Os filmes folclóricos e atemporais, que bebem na fonte de antigas lendas, geralmente pegam de surpresa o espectador não acostumado. Ao receber o dom que era da avó, Nooran, vivida pela ótima Golshifteh Farahani, passa grande parte da trama caminhando pelo deserto de Thar acolhendo pessoas à beira da morte, ao mesmo tempo que é cortejada por um viajante que deseja desposá-la. A trama ganha força e carisma pelos tons avermelhados do figurino e pela entrega emocional de Farahani, que compõe uma película mística e permeada por imagens de encher os olhos.
O filme promete uma poesia e uma sutileza que acabam não se confirmando. Embora sua mensagem seja forte e importante, o enredo me parece um tanto novelesco e o ritmo um tanto irregular.
Os filmes folclóricos e atemporais, que bebem na fonte de antigas lendas, geralmente pegam de surpresa o espectador não acostumado. Ao receber o dom que era da avó, Nooran, vivida pela ótima Golshifteh Farahani, passa grande parte da trama caminhando pelo deserto de Thar acolhendo pessoas à beira da morte, ao mesmo tempo que é cortejada por um viajante que deseja desposá-la. A trama ganha força e carisma pelos tons avermelhados do figurino e pela entrega emocional de Farahani, que compõe uma película mística e permeada por imagens de encher os olhos.
O filme promete uma poesia e uma sutileza que acabam não se confirmando. Embora sua mensagem seja forte e importante, o enredo me parece um tanto novelesco e o ritmo um tanto irregular.