maneira muito particular de fazer terror no cinema asiático.
No começo, confesso que a gente estranha. Eles são extremamente expressivos, às vezes quase parecem estar em uma novela mexicana, abusam do drama e não têm medo de exagerar nas reações. Só que existe algo que eu gosto muito nessas produções: eles se entregam aos personagens. Criam vínculos, desenvolvem relações e fazem você realmente se apegar a determinadas pessoas. Sim, eu chorei nesse filme e não foi pouco.
E aí, justamente quando você mais está torcendo por alguém, eles simplesmente aniquilam o personagem. 😂 Não existe muita preocupação em proteger o favorito do público. E talvez seja justamente isso que torne algumas dessas histórias tão imprevisíveis.
Em O Elixir, embora algumas atitudes e escolhas dos personagens sejam um pouco bobas e, em determinados momentos, o roteiro force algumas situações, a soma acaba sendo bastante positiva. As atuações são ótimas, os efeitos visuais também funcionam muito bem e o filme consegue equilibrar momentos de humor, drama e horror sem perder completamente a identidade.
Não é um filme perfeito, mas é daqueles que me fazem lembrar por que gosto tanto de explorar o cinema de terror asiático. Existe uma liberdade criativa e uma disposição para exagerar que, quando funciona, produz algo muito mais interessante do que aquela fórmula pasteurizada que tantas produções norte-americanas insistem em repetir.
No fim, os velhinhos se divertem — e eu também.
Assistido em 30.08.2026
Por: Eduardo Gomes Nascimento
🚫 Não entre mesmo! Fuja disso!
Um filme bobo. Para quem, como eu, assiste a muitos filmes de terror, fica impossível não perceber que isso aqui é praticamente um retalho de várias outras produções. Um verdadeiro Frankenstein de referências, misturando elementos de A Casa da Colina (1999), Navio Fantasma (2002), Plataforma do Medo (2004), Fenômenos Paranormais (2011) e tantos outros que eu poderia passar o dia citando.
As atuações são medianas, o roteiro é previsível e tudo parece ter sido pensado para agradar uma suposta Geração Z. Só esqueceram de um detalhe: a Geração Z mal assiste a filmes hoje em dia. E nós, Zillennials, que ainda assistimos, costumamos ser um pouco mais críticos quando o negócio é ruim. Ou seja: aparentemente, não agradou nem um grupo, nem outro.
O enredo é completamente sem pé nem cabeça. O filme passa boa parte do tempo te conduzindo para acreditar que a história vai chegar em determinado lugar, cria algumas expectativas e, no final, simplesmente entrega outra coisa. E não necessariamente uma boa surpresa.
E aí chegamos ao grande “monstro” da história, cuja motivação é basicamente arrumar uma esposa para furunfar. É tão bobo que chega a ser difícil levar a ameaça a sério. Sinceramente, teria sido muito mais interessante se fosse um serial killer, uma entidade sobrenatural ou simplesmente um grupo de fantasmas. Qualquer uma dessas opções teria potencial para render algo mais interessante do que o que recebemos.
No fim, é aquele tipo de terror que parece ter sido montado a partir de ideias que já funcionaram em outros filmes, mas sem conseguir entender exatamente por que elas funcionavam. Tem referências, tem cenário, tem monstro, tem susto... só faltou um filme bom no meio disso tudo.
Infelizmente, assistido em 30.08.2026.
Por: Eduardo Gomes Nascimento
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UM FILME NOSTÁLGICO, MAS DE PÉSSIMO GOSTO
Um Drink no Inferno é um daqueles filmes que, quando revistos hoje, despertam uma mistura curiosa de nostalgia e vergonha alheia. É extremamente anos 90: exagerado, violento, sexualizado, cheio de personagens absurdos e com uma estética que não faz a menor questão de levar nada a sério.
Hoje consigo assistir ao filme muito mais como uma espécie de paródia do que como um terror realmente assustador. E, dessa forma, ele acaba sendo bem divertido. A mudança brusca do filme policial para o caos dos vampiros continua funcionando muito bem, justamente pelo absurdo da situação. E os vampiros cabeçudos são simplesmente engraçados — é difícil levar aquilo a sério.
Ao mesmo tempo, algumas coisas envelheceram muito mal. Não gosto da maneira como o filme sexualiza personagens jovens e transforma boa parte das mulheres em objetos de desejo. É um tipo de provocação muito característica daquela época, mas que hoje me incomoda mais do que quando assisti pela primeira vez.
Também não dá para ignorar o quanto o filme aposta no mau gosto. Sangue, violência, sexo, humor grotesco e personagens completamente questionáveis são colocados no mesmo liquidificador. Só que, olhando hoje, acho que justamente esse exagero faz com que algumas cenas funcionem melhor como humor involuntário ou paródia do que como terror.
E preciso dizer: fiquei particularmente feliz quando o assaltante estuprador finalmente morreu. O personagem é tão desprezível que, dentro daquele festival de violência e caos, foi uma das mortes que realmente dá uma certa satisfação de assistir.
No fim, Um Drink no Inferno continua sendo um filme muito divertido para rever, principalmente se você entrar na proposta de que aquilo é praticamente uma grande maluquice cinematográfica. Não acho que tenha envelhecido particularmente bem em vários aspectos, mas consigo apreciar muito mais hoje o seu lado trash, exagerado e completamente sem noção.
É nostálgico, é de péssimo gosto, é absurdo e, justamente por isso, ainda consegue ser muito divertido.
Revisto em 27.09.2026
Por Eduardo Gomes Nascimento