Rafael
39 years
(🇧🇷 BRA)
Usuário desde Dezembro de 2009
Ver mais
Grau de compatibilidade cinéfila
Baseado em 0 avaliações em comum

Estes são os meus filmes e séries favoritos

Central do Brasil (Central do Brasil) 1,9K

Central do Brasil

Pearl (Pearl) 1,2K

Pearl

All Of Us Are Dead (1ª Temporada) (지금 우리 학교는) 292

All Of Us Are Dead (1ª Temporada)

Eles (1ª Temporada) (Them (Season 1)) 565

Eles (1ª Temporada)

Tempos Obscuros (Super Dark Times) 267

Tempos Obscuros

Rede de Ódio (Hejter) 365

Rede de Ódio

Um Lugar Silencioso (A Quiet Place) 3,0K

Um Lugar Silencioso

Bound To Vengeance (Bound To Vengeance) 82

Bound To Vengeance


Carregando Publicidade...
Remover Anuncios
Twin Peaks: Os Últimos Dias de Laura Palmer (Twin Peaks: Fire Walk with Me) 296

Twin Peaks: Os Últimos Dias de Laura Palmer

O Primeiro Dia (O Primeiro Dia) 36

O Primeiro Dia

Central do Brasil (Central do Brasil) 1,9K

Central do Brasil

Terra Estrangeira (Terra Estrangeira) 219

Terra Estrangeira

Últimas opiniões enviadas

Twin Peaks: Os Últimos Dias de Laura Palmer (Twin Peaks: Fire Walk with Me) 296

Twin Peaks: Os Últimos Dias de Laura Palmer

  • Rafael
    1 ano atrás

    Adoro o trabalho de David Lynch, mas nunca tinha assistido Twin Peaks, apesar de sempre ouvir falarem sobre. Ontem, sem nada para fazer, encontrei esse filme no catálogo do Telecine e não pensei duas vezes. Filme deliciosamente maluco! Porém, achei que estava vendo uma versão reeditada da série, adaptada para o formato de filme para streaming. Fui pesquisar e, para minha surpresa, descobri que Twin Peaks vai muito além disso – há várias obras relacionadas!

    Pesquisando na internet descobri algumas coisas sobre a ordem correta d assistir. Me parece que a ordem cronológica, se quiser acompanhar os eventos na linha do tempo, seria:

    Twin Peaks: Fire Walk With Me (1992) – Filme (Prequela)
    Twin Peaks (1990-1991) – Série (Temporadas 1 e 2)
    Twin Peaks: The Return (2017) – Série (Temporada 3)

    Porém, se assistir "Fire Walk With Me" antes pode tirar parte do mistério e impacto da série original, então a ordem de lançamento é a mais recomendada (Já comecei errado), que seria:

    - Twin Peaks (1990-1991) – Série Original
    - Twin Peaks: Fire Walk With Me (1992) – Filme
    - Twin Peaks: The Return (2017) – Série (Temporada 3, 18 episódios)

    Enfim, se estiver considerando começar por este filme, agora você sabe a ordem certa!

  • O Primeiro Dia (O Primeiro Dia) 36

    O Primeiro Dia

  • Rafael
    1 ano atrás

    Revisitar a filmografia de Walter Salles é sempre um exercício de reflexão sobre as oportunidades – ou a escassez delas – no cinema brasileiro. Salles, ao longo de sua carreira, mostrou que sabe abraçar desafios e fazer muito com pouco, algo essencial para quem trabalha em um mercado tão restrito como o nosso. O que mais me impressiona é sua habilidade em transformar limitações em potência criativa, especialmente em filmes como “Terra Estrangeira” e “O Primeiro Dia”. Ambos, apesar de orçamentos modestos, destacam-se pela ousadia narrativa e pela sensibilidade visual.

    No caso de “O Primeiro Dia”, o filme nasceu de uma proposta internacional: o projeto 2000 Vistas, que convidou cineastas de várias partes do mundo a refletir sobre o impacto da virada do milênio em suas respectivas culturas. Essa encomenda colocou Salles em uma posição que ele conhece bem – a pressão de entregar algo relevante em um curto espaço de tempo. Quando o cerco aperta, ele parece recorrer a uma de suas parcerias mais confiáveis: Daniela Thomas, que traz ao projeto uma inteligência criativa admirável e complementa seu olhar cinematográfico.

    A dinâmica entre Salles e Thomas é evidente em cada escolha do filme, desde a direção intimista até o roteiro, que frequentemente incorpora contribuições dos próprios atores. Diálogos reescritos durante o processo de filmagem e momentos de improviso refletem a urgência da produção e o estilo colaborativo da dupla. Essa abordagem, embora arriscada, é eficaz em criar personagens autênticos e uma narrativa que pulsa com realismo.

