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Data de lançamento
11 Junho 2004Duração
Os Necromongers são guerreiros interplanetários que vivem de assolar novos mundos, oferecendo aos seus habitantes duas opções: se converter ou morrer. Os poucos que conseguem sobreviver a eles passam a acreditar em mitos e profecias, já que não vêem outra saída de salvação. Quem pode ajudá-los é Riddick (Vin Diesel), um homem solitário que vive exilado e fugindo de seus perseguidores.
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Tem Alguns Spoilers...
"As Crônicas de Riddick" é uma ópera espacial incompreendida, um filme que nasceu na era de ouro do sci-fi dos anos 2000, mas fora de sua época. Longe de ser apenas uma sequência comum, o filme mostra a verdadeira ambição do diretor e roteirista David Twohy. Ele foi o grande arquiteto desse universo, o homem que teve a coragem de transformar o amado terror B da Band "Eclipse Mortal" num projeto monumental. Twohy nos entrega um filme nascido em uma época de ouro, onde o cinema de ficção científica não tinha medo de arriscar.
O design de produção sob o seu comando é um espetáculo à parte: a imponência gótica e pesada, com naves monumentais que parecem palácios de ferro flutuantes, trazem um clima sombrio e noir de tirar o fôlego. A loucura do fanatismo religioso sendo imposto de forma violenta e brutal, com ataques e invasão militar, lembra os grandes épicos históricos do cinema e muitas das cruzadas e guerras santas da nossa própria realidade, onde a escolha é sempre absoluta: ou a conversão forçada, ou o fio da espada.
O perigo iminente desse universo se personifica na figura do Lorde Marshall (Colm Feore), líder supremo dos Necromongers, uma seita de fanáticos religiosos que conquista planeta após planeta com punho de ferro, oferecendo apenas o vazio do "Subverso" ou o extermínio. É nesse apocalipse que Riddick os encontra em Helion Prime, numa invasão militar devastadora. O encontro dessa seita e o Riddick nesse novo cenário é eletrizante: ele não quer ser o salvador de nada nem ninguém, mas a brutalidade dos Necromongers cruza o seu caminho e transforma o que seria uma caçada a um homem em um choque de proporções bíblicas.
Vin Diesel tem uma performance visceral e uma presença magnética em cada cena. Com sua voz grave de motor de Opala, ele não apenas interpreta, mas incorpora o Riddick com uma capacidade impressionante. O personagem é o perigo em carne e osso, um lobo solitário das sombras que traz uma força intimista que carrega o filme todo nas costas. É um anti-herói brilhante, daqueles que nos amarram à tela a cada fala e a cada movimento, mostrando que até mesmo a força imparável dos Necromongers encontrou um obstáculo à altura.
O contraponto dramático perfeito dessa invasão bruta surge nos bastidores do palácio flutuante com Thandie Newton. Ela arrebenta em cena, dando vida a uma verdadeira serpente palaciana, manipulando os cenários com uma frieza assustadora. Ao lado do ambicioso Lorde Vaako (Karl Urban), ela arquiteta tramas bíblicas, maquinando na surdina para derrubar o Lorde Marshall e alcançar o trono. É uma obsessora que usa seu companheiro como peão de jogo de tabuleiro para derrubar o rei e ficar com a coroa.
O filme tem cenas de ação sensacionais, como o início fantástico da perseguição do Riddick num planeta cheio de neve — sequência direta dos desdobramentos do classiquinho "Pitch Black" —, o ataque avassalador ao planeta todo árabe e a fuga espetacular de Riddick de dentro da gigantesca nave espacial dos Necromongers.
Mas é no planeta-prisão Crematoria que a criatividade do David Twohy entrega seu ápice de adrenalina. A sequência da fuga é de fazer suar até as cuecas. O perigo está em toda parte! Além da subtrama de filme de prisão que o longa vira, a morte ronda cada cela, com monstruosos cães que parecem feitos de pedra e só respeitam mesmo o olhar do próprio Riddick. E na superfície vulcânica, a correria impera em cada cena, com a desesperada fuga para escapar do sol devastador de 700°C! É uma das cenas mais tensas, brutais e marcantes do gênero nos anos 2000. É puro o cinema de ação que tatuou o filme nas retinas de quem viu no cinema!
O ato final se desenvolve com o peso de uma tragédia épica, num embate na base de lâminas, no cumprimento de profecias e do desespero! O final do filme é foda! A última imagem mostrando a câmera fugindo da sala do trono, com os Necromongers aos pés do Riddick sentado no trono, fez eu sonhar com uma sequência durante anos. É uma cena de arrepiar, que coroa um filme ambicioso, corajoso e que melhora a cada vez que eu assisto.
"A Batalha de Riddick" é um puta clássico e tem meu respeito para sempre, mesmo que a ficção científica no cinema se acabe.
10.12.2005
18.07.2004
8.5 - O segundo filme do franchise "Pitch Black/Riddick", realizado também por David Twohy, onde vemos Riddick a enfrentar os Necromongers, dominadores de mundos, no planeta Helion Prime. Bastante mais fraco do que o primeiro e só ligeiramente do que o terceiro da série, que acaba também por ser superior a este, é um filme de efeitos especiais grandiosos e pouco mais. A história é algo desinspirada, existe acção a rodos claro, mas sem sentido ou verdadeira emoção, tornando o filme algo insonso.
Apesar de alguns nomes de renome no elenco, como: Judi Dench, Thandie Newton ou Karl Urban, a película pouco oferece de espectacular desempenho, destacando-se além dos efeitos especiais, a música de Graeme Revell.
6.5/100=Versão Theatrical:
Inferior a versão do diretor.
7.0/100=Versão do Diretor:
Assisti pela primeira vez quando eu era adolescente, na TV a cabo. Na época, Vin Diesel estava no auge da carreira e fez três grandes sucessos: o primeiro filme da franquia, Eclipse Mortal (2000), e dois grandes filmes de ação dirigidos por Rob Cohen, Velozes & Furiosos (2001) e Triplo X (2002). Provavelmente a autoestima do Vin Diesel estava no topo, e ele acreditava que qualquer filme seu seria um sucesso de bilheteria. Investiram um orçamento gigante nessa continuação, mas, infelizmente ou felizmente, flopou.
Aqui, o roteiro se aprofunda mais no personagem Riddick e expande a mitologia do primeiro filme. A parte política da distopia é chata, mas necessária para o desenvolvimento da história. Incluíram também algumas partes de fantasia na trama. O cgi, para a época, é excelente e envelheceu muito bem. Os figurinos e as cenas de ação são bons, com destaque para duas cenas espetaculares: a queda da nave atrás do Riddick e o planeta Crematório pegando fogo, que é sensacional — a melhor cena do filme.
Destaque também para a beleza e carisma da Alexa Davalos; não gostei que
a personagem dela morreu no final.
Uma boa e divertida continuação, levemente inferior ao primeiro filme.
Ranking:
7.1/100=(Riddick 1) Eclipse Mortal (2000)
7.0/100=(Riddick 2) A Batalha de Riddick (2004) (Versão do Diretor)
6.5/100=(Riddick 2) A Batalha de Riddick (2004) (Versão Theatrical)
6.1/100=(Riddick 3) Riddick 3 (2013)