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Data de lançamento
29 Out. 1946Duração
Um comerciante vive com seu filho Ludovic (Michel Auclair) e com suas três filhas. Duas delas, Felicie (Mila Paréli) e Adelaide (Nane Germon) são muito malvadas e pretensiosas e se aproveitam da irmã Bela (Josette Day), fazendo-a de empregada. Porém, um dia o comerciante, perdido na floresta, encontra um castelo e pega uma rosa do seu jardim para Bela. Mas o dono do castelo, um ser meio humano e meio fera, captura o comerciante e o condena à morte, ou então que uma das filhas dele o substitua na prisão. Bela se sacrifica pelo pai e vai ao castelo, onde descobre que a fera não é tão selvagem e desumana.
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Apaixonada na estética desse filme, nesse figurino maravilhoso, na vibe de castelo assombrado! Creio que é a adaptação mais fiel a história original, fiquei simplesmente maravilhada. Só o final que eu fique tipo: ué? kkkk
Ele fala que voltou a ser humano porque ela o amou, mas pareceu muito mais que foi porque invadiram onde ninguém deveria entrar. E ele ter a mesma aparência do Avenant? Os dois são um paralelo, eu sei, mas daí a ter a exata mesma aparência, ou melhor dizendo, eles trocaram de aparência né? Porque ele voltou a ser humano no exato momento que o Avenant virou fera. E a Bela que fala que amava o Avenant? Desde quando mulher? Não teve UM momento nesse filme inteiro que ela demonstrou ter qualquer inclinação romântica para aquele cara. Que inclusive nem merecia, era um bruto ignorante. Enfim, achei meio suspeito esses acontecimentos finais kkkk
- grado demais dessas versões antigas desse conto de fadas, aliás, acho que a história original de a bela e a fera é mesmo francesa né? tem muito a cara..
- a fera aqui tá muito massa, um gato gigante bem bonito, não da medo
- gostei de como deram vida ao castelo, cheio de mãos e estátuas vivas pelos cantos
- que familia arrombadassa da Bela hein, uma das piores que vi em todas as versões, por isso que a da disney so tem ela e o pai
- e aquele final meio dúbio hein? adorei
Saem os coloridos e canções da Walt Disney e entram as sombras e a miséria de um família empobrecida e em parte cruel, onde a fome e o desejo de nobreza falam mais alto, e onde a única pessoa que passa (quase) incólume é a protagonista; interessante nesta versão é que os simbolismos sexuais (que obviamente seriam banidos na famosa animação e na enfadonha versão live-action, ambas da Disney), são muito mais latentes com Cocteau; ao fim, Bela (que deseja mais a versão masculinizada da Fera do que sua versão sociável, porém fraca), se rende à necessidade: o desejo sexual sendo reprimido pelo conforto e posição social.
Uma bela adaptação tendo em vista e respeitando a época em que foi produzido, cenários, maquiagem muito boa, atuações mais pro lado teatral mas que não me incomodaram, e a mensagem que passa sobre Amor verdadeiro além da aparência, Empatia e sensibilidade e deve ser visto com o coração e a sensibilidade de uma criança, uma obra de arte.
Como foi inspirado em uma adaptação teatral que Cocteau assistiu em 1913, o filme guarda muitas semelhanças com esse estilo de narrativa.
Visto em 29/12/23