Últimas opiniões enviadas
Três pontos interessantes sobre a série que a galera pouco comentou aqui, mas que podem ser considerados gritantes:
Primeiro,
Tendemos a desvalorizar tudo o que é diferente, inovador. A "linguagem forense", na época, era uma ferramenta nova, por isso foi totalmente rechassada pela equipe no início. Fitz, apesar de ser um protagonista chato, foi criativo, pensou fora da caixa e foi isso que fez a diferença no caso.
Segundo,
A crítica ao machismo. A série mostra, de forma não tão sútil, um sistemático silenciamento da mulher em situações diversas. É frustrante ver como todos aqueles especialistas em linguagem (homens) mal deixam Natalie falar. É triste a forma como Fitz deixar de escutar a mulher no decorrer da série. É revoltante o jeito como tratam Tabby (membro da equipe de Fitz). Tanto a equipe em geral quanto o próprio protagonista a subestimam, a usam e em seguida, lhe traem.
Terceiro,
A sociedade que condena Ted é a mesma que o produziu. As declarações das vítimas no final do julgamento são uma (dentre várias) provas disso. Para além disso, se nós nos olharmos no espelho, veremos traços do Ted em nós mesmos. O próprio Fitz é a concretização da sentença anterior: tudo o que mais deseja (sem perceber) é poder e reconhecimento.
Enfim, por isso e muito mais, Manhunt, me prendeu do início ao fim.
Poxa! Acho que o mais interessante é que a série toca em questões complexas como a adoção, o conceito de família (Anne tem uma família bem "alternativa" mesmo para os dias de hoje), o processo educativo, igualdade de gênero e tantas outras de uma forma sutil (ou não) e leve.
P.S.: A personalidade de Matthew Cuthbert super me lembra a de Hans Hubermann da Menina Que Roubava Livros... "Vivia apenas por ali, sempre. Indigno de nota. Não importante nem particularmente valioso. O frustante nessa aparência como você pode imaginar, era ela ser completamente enganosa, digamos. Decididamente havia valor nele. Ela percebeu de imediato. O jeito dele. O ar tranquilo perto dele. [...] Liesel observou a estranheza dos olhos de seu pai de criação. Era feito de bondade e prata."
A diferença é que os olhos de Matthew são feitos de bondade e céu.
P.S.S.:
Que sensação horrível aquela cena no segundo episódio na estação, em que aquele homem ruivo quase leva Anne pra sabe lá Deus onde.
P.S.S.S.:
Só eu fiquei com aquela vontadezinha de ter um filho pra realizar o sonho dele com um presente do tipo... Um vestido de mangas bufantes? Hahahaha
Enfim, não tem outra palavra para descrever a série se não encantadora.
Últimos recados
O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!
Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)
Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
Boa sorte! :)
* Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/
Então tu também gosta de filmes em que os protagonistas são crianças? Vez ou outra acontece algo que eu me identifico. Já tive a mesma ingenuidade de fé de Little Boy.
Sobre guardar os trechos dos filmes, eu gosto de reler. Visto que, não tem sentido algum eu favoritar um filme, se não for pra trazer algo dele pra minha vida.
P.s: Valentin assisti com minha mãe. O que o torna bem mais especial.
Eu ia te falar o mesmo sobre Valentin! Nem acreditei quando vi. Ele é um filme tão simples, trivial e de poucos seguidores... que juro que não acreditei. Flipped - O primeiro amor, também é lindo.
Gostei muito do filme. Sou do time que acha que a nota aqui está injusta! Acredito que esse apagamento da Priscilla no filme - que muitos estão reclamando - foi intencional. Isso se aplica também ao crescente sentimento de incômodo com relação ao Elvis e seu comportamento controlador, violento, tóxico. Não é um filme “agradável” de se assistir justamente por causa disso, Sofia quer que sintamos essa aversão à situação que cresce a cada cena