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Inspirado nos famosos quadrinhos da cartunista Laerte. A história mescla a jornada de transição da artista e do diretor, que encara a morte após ser diagnosticado com câncer. Cria-se, então, um abismo caótico entre ficção e realidade na animação mais louca de todos os tempos.
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Desde 2019 eu queria ver esse filme mas demorou um tempo até que ele estivesse disponível na internet, hoje decidi ver e meu deus que obra prima. Esse filme é pra todos que são apaixonados pela arte da Animação, esse filme simplesmente é uma paixão pelo pensar e pelo agir. As críticas são visualmente criativas e lúdicas. Não curto piadas que envolvam questões sexuais ou escatológicas mas nesse filme elas funcionaram tão bem que realmente achei engraçado. Esse filme é Perfeito.
A Cidade dos Piratas (2018), do diretor Otto Guerra, é uma piada séria. Uma primorosa animação com live action, que alterna momentos de gostosa comédia com comoventes relatos sobre a vida e o trabalho do próprio Otto e da cartunista Laerte.
O filme conta com a inserção de personagens famosos desenhados por Laerte, como os Piratas do Tietê, que certamente deixaram saudade no público que lia diariamente as tirinhas de jornais com as aventuras daquele adorável grupo de saqueadores. Bacana demais ouvir as vozes de Matheus Nachtergaele e Marco Ricca dublando alguns dos personagens, e também rever pedaços de antigas entrevistas com Marília Gabriela e Antonio Abujamra.
A parte emotiva fica por conta da descoberta da doença de Otto Guerra, que ocorreu durante a produção deste filme, mas que ele retrata de uma forma leve e bem-humorada. E a cereja do bolo é o relato corajoso e sincero que Laerte faz de sua história. Com o coração aberto, a cartunista expõe seu processo de descobertas e o quanto lhe custou tomar certas decisões que mudariam radicalmente seus caminhos.
Mas o enredo não acaba aí... algumas ilustrações são como um soco no estômago, nos mostrando como a história de nossa colonização foi recontada com mentiras; e ainda temos um personagem político que muito se assemelha a uma figura recente que assombrou o povo brasileiro e que, no fundo, era dominado por seus medos revertidos em ataques de fúria.
E sabe... dói bastante ver como, ainda hoje, muita gente se identifica e embarca nesse processo manipulador e agressivo de desconstrução e destruição de valores.
Temos aqui uma animação brasileiríssima, de muita qualidade.
disperso e confuso
LAERTE EU NÃO ENTENDI
Não me chama mais de Hugo sou Muriel.