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Duração
Jean-Claude Bernardet está velho e doente. O maior crítico de cinema vivo do Brasil se reinventa através da sua própria destruição. O filme, que transita entre a ficção e o documentário, utiliza dispositivos inusitados para acionar a memória da personagem e narrar a trajetória de um intelectual que se transforma em ator aos 70 anos. Não se trata de uma biografia convencional e sim de um projeto construído com o próprio personagem ao longo da filmagem. Um ensaio sobre a apropriação do próprio corpo na velhice.
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Argumento e colaboração no roteiro: Kiko Goifman. O que é suficiente para compreendermos de imediato o quanto o filme desperdiçará o seu personagem, a sua sinopse mui promissora. Em sua ambição experimental, em sua indecisão acerca de qual caminho seguir, os diretores distanciam-se do Bernardet e focam na destruição. O que parece titularmente coerente, mas é lamentável, enquanto rumo a esmo, que só se justifica nos créditos finais, por incrível que pareça. Entretanto, justiça elogiosa seja feita: ao analisar as interpretações e preparo actancial do crítico, o filme é certeiro; Ao mostrá-lo caminhando, engolindo borboletas e poetizando, é indeciso, porém valoroso; ao mostrá-lo sendo entrevistado por deslumbrados que confundem a polissemia das palavras (tão destacada pelo biografado numa conversa incrível com uma amiga intelectual), ele demonstra-se truncado, travado - vide a confusão interpretativa em relação ao sentido supostamente performático da expressão "suicídio assistido". Tinha tudo para ser ótimo, mas enfada. Infelizmente! (WPC>)
"Essa é a história do meu pai. Ele tá perturbando desde que eu nasci."
A DESTRUIÇÃO DE BERNADET #ADestruiçãodeBernadet de #ClaudiaPriscilla e #PedroMarques Brasil/2016.
Quase um delírio pessoal. As vezes irritante as vezes genial. Como Bernadet.
#CinemaBrasileiro #Documentário