Últimas opiniões enviadas
Vindo da diretora de Not Me, eu não esperaria menos do que uma obra prima, e é exatamente isso que Burnout Syndrome entrega. É pura excelência em cada frame e cada escolha que a série faz.
A atuação é de altíssimo nível, a fotografia é linda e funciona quase como uma tela viva dos retratos do Jira e a trilha sonora é um deleite a parte.
Uma das coisas que eu amo aqui são os diálogos profundos, as críticas sociais e tão atuais e o quão linda e ousada a série é.
As pinturas do Jira, feitas pela artista Naisu Chirat dão um toque tão homoerótico e verdadeiramente artístico que exemplifica muito bem o compromisso da série em trazer uma narrativa autêntica, com personagens complexos e relações conturbadas.
Entretanto, eu sinto que falta um pouco mais de "loucura". Apesar da nudez, dos discursos contra IA e dos diálogos existencialistas, a série ainda se segura em bases muito seguras do universo BL.
Eu sinto Jira um tanto contido e eu nunca sinto que a arte que ele faz é dele. Falta paixão, falta mania e a obsessão de um artista falido querendo viver da própria arte. O mesmo pode ser dito da relação entre ele e Pheem, que habita apenas o campo da imaginação e nunca se materializa - muito provavelmente para não prejudicar o ship do Off e Gun.
Ko também é um personagem que eu não consigo visualizar como real. Eu sinto falta de uma profundidade maior no que ele faz e na falta de consequências das ações dele.
O final, eu confesso, me decepciona. As resoluções são muito simplistas e ignoram tudo o que a série constrói nos episódios anteriores. Falta uma certa violência, uma certa insanidade e uma certa intensidade na reta final.
A série acende o pavio, mas nunca detona a bomba. Mas ainda continua sendo uma das séries mais interessantes lançadas pelo canal em um longo tempo. Algumas das cenas apresentadas pela série são pura poesia e desejo.
Tinha tudo pra ser uma série incrível. A temática é super interessante, mas infelizmente cai nesse lugar extremamente caricato (e eu gosto do exagero de séries japonesas, mas aqui isso ultrapassa os limites e se torna incômodo) e que não chega a lugar nenhum.
Além de que está mais para um bromance do que um BL.
É uma boa série, mas completamente esquecível. O problema é que falta foco e falta um roteiro mais interessante. A perda de memória do protagonista não é nem de perto cativante o suficiente para manter o ritmo da história.
Agora a narrativa da stalker que está por trás da morte do pai do Yeo Sae Byeok, essa sim é a história que a série deveria ter contado.
É o episódio mais interessante da série inteira e se a história focasse nessa narrativa de suspense e mistério, talvez o resultado final fosse mais expressivo e memorável.