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A fotografia é ótima e a história é boa, porém falta ser melhor explorada e detalhada.
O filme é curto, porém lá pelo meio do filme ele fica meio arrastado e acaba utilizando o pouco tempo que tem de uma maneira que não desenvolve a história, nem aprofunda os personagens.
Outro ponto que demonstra a falta de desenvolvimento da história é o quanto a questão dos perigos da personagem principal ser uma prostituta é jogada e pouco desenvolvida. Em vários momentos ela é confrontada sobre os riscos da profissão e tudo parece ser mecânico e pouco natural, pois por mais que o filme nos mostre que ser prostituta é em alguns momentos perigoso, em nenhum momento o tema é encaixado com naturalidade na narrativa.
O tema da liberdade da mulher fazer o que quiser com o corpo também é pouco explorado, porém é um tema que se encaixa com mais naturalidade na história que está sendo contada.
O filme brilha quando entra dentro dos prostíbulos e mostra a personagem trabalhando e lidando com os clientes, mostrando as taras dos homens que ela atende e as diversas maneiras que ela e outras prositutas agem com eles. É excelente os momentos de dialogo que ocorrem entre as prostitutas que ela trabalha assim como algumas personagens conseguem se destacar mesmo com o pouco tempo de tela, em especial as personagens da Rossy de Palma, Nikita Bellucci e Carole Weyers.
A cena final do filme é excelente.
Uma das melhores séries que eu já vi, para mim o que se destaca são os personagens. Todos têm camadas, motivações e são bem desenvolvidos, não importa se são personagens principais ou secundários e até aqueles que passam menos tempo em tela que são quase figurantes conseguem mostrar suas motivações e suas personalidades.
Uma coisa que me fez ficar pensando após o término do filme, esse que assisti duas vezes, é o nome “O Agente Secreto”. Vi algumas pessoas falando sobre o nome do filme e elas dizem que não entenderam bem o motivo do nome, que é uma brincadeira do diretor ou mesmo que o personagem do Wagner Moura é um agente secreto apenas porque ele está escondido, porém, para mim, o filme tem diversos elemento de um filme de agente secreto, principalmente dos filmes do 007.
SPOILERS do filme, abaixo.
1) O personagem do Marcelo/Armando é um bonitão, assim como o James Bond nos filmes. As mulheres o desejam, seja a própria esposa, seja a mulher que é vizinha dele, seja a mulher do trabalho dele;
2) O amor do passado que é uma memória presente e que tem um grande significado para ele. Assim como o James Bond, apesar das várias mulheres da sua vida, tem um amor que mexeu com ele e o marcou e que a memória dela sempre é presente e influente em sua vida;
3) Ele está disfarçado, usa um nome diferente, em uma função no trabalho que só foi arranjada para ele se manter no disfarce. Por mais que ele esteja fugindo, ele está em uma missão, a missão de sobreviver e levar o filho embora do país. Ele tem encontros secretos, telefonemas secretos. Tudo características de filme de espionagem;
4) A personagem da Tânia Maria, Dona Sebastiana, me lembrou a M dos filmes do 007. É ela que tem ideia do todo, ela quem dá um envelope de dinheiro para o Armando e diz onde ele vai trabalhar, assim como a hora que ele tem que chegar no local. Ela sabe informações “secretas” das pessoas que moram no prédio. Enfim, ela diferente de todos, tem um papel grande na estrutura da “organização” que está tentando proteger as pessoas e deixar eles em locais mais seguros; e
5) O vilão do filme que é interpretado pelo Luciano Chirolli é muito vilão de filme do James Bond, ele é ruim, não tem meio termo. Ele é meio afetado, meio maluco, ultrapoderoso e influente, sua influência está em todos os lugares. Seja no Sudeste, seja no Distrito Federal, seja em Recife.
Essa foi minha visão sobre o nome do filme e por eu acreditar que o filme é sim, um filme de agente secreto, com inspirações em filmes como os do 007.