Güeros

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Güeros (2014)
Güeros
Média do filme: 4.0 de 5 — baseado em 505 votos
MÉDIAFILMOW
4.0
505 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Alonso Ruizpalacios
Data de lançamento 7 Fev. 2014 Outras datas
País de origem México 🇲🇽
Duração 106 min (1h46)
Classificação indicativa de Güeros: 14 - Não recomendado para menores de 14 anos

Dirigido por

Data de lançamento

7 Fev. 2014

Duração

106 minutos Classificação indicativa de Güeros: 14 - Não recomendado para menores de 14 anos
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Sinopse

Thomas (Sebastian Aguirre) foi expulso da casa de sua mãe e acaba indo morar com, seu 'big brother', Fede (Tenoch Huerta) na Cidade do México (México). Os dois vão morar em um apartamento de estudantes, também frequentado por Santos (Leonardo Ortizgris). Os 3 são estudantes e acabam participando ativamente de uma greve estudantil na Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM).

"A história é sobre as pessoas que procuram o seu herói", disse o diretor Ruiz Palacios. "Às vezes, quando você se deparar com seus heróis, eles não são extremamente como você esperava.", acrescentou.

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As Novas Desventuras de Cliff Booth

Comentários 2
amigos querem ver
aninhanuzz
aninhanuzz
½
5 dias atrás

Güeros é um filme que me surpreendeu bastante. Gosto muito da forma como ele transforma uma história aparentemente simples em uma experiência cheia de personalidade, humor e crítica social. A fotografia em preto e branco combina demais com a proposta, e a direção de Alonso Ruizpalacios deixa tudo com um estilo muito próprio.
O filme tem um ritmo diferente e pode parecer estranho em alguns momentos, mas foi justamente essa liberdade que fez eu gostar tanto. Os personagens são carismáticos, e a viagem deles acaba sendo muito mais do que simplesmente chegar a algum lugar. Um filme inteligente, divertido e cheio de identidade

pseudokane3
Wesley PC>
½
3 meses atrás

Não sabia bem o que esperar deste filme, e estava para ser apresentado a este diretor faz tempo... Demorei um pouco para imergir na narrativa, mas, quando aconteceu, foi puro deslumbramento: a personagem da Ilse Salas é ótima, o pretexto emocional envolvendo o músico ficcional Epigmenio Cruz é muito bom e a montagem e o desenho de som desta obra são primorosos, fazendo com que eu pensasse bastante em MAGNÓLIA, do Paul Thomas Anderson - e acho que não foi uma associação casual: o discurso de valorização dos "pequenos momentos" é muito assemelhado, bem como a lógica conseqüencial dos acasos. A seqüência na universidade é impactante, ainda que dolorosa, pelo modo sexista com que Ana é tratada. Do meio para o final, o filme cresce aos borbotões, sendo mui pertinentes as menções a OS ESQUECIDOS, de Buñuel, e os registros de ruas sujas e/ou esvaziadas. O olhar final do Sombra é sublime, devastador, transformador, incrível. Fiquei encantado, tanto quanto saber que (e entender o porquê de) "o cheiro da greve é o de cebolas". Já curioso para acompanhar os demais trabalhos do Alonso Ruizpalacios! (WPC>)

rapha1917
Raphael Silva
4 meses atrás

Muita coisa bonita nesse filme como a historia, fotografia e trilha sonora. É leve.

editado
naasso
Nathan
1 ano atrás

Bem bonitinho e cheio de frescor de novas ideias. Nas associações malucas da minha cabeça, vi Os sonhadores e até Amelie Polain aí.

luizflorencio
Luiz Augusto
1 ano atrás

Como é bom assistir a uma boa obra de arte. Que filme magnífico!

Tudo nele é superlativo sem ser grandiloquente e pretensioso. Belo, humanista, jovem, engraçado, político, cativante...

As atuações são ótimas, a fotografia é belíssima (adoro filmes que abusam dos closes e do zoom), o roteiro é redondinho e te prende desde o início

Melhor ainda quando o filme conversa com obras de arte de outras mídias. O que quero dizer é que em dado momento do filme, o roteiro me lembrou muito o livro

Comentário contando partes do filme. Mostrar.

