Luiz Augusto
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Últimas opiniões enviadas

Valor Sentimental (Affeksjonsverdi) 364

Valor Sentimental

  • Luiz Augusto
    2 meses atrás

    Bom filme. E só.

    Gostei bem mais dos filmes da Trilogia de Oslo, do mesmo diretor.

    Em Valor Sentimental, o que me faltou foi me conectar totalmente no drama dos personagens. Não consegui engajar.

    O começo do filme do a "história da casa" era pra isso, mas acho que a montagem picotada de vários anos não ajudou.

    Um recorte específico, de uma época delas pequenas, sei lá de 15-20 min talvez fosse melhor.

    Comentário contando partes do filme. Mostrar.

    No final o pai ausente não pede desculpas, mesmo sendo confrontado pelas filhas, não tem "a cena da discussão" ou algo assim. Ele "pede desculpas" por meio de um roteiro do próximo filme, vai render a grande volta pra ele, aí é fácil. Quero ver o olho no olho! A jornada de personagem que mais me agradou, que mais evoluiu foi a Agnes, interpretada pela atriz Inga Ibsdotter Lilleaas. Enfim, p filme poderia ser mais. Queria mais.

  • O Segundo Ato (Le Deuxième Acte) 12

    O Segundo Ato

  • Luiz Augusto
    8 meses atrás

    Um sonho dentro de um sonho dentro de um sonho...que na verdade é a mais pura realidade.

    Comentário contando partes do filme. Mostrar.

    Isso sim é um filme que apresenta o conceito de "filme dentro do filme" de forma limítrofe até chegar ao ápice de deixar a gente sem nem saber qual é a real camada de realidade e em qual base a gente tem que se agarrar. Mas a gente precisa se agarrar em algo conhecido? Para que se apegar ao real? A personagem do Louis Garrel já deu a dica, o que chamamos de real na verdade não o é. O que setimos, sonhamos, pensamos, fantasiamos, isso sim é real. A premissa do filme é simples, mas executada na forma de um grande Oroboro da contemporaneidade. O arco do Willy com o Guillaume é muito bom: eles brigam inicialmente, depois vão aos poucos encontrando similaridades para no final acabam juntos num final feliz. A típica comédia romântica dentro do filme que está dentro do filme. IA, Big techs, crítica aos estereótipos dos próprios atores (o que me fez pensar no proprio personagem que eu interpreto na minha vida. Quem eu finjo ser?), moralidade, carreira, inveja, vaidade, presunção, o palpel dos filmes na realidade (isso é Leminski puro, a arte como inuntensílio), insegurança, desalento...o filme não aprofunda nada, mas também não precisa, já saimos tontos demais desse vortex da nossa realidade e provavel futuro. É a lógica de uma timeline de rede social: engaje, execute seu papel nesse futuro comandado por um algoritimo, e quando você pensar que está chegando na realidade, na verdade você está só dentro de mais outra camada do que ainda não é o chamado real.

  • Güeros (Güeros) 50

    Güeros

  • Luiz Augusto
    1 ano atrás

    Como é bom assistir a uma boa obra de arte. Que filme magnífico!

    Tudo nele é superlativo sem ser grandiloquente e pretensioso. Belo, humanista, jovem, engraçado, político, cativante...

    As atuações são ótimas, a fotografia é belíssima (adoro filmes que abusam dos closes e do zoom), o roteiro é redondinho e te prende desde o início

    Melhor ainda quando o filme conversa com obras de arte de outras mídias. O que quero dizer é que em dado momento do filme, o roteiro me lembrou muito o livro

    Comentário contando partes do filme. Mostrar.

