Junho de 1945. Dois homens poderosos discutem o futuro do seu país. É um momento perigoso, pois a guerra dos Balcãs acabava de ser vencida e os nazis derrotados, com o Exército Vermelho por perto. Uma conversa que moldará o mundo.
Ótimo como fonte de informações históricas e para reflexões políticas (direita e esquerda, fascismo e comunismo, liberalismo e totalitarismo) e também filosóficas (espiritualidade, moralidade e ateísmo, idealismo e racionalismo, teoria e prática de vida etc). O filme resume-se a uma conversa histórica que ocorreu em junho de 1945, quando o líder militar iugoslávio Tito, assim que vencida a guerra, propôs um acordo ao arcebispo Aloysius Spenicac (líder cristão croata), impondo-lhe que se desligasse do Vaticano, para alinhar-se ao projeto de governo da nova Iugoslávia, aliada de Stalin e da URSS comunista (laica), dando-lhe em troca a continuidade da liderança da igreja, internamente, e livrando-o de um obscuro processo militar que culminaria com a prisão do religioso. Importante lembrar que após o início da II Guerra Mundial, a região da antiga Iugoslávia foi invadida pela Alemanha e dividida entre países que a apoiavam, intensificando-se os conflitos étnicos que por lá perduravam por séculos. A resistência à ocupação, em especial a oferecida pelos croatas (“os partisans”), organizados por Josip Tito (futuro marechal comunista a governar de 1943 a 1980), promoveu intensas guerrilhas até o findar do conflito europeu, quando aliou-se ao regime soviético, fundando-se a República Federal Socialista da Iugoslávia (que novamente se desintegraria no início dos anos 1990, com outros tantos conflitos sangrentos que chocaram o mundo). O diálogo entre os dois gigantes é longo, tenso, desafiador e ameaçador, e ao final o arcebispo não se curva ao ditador, o que viria a lhe custar o fim da liberdade. O mérito do filme está em que o diálogo é recheado de assuntos interessantes. Há que se relevar o aspecto que, pela natureza e propósitos da produção, os protagonistas extrapolam, assumindo figuras de super-homens em suas posições distintas e opostas (um militar estudado e inteligente X um religioso tenaz e incoercível). Muitos dos argumentos de ambos merecem respeito. E, a rigor, não houve um vencedor. Uma aula de história, política e filosofia. Recomendo. Nota 8.
Ótimo como fonte de informações históricas e para reflexões políticas (direita e esquerda, fascismo e comunismo, liberalismo e totalitarismo) e também filosóficas (espiritualidade, moralidade e ateísmo, idealismo e racionalismo, teoria e prática de vida etc).
O filme resume-se a uma conversa histórica que ocorreu em junho de 1945, quando o líder militar iugoslávio Tito, assim que vencida a guerra, propôs um acordo ao arcebispo Aloysius Spenicac (líder cristão croata), impondo-lhe que se desligasse do Vaticano, para alinhar-se ao projeto de governo da nova Iugoslávia, aliada de Stalin e da URSS comunista (laica), dando-lhe em troca a continuidade da liderança da igreja, internamente, e livrando-o de um obscuro processo militar que culminaria com a prisão do religioso.
Importante lembrar que após o início da II Guerra Mundial, a região da antiga Iugoslávia foi invadida pela Alemanha e dividida entre países que a apoiavam, intensificando-se os conflitos étnicos que por lá perduravam por séculos.
A resistência à ocupação, em especial a oferecida pelos croatas (“os partisans”), organizados por Josip Tito (futuro marechal comunista a governar de 1943 a 1980), promoveu intensas guerrilhas até o findar do conflito europeu, quando aliou-se ao regime soviético, fundando-se a República Federal Socialista da Iugoslávia (que novamente se desintegraria no início dos anos 1990, com outros tantos conflitos sangrentos que chocaram o mundo).
O diálogo entre os dois gigantes é longo, tenso, desafiador e ameaçador, e ao final o arcebispo não se curva ao ditador, o que viria a lhe custar o fim da liberdade.
O mérito do filme está em que o diálogo é recheado de assuntos interessantes.
Há que se relevar o aspecto que, pela natureza e propósitos da produção, os protagonistas extrapolam, assumindo figuras de super-homens em suas posições distintas e opostas (um militar estudado e inteligente X um religioso tenaz e incoercível).
Muitos dos argumentos de ambos merecem respeito. E, a rigor, não houve um vencedor.
Uma aula de história, política e filosofia. Recomendo.
Nota 8.
lixo revisionista
Independentemente a crença ou orientação politica de cada um é um bom filme, com ´timos diálogos que merece ser c0nhecido.