Os detetives selvagens do escritor chileno Roberto Bolaño. Assim como no filme, o livro é ambientado no México, mas a diferença reside que na obra literária dois poetas decidem ir
ao encontro de Cesária Tinejaneo, uma misteriosa poetisa da vanguarda mexicana que está desaparecida. No filme o périplo poético é substituído pela procura do enigmático cantor de rock Epigmenio Cruz. De certa forma, essa busca é capitaneada por Tomás, irmão mais novo de Fede (sombra e todas as outras variações). Tomás é que insiste em procurar o recluso cantor (no hospital, no zoológico, na cantina) para pedir um autógrafo em sua fita K7, item que parece constituir o único espólio de um pai que não está mais presente fisicamente. É a teimosia de Tomás que faz Fede e Santos (colega de república de Fede) se movimentarem, saírem de sua inércia e prostração domiciliar para enfim conseguirem colocar o coração realmente onde eles gostam. Na música, indo à universidade, na assembleia da greve, entrando no laboratório onde a tese anterior estava sendo desenvolvida, criando coragem para beijar sua grande paixão.

Abrindo um parênteses aqui. Toda a parte na universidade foi de uma nostalgia e saudosismo avassalador sobre meus próprios tempos na Federal. O encontro com colegas no corredor, as reuniões, todo o universo da cátedra de tudo que vivi (e não vivi) estão nesse trecho do filme o que aumenta o toque de páthos do longa.

Apesar de ter rido em várias cenas, e de ser muito engraçado (Eu disse à direita. Não, você disse "direto") o filme carrega um humor melancólico, um páthos mesmo, refletido não somente na fotografia em preto e branco como também nos temas músicas, autênticos boleros: românticos, arrastados e orquestrados (destaco a Música Azul, interpretada por Natalia Lafourcade e que pasmem, no spotify tem uma versão em que ela canta com o Rodrigo Amarante).

Voltando, é a partir da universidade que entra em cena uma personagem fundamental para a dinâmica do grupo e do filme: Ana. Paquera de Fede ela adiciona mais camadas a trama, proporcionando momentos icônicos e situações imprevistas sem a sua presença. Apesar disso tudo, e do Tomás ser a luz que faz a trama andar (no momento em que ele vai entrando no condomínio do irmão as luzes dos postes ascendem de forma sincronizada ao seu avanço), na minha visão Fede é na verdade o personagem principal. Sua jornada é a mais impactada ao longo do filme e certamente é o que mais amadureceu seja conseguindo dominar o "tigre", seja finalmente conseguindo ir à universidade ou beijando a guria de quem gosta (essa cena do beijo é esplendida, o beijo tão aguardado, que começa em Texcoco e se torna uma elipse para se transportarem de volta a cidade do méxico). É de Fede também o grande solilóquio do filme para o cantor que...hahahah

Se eu fosse listar aqui todas as minhas cenas favoritas do filme acabaria enumerando todos os 111 minutos do longa, e apesar do erro (será que foi erro mesmo?) de continuidade em relação a garota da capa do K7 do Epigmenio Cruz ou das piada metalinguísticas (uma mais ostensiva e outra mais sutil), tais momentos não conseguem obliterar a poética do filme e no final, além de toda a vontade de sermos jovens para sempre, fica no espectador o desejo de poder também ouvir um pouco da música do K7, da qual nunca ouvirmos nem o primeiro acorde (assim como só podemos supor pelo seu brilho dourado, qual seria o objeto que Vincent Vega vê dentro da maleta preta em Pulp Fiction) aqui também é a expressão facial das personagens e seu perplexo relato que nos revela uma nesga da grandeza plenipotenciária da música de Epigmenio (sempre lembrando que "Teve uma vez que ele fez o Bob Dylan Chorar"). Talvez o filme, enfim, nos ensine a valorizarmos nossos próprios cânones músicas da América Latina e lembrando-nos que Arnaldo Baptista, Erasmo Carlos, Charly García, Luís Alberto Spinetta, Gustavo Cerati e tantos outros nos ajudam a colocar o pé na rua, movimentar nossos sonhos e ter o orgulho de não sermos "güeros".

P.S.: Finalizo com o prazer de escrever que esse filme merece genuinamente o clichê de ser um: "clássico moderno".

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