Últimas opiniões enviadas
O filme traz a história para uma crítica ao mundo corporativo atual. Acho que esse é o ponto chave da história, como que as coisas mais importantes estão sendo sufocadas e substituídas por delírios tecnológicos e questões menos importantes, ao tentar fazer uma grande empresa funcionar. Há uma briga entre o politicamente correto e a opressão, parece que a visão negativa está mais focada em coisas fúteis do que no que é realmente problemático.
Mas para mim a maior crítica corporativa é o CEO que nada sabe sobre o negócio e a empresa, mas sabe sobre dinheiro, finanças e economia e negócios, portanto nada mais é sobre o produto, é sobre ganhar o máximo de dinheiro com o mínimo de gasto, incluíndo cortes infinitos exigindo uma entrega praticamente impossível. Uma das indústrias que mais vimos o FIM do "ela por ela" foi a indústria da música... hj quem faz música definitivamente NÃO gosta de música: gosta de dinheiro a qualquer custo. Mesmo que ditar a qualidade da música seja ditar um LIXO qualquer...
O filme quis abordar isso no campo da moda. As pessoas estão preocupadas com inventar uma coisa qualquer e lucrar em cima disso, a qualidade a técnica o compromentimento com o caráter estético ficaram totalmente de lado em prol de enriquecer poucos... e a gente normalizou isso e seguiu em frente!!!
Agora em questão cinematográfica mesmo eu acho que o filme é menos empolgante que o primeiro, tem muita situação forçada e descabida que deixou um filme com uma cara de corrido. Miranda muxoxa tbm deu uma quebrada no clima do que o primeiro filme deixou como legado, mas acho que a questão aqui é realmente contextualizar 20 anos de diferença mesmo (inclusive social). Andy que saiu da RunWay parecendo que ia voar, voltou sem asas. A Emily que ninguém dava nada tava melhor do que ela, Nigel na mesma... Acho que apesar de parecer uma espectativa furada é algo bem próximo da realidade. É muito comum pessoas competentes estarem subestimada se subaproveitadas enquanto outras menos competentes conseguem evoluir pela simples cara de pau e ética questionável. Mas acho que o final é sobre "ainda tem esperança"... só não sei se concordo!
Se escorou no marketing do Cillian Murphy no final. O filme consegue ser melhor que o anterior, que foi bem nada a ver, mas a evolução do personagem do garoto Spike foi reversa, ele virou um cagão que não faz nada e quando faz ainda erra feio. O vilão do Sir Jimmy é até legal, mas aquele culto é batido e forçado, embora rendeu boas cenas de horror, gore, suspense e thriller. Dr. Kelson rouba a cena com o Lip Sync de Number of the Beast... mas de resto é bem mediano. Antes tivessem seguido a receita dos dois primeiros filmes mesmo.
Um filme clichê que tinha muito potencial, mas não souberam aproveitar os momentos. Acho que dava pra trazer boas críticas e contextualizar bem o quadro do machismo estrutural. Mas acho que essa discussão não era uma pauta com a profundidade de hoje, naquela época. O roteiro perdeu muita chance de tornar o filme interessante pelos diálogos. Apesar de toda trama, tensão e uma sutil crítica social, o filme se perde em diálogos RISÍVEIS!! Porém, é um bom suspense a la SuperCine.