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Mademoiselle de Chartres teve sua primeira desilusão amorosa: ela foi abandonada pelo mesmo jovem com que teve um relacionamento aberto.
Uma noite, Madame Silva, amiga de sua mãe e esposa do diretor da Fundação Gulbenkian, a apresenta ao renomado médico, Dr. Jacques de Clèves. Ele se apaixona imediatamente pela jovem quando a vê escolhendo um colar em companhia da mãe, num famoso joalheiro da Praça Vendôme. A jovem aceita ser esposa do médico, mesmo não sentindo nehuma paixão por ele...
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Eu nunca havia assistido a um filme com Chiara Mastroianni. Ela é sempre assim mesmo, sem graça? Definitivamente não herdou o talento e o carisma dos pais. E esse Pedro Abrunhosa? Parece uma porta falando. Só se saiu melhor cantando mesmo e nem isso é grande coisa.
E a história desse filme? Um "romance" proibido que ficaria melhor se fosse uma história do século XVIII. Não tem sentido uma mulher ter essas angústias numa França do final do século XX. Fora que aquilo nem pode ser chamado de romance, já que os dois mal se conhecem. Para isso funcionar, teria que haver uma química grande entre os dois atores, o que não acontece aqui. Meu cabelo tem mais química do que esse "casal".
Não tem sentido ela ficar dividida entre o marido que ela não ama, mas que é um cara legal e um sujeito que ela não conhece e nunca teve nada, mas que acha atraente. E pra piorar, fica de cu doce com o sujeito depois que o marido morre, porque "seria desrespeitoso" com a memória dele. Qual é! Qual o sentido disso?? Deviam ter feito esse filme ambientado em outra época. Perdi uma hora e meia da minha vida com esse lixo.
"Você complica o que é simples"
Essa fala da personagem freira resume bem a história desse filme sem graça com música mais sem graça ainda. Talvez quem aprecie a música de Pedro Abrunhosa ou da pianista Maria João Pires possa apreciar esse filme lento e premiado em Cannes, talvez por uma homenagem a carreira de Manoel de Oliveira. Confesso que minha antipatia a meu xará se deveu a ele logo de início ele me lembrar o antipático crítico musical Régis Tadeu, e o filme não apresentou nada que mudasse essa percepção inicial.
Uma obra menor do mestre Manoel. Ainda assim, capaz de suscitar reflexões sobre o amor. Destaque para as participações da pianista Maria João Pires e do cantor Pedro Abrunhosa.