    Visualmente, O Primeiro Dia carrega uma clara influência do neorrealismo italiano – um movimento que, segundo o próprio Salles, foi uma de suas grandes descobertas durante a adolescência na Europa. Essa estética está presente no uso de locações reais no Rio de Janeiro, na iluminação natural e nos enquadramentos que destacam a solidão e a complexidade de seus personagens. Há uma poesia melancólica no modo como o filme retrata a virada do milênio, explorando temas como a transição, a incerteza e a desigualdade social.

    Ainda assim, confesso que, enquanto cineasta e espectador, tive dificuldade em me conectar emocionalmente com O Primeiro Dia. Diferentemente de obras anteriores de Salles, como “Central do Brasil” ou o já citado “Terra Estrangeira”. Talvez seja a natureza do projeto, talvez a urgência na execução – mas a verdade é que, apesar de admirar a condução do filme e a entrega dos atores, ainda assim não me conectei. Por outro lado, assistir a este filme é, sem dúvida, um exercício interessante e enriquecedor. Ele reafirma a habilidade de Walter Salles em se manter em movimento, em encontrar oportunidades em meio a limitações e em trabalhar com recursos modestos para criar algo que, ainda que prático, tem valor e significado.

  • Central do Brasil (Central do Brasil) 1,9K

    Central do Brasil

  • Rafael
    1 ano atrás

    Revisitar a filmografia de Walter Salles é como embarcar em uma jornada cinematográfica que desvela os contrastes e riquezas do Brasil, e Central do Brasil é, sem dúvida, a joia que brilha mais intensamente nesse percurso. Meu projeto pessoal de assistir à obra completa do cineasta está caminhando a passos lentos, mas cada passo é recompensador. Até agora, passei por "A Grande Arte" e "Terra Estrangeira", e ao rever "Central do Brasil", me vi profundamente tocado de uma forma que jamais imaginei, talvez porque minha experiência de vida e meu olhar cinematográfico mudaram tanto desde a primeira vez que assisti a este filme, muito antes de me tornar cineasta.

    O curioso é que desta vez a experiência foi diferente em todos os sentidos. Assisti ao filme no celular, algo que nunca imaginei fazer, mas estava na estrada, retornando para casa. E talvez isso tenha tornado a experiência ainda mais simbólica, já que Central do Brasil é, antes de tudo, uma narrativa sobre deslocamento, sobre o encontro com o Brasil profundo e sobre o reencontro de personagens com suas próprias essências. O filme dialogou diretamente com o momento que eu vivia, e isso o tornou ainda mais especial.

    Agora, com um olhar mais apurado e técnico, posso afirmar sem hesitação: Central do Brasil é impecável. Cada elemento da produção é tratado com maestria, fruto do trabalho de uma equipe que entregou um verdadeiro tesouro nacional. A fotografia de Walter Carvalho é um espetáculo à parte: os grãos, as texturas, os enquadramentos e a iluminação conferem ao filme uma estética que é tanto crua quanto poética. Já tinha ficado impressionado com o trabalho dele em Terra Estrangeira, mas aqui, com um orçamento maior, Carvalho leva sua competência a um nível ainda mais alto, ampliando as dimensões visuais da narrativa.

    Uma das características marcantes do trabalho de Walter Salles, especialmente em suas obras anteriores, é a mistura de gêneros dentro de um único filme. Porém, em "Central do Brasil", ele opta por uma abordagem mais direta e sólida, o que, sem dúvida, contribui para sua maior conexão com o público. A história é linear, mas profundamente humana, e isso faz toda a diferença.

    A trilha sonora é outro destaque. Remete ao clássico cinema hollywoodiano, mas traz uma alma brasileira inconfundível, especialmente na trilha tema. É como se a música guiasse emocionalmente o espectador pela jornada de Dora e Josué, costurando os momentos de tensão e redenção com uma sensibilidade ímpar.

    O que mais me chamou a atenção foi como a linguagem visual do filme reflete a transformação interna da protagonista, Dora. O início claustrofóbico, com planos fechados e cores opacas, vai cedendo espaço a planos mais amplos e cores mais vivas à medida que Dora redescobre sua humanidade. Essa transição não é apenas narrativa, mas sensorial, e no final, o filme entrega algo raro: a sensação de um abraço reconfortante.

    E, claro, não poderia deixar de mencionar Fernanda Montenegro. Sua atuação é um espetáculo em si. Ela não apenas interpreta Dora; ela se transforma nela, entregando uma performance que transcende a tela e nos faz acreditar em cada olhar, em cada silêncio.

    Central do Brasil é uma obra-prima que transcende o cinema. É um espelho de um Brasil profundo, de suas contradições, dores e belezas. Walter Salles, com sua sensibilidade e visão, nos deu um presente que permanece tão relevante e impactante quanto no dia de seu lançamento. Rever este filme foi, para mim, um reencontro com o cinema na sua forma mais pura e poderosa.

  • Felipe Santos 2 anos atrás

    Sim, assisti no festival de Santos, de madruga rs. Parabéns pelo filme!

  • Mths Gonc 2 anos atrás

    Oi Rafael, tudo certo?

  • mundovhs.blogspot.com 5 anos atrás

    Adicionado!