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Duração
Um fazendeiro orgulhoso de seu poder é desafiado sete vezes pela figura fantástica do Boi Aruá. Depois de derrotado seis vezes, o tirano consegue compreender a real dimensão humana, aproximando-se de si mesmo e de seus semelhantes.
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- que animação sensacional! maravilhoso de ver o cordel ganhando vida
- o sertão mítico imaginado pelo chico liberato mostra todo e poder e beleza da nossa cultura, viva o nordeste brasileiro!
- um visual incrível! as cores usadas, as transformações, todo um estilo único! um filme que deve ser visto!
Uma baita animação brasileira, das melhores que o Cinema Nacional já entregou. A riqueza de detalhes, a representação do cordel em movimento, o capricho estético/visual... Tudo lindo, gostei bastante!
Nota: 8/10
Este é um longa feito pelo animador Chico Liberato, baseado nas estórias do imaginário nordestino, eternizadas pela literatura de cordel. Uma produção brasileira culturalmente rica, que se tornou referência em animação por seu pioneirismo e autenticidade de traços, onde as gravuras (feitas manualmente) lembram as ilustrações do cordel.
O filme conta a saga do vaqueiro Tibúrcio, um homem arrogante, violento e egoísta, que tinha como lema "Eu primeiro, os amigos por derradeiro". Tibúrcio era vaidoso e se vangloriava de ser um vaqueiro imbatível, não deixando escapar nenhum boi que encontrasse pelo caminho. Era também um homem cruel, temido por todos, até por sua família e pela bela Jurema, de quem se enamorava.
Montado em seu cavalo Ventania, saía todos os dias para capturar a boiada. Um dia, foi avisado por Seu Nô que tempos sombrios estavam chegando. Foi então que apareceu por aquelas bandas o Boi Aruá, um boi "mandingueiro, encantado", que ninguém conseguia matar ou capturar. Tibúrcio ficou obcecado por Aruá e passou a caçá-lo diariamente.
Aruá mostrou-se invencível, desafiando Tibúrcio 7 vezes, fazendo-o aos poucos ir perdendo sua arrogância e seu orgulho. Tibúrcio também perde Jurema, que se casa com outro. Perde seu gado e sua plantação para a dureza da seca. Cumpre-se a profecia e a vida deixa seus efeitos em Tibúrcio.
Uma obra de arte.
O filme tem ainda uma trilha sonora primorosa, com a sinfonia "Sertania", do compositor Ernst Widmer, executada pela Orquestra Sinfônica da Bahia e a "Canção do Boi Encantado" na voz de Elomar Figueira de Mello.
Baseado na cantoria de Elomar Figueira de Melo , Cantiga do Boi Encantado Aruá relata a história de um fazendeiro orgulhoso cujo poder é desafiado sete vezes pela extraordinária aparição do BOI ARUÁ, o Boi Misterioso, até o derradeiro confronto quando se despoja das máscaras e celebra fraternalmente a vitória sobre si mesmo.
O longa metragem "Boi Aruá" amadurece a linguagem desenvolvida pela dupla de artistas, que reúne na década de 1980 uma pequena equipe de pessoas interessadas em aprender animação e com ela cria o filme que se tornou uma referência na animação brasileira devido à força e pioneirismo no audiovisual como representante do imaginário sertanejo. Neste momento novas obras estão em andamento, afirmando no cinema de animação brasileiro uma riscadura autêntica que se origina nas gravuras populares que ilustram a literatura de cordel.
Achei bacana, o visual é muito rico, vibrante, colorido e psicodélico. Trilha sonora marcante com as transmutações zoomórficas dos personagens. Com certeza pra quem leu o livro o filme fica ainda mais rico.
Disponível no youtube: https://www.youtube.com/watch?v=svYUBr10E18
A direção do filme é incrível, bem como a linda canção-tema de Elomar e as transmutações zoomórficas dos personagens. No início, estava achando a trama fortemente ininteligível, mas, como li recentemente outro livro do autor da estória original (Luís Jardim), em breve eu estava encantado pelo sobejo de cores e vivacidade humanista do filme. Lindo! (WPC>)