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Data de lançamento
23 Jan. 2020Duração
Uma artista faz amizade com o ladrão que roubou suas pinturas. Ela se torna seu aliado mais próximo quando ele é gravemente ferido em um acidente de carro e precisa de cuidados em tempo integral, mesmo que suas pinturas não sejam encontradas.
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- a cena em que ele vê o quadro que ela pintou dele a primeira vez e o último quadro mostrado me quebram completamente
- é sobre o poder que a arte tem sobre as pessoas, sobre as amizades que surgem na nossa vida, sobre as formas que uma pessoa consegue salvar outra, erros que as pessoas cometem, traumas e ter força para seguir em frente
- a narrativa e os acontecimentos nos faz questionar se é tudo real ou encenado, ou como foi gravado, mas tem sentimentos ali que com certeza são verdadeiros
- prisão na noruega é 10 de 10 hein, pqp
O Sesc Digital, plataforma de streaming do Sesc criado no auge da pandemia da covid, em abril de 2020, traz uma curadoria peculiar, de filmes cultuados e desconhecidos, que ficam gratuitamente no ar por um ou dois meses. Toda semana lançam, pelo menos, quatro estreias. Está em ‘cartaz’ lá até amanhã esse incrível documentário que eu não tinha ouvido falar, ‘A artista e o ladrão’, vencedor do prêmio do júri no Festival de Sundance em 2020. Com direção do norueguês Benjamin Ree, essa coprodução Noruega/EUA conta uma história no mínimo estranha e bem curiosa – a amizade de uma artista plástica com o ladrão que roubou suas obras de arte. Pintora hiper-realista conceituada, nascida na República Tcheca e hoje moradora da Noruega, Barbora Kysilkova criou um forte vínculo com o criminoso que furtou dois de seus quadros de uma galeria de arte em Oslo, em 2015. Karl-Bertil Nordland e um comparsa invadiram o local e levaram suas obras, avaliadas em milhares de euros. Câmeras de vigilância flagraram o ocorrido, a dupla foi detida, então Barbora desenvolveu um fascínio em descobrir informações sobre o acusado. Eles se encontraram, a artista virou uma espécie de conselheira de Nordland, até que passa a cuidar do homem após ser ferido em um acidente de carro. Ele não tinha família e precisava de cuidados, então a pintora o ajuda, mesmo sem nunca ter recebido os quadros de volta. O diretor do filme, com sua lente precisa, acompanha os encontros de ladrão e vítima, que toparam participar de um projeto inicialmente pensado como um curta-metragem, mas que aos poucos ganhou novos contornos e virou um longa. O filme acompanha três anos na vida deles, entre 2016 e 2019, entre longas conversas, confidências, discussão do passado etc. Amigos e familiares de Barbora não entendem os motivos dessa relação, e aos poucos ela vai trabalhando isso com o espectador. Recomendo – é um filmão. Assistam em https://sesc.digital/home POR FELIPE BRIDA - BLOG Cinema-naweb blogspot
O grande barato desse filme é a discussão de saber se é ou não um documentário; de resto...
Excelente!
18 minutos de documentário e eu chorando largada. Lindo demais o doc, a idéia, a execução, tudo muito interessante e muito bonito.