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O torcedor brasileiro ama o futebol, amar ao ponto de não conter as lágrimas, amar ao ponto de não poder censurar seus sentimentos. Ir ao estádio, entregar tudo de si torcendo, tomar goleada e continuar cantando o hino de sua seleção é algo que só alguém com uma paixão, com um sentimento irracional faria. Dói até hoje ver isso, é uma viajem de volta para o passado, é abrir a ferida novamente. Um documentário extremamente necessário.
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Pog
Na cultura indígena, quando um adulto quer conversar com uma criança ele abaixa até ficar na altura do olhar dela, para demostrar respeito, dizer que se importa com aquilo que ela está falando, para uma conversa olho no olho, para uma sinceridade maior. De certa forma, mesmo que não estivesse levando a cultura indígena em conta (acho bem improvável kkkk) Spielberg compreende isso muito bem à partir do momento que desenvolve a narrativa do filme sob o enquadramento no olhar das crianças presentes no filme. Essa magia que tanto se vê estampada na filmografia do autor não é pelo mero acaso e pelas grandes fortunas que são investidas em seus filmes, ele compreende essa ludicidade e maturidade que só a criança tem. É sim possível ser maduro sem deixar de ser criança.
O próprio Elliott diz no meio do filme "Não pode contar nem para a mamãe. (...) Os adultos não podem ver, só as crianças é que conseguem ver". A experiência máxima assistindo E.T. o Extraterrestre só pode ser sentida por uma criança, por isso voltei a ser criança vendo o filme. Me diverti, sorri e me emocionei, tudo como se fosse pela primeira vez novamente. Spielberg fez um filme atemporal. Os valores e sentimentos presentes no filme atravessam ciclos e gerações.