Dirigido por
Duração
Arquiteto americano viaja com a esposa para Roma a fim de organizar uma exposição em memória de influente arquiteto francês. Lá, ele descobre ter um tumor maligno e à medida que a doença se desenvolve, seu casamento se desmorona e sua carreira sofre um colapso.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Fazia algum tempo que eu não revia esta jóia, que cheguei a considerar o melhor de meu diretor favorito da adolescência. Demorei um tantinho a re-imergir, mas, quando isto ocorre, o fascínio é duradouro: Brian Dennehy e Lambert Wilson estão ótimos enquanto opostos geracionais unidos pela filiação arquitetônica e pela devoção passional à personagem de Chloe Webb, sendo que o roteiro claramente toma partido do primeiro, faz com que sintamo-nos tão estomacalmente obcecados quanto ele. A trilha musical de Wim Mertens, como todos dizem, é soberba, bem como a fotografia de Sacha Vierny. Greenaway depurava o seu estilo, através da colaboração com mestres recorrentes, em suas específicas áreas. As camadas de significação que são progressivamente inseridas na trama alcançam a genialidade, até culminar naquele desfecho multiplamente denuncista, que diz muito sobre a substituição dos críticos por "influenciadores" na contemporaneidade. Um dos filmes que mais desejei ver na vida (foi difícil encontrá-lo!) e que, ao ser finalmente obtido em DVD, traz consigo uma certeza: voltarei a ele muitas e muitas vezes ainda. Amo-o! (WPC>)
Além claro da estética de sempre e o grande padrão de qualidade Peter Greenaway,a trilha sonora vigorosa é inesquecível.
Não há o que falar da estética de qualquer filme do Peter Greenaway, são todos esteticamente deslumbrantes, mas nesse não só, há Wim Mertens na trilha, o que torna qualquer cena uma cena deslumbrante.
Neste filme há toda uma dialética, onde o protagonista se vê forçado a concretizar seu grande trabalho de vida, porém, quanto mais o faz, menos dele será o mérito. Sua grande obra se torna o desmoronamento de sua vida.
Eu assisti um show do Wim Mertens em Roma, que criou a trilha sonora, só porque assisti esse filme...é fascinante
Fazendo um balanço geral dessa obra do diretor Peter Greenaway pode-se dizer que o resultado foi regular. Ele tem seus atrativos, como a forma com que mostra a arquitetura e os monumentos históricos de Roma, a bem selecionada trilha sonora instrumental e a grande atuação de Brian Dennehy que comumente é escalado para papéis coadjuvantes e que aqui se tem uma rara chance de vê-lo em um papel de protagonista. Em compensação o filme falha na escolha da atriz que faz a mulher do arquiteto, fraca e sem brilho, e na maneira que desenvolve sua ideia inicial que parece perder o rumo ao longo dele.