    Os detetives selvagens do escritor chileno Roberto Bolaño. Assim como no filme, o livro é ambientado no México, mas a diferença reside que na obra literária dois poetas decidem ir
    ao encontro de Cesária Tinejaneo, uma misteriosa poetisa da vanguarda mexicana que está desaparecida. No filme o périplo poético é substituído pela procura do enigmático cantor de rock Epigmenio Cruz. De certa forma, essa busca é capitaneada por Tomás, irmão mais novo de Fede (sombra e todas as outras variações). Tomás é que insiste em procurar o recluso cantor (no hospital, no zoológico, na cantina) para pedir um autógrafo em sua fita K7, item que parece constituir o único espólio de um pai que não está mais presente fisicamente. É a teimosia de Tomás que faz Fede e Santos (colega de república de Fede) se movimentarem, saírem de sua inércia e prostração domiciliar para enfim conseguirem colocar o coração realmente onde eles gostam. Na música, indo à universidade, na assembleia da greve, entrando no laboratório onde a tese anterior estava sendo desenvolvida, criando coragem para beijar sua grande paixão.

    Abrindo um parênteses aqui. Toda a parte na universidade foi de uma nostalgia e saudosismo avassalador sobre meus próprios tempos na Federal. O encontro com colegas no corredor, as reuniões, todo o universo da cátedra de tudo que vivi (e não vivi) estão nesse trecho do filme o que aumenta o toque de páthos do longa.

    Apesar de ter rido em várias cenas, e de ser muito engraçado (Eu disse à direita. Não, você disse "direto") o filme carrega um humor melancólico, um páthos mesmo, refletido não somente na fotografia em preto e branco como também nos temas músicas, autênticos boleros: românticos, arrastados e orquestrados (destaco a Música Azul, interpretada por Natalia Lafourcade e que pasmem, no spotify tem uma versão em que ela canta com o Rodrigo Amarante).

    Voltando, é a partir da universidade que entra em cena uma personagem fundamental para a dinâmica do grupo e do filme: Ana. Paquera de Fede ela adiciona mais camadas a trama, proporcionando momentos icônicos e situações imprevistas sem a sua presença. Apesar disso tudo, e do Tomás ser a luz que faz a trama andar (no momento em que ele vai entrando no condomínio do irmão as luzes dos postes ascendem de forma sincronizada ao seu avanço), na minha visão Fede é na verdade o personagem principal. Sua jornada é a mais impactada ao longo do filme e certamente é o que mais amadureceu seja conseguindo dominar o "tigre", seja finalmente conseguindo ir à universidade ou beijando a guria de quem gosta (essa cena do beijo é esplendida, o beijo tão aguardado, que começa em Texcoco e se torna uma elipse para se transportarem de volta a cidade do méxico). É de Fede também o grande solilóquio do filme para o cantor que...hahahah

    Se eu fosse listar aqui todas as minhas cenas favoritas do filme acabaria enumerando todos os 111 minutos do longa, e apesar do erro (será que foi erro mesmo?) de continuidade em relação a garota da capa do K7 do Epigmenio Cruz ou das piada metalinguísticas (uma mais ostensiva e outra mais sutil), tais momentos não conseguem obliterar a poética do filme e no final, além de toda a vontade de sermos jovens para sempre, fica no espectador o desejo de poder também ouvir um pouco da música do K7, da qual nunca ouvirmos nem o primeiro acorde (assim como só podemos supor pelo seu brilho dourado, qual seria o objeto que Vincent Vega vê dentro da maleta preta em Pulp Fiction) aqui também é a expressão facial das personagens e seu perplexo relato que nos revela uma nesga da grandeza plenipotenciária da música de Epigmenio (sempre lembrando que "Teve uma vez que ele fez o Bob Dylan Chorar"). Talvez o filme, enfim, nos ensine a valorizarmos nossos próprios cânones músicas da América Latina e lembrando-nos que Arnaldo Baptista, Erasmo Carlos, Charly García, Luís Alberto Spinetta, Gustavo Cerati e tantos outros nos ajudam a colocar o pé na rua, movimentar nossos sonhos e ter o orgulho de não sermos "güeros".

    P.S.: Finalizo com o prazer de escrever que esse filme merece genuinamente o clichê de ser um: "clássico moderno".

  • Filmow 9 anos atrás

    O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!

    Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)

    Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
    Boa sorte! :)

    * Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/