The Famous Sword Bijomaru - Estados Unidos da América
The Sword - Estados Unidos da América
Meitô bijomaru - Japão
Sinopse
O ferreiro Kiyone oferece uma espada a Onoda, o seu benfeitor, mas a lâmina quebra durante um importante combate e o vexame traz graves consequências para os dois.
Esse foi o 6º filme que assisti para meu desafio 365 filmes de 2020. Mais comentários em video https://www.youtube.com/watch?v=zU9pLwkXavU
Jidaigeki que aborda a relação dos samurais com a Katana. Kiyone é um aprendiz de ferreiro, e presenteia seu benfeitor com uma bela katana de sua confeção. No entanto, devido a espada não "ter alma" ela se quebra e acaba trazendo vergonha e eventualmente a morte para seu padrinho.
Ao longo do filme, o persongaem acaba precisando se encontrar enquanto armeiro e criar uma arma que leve a filha do Lorde Onada a vingar o seu pai.
Um dos pontos interessantes do filme é mostrar a confeção da katana não como técnica, mas como ritual. Discussões sobre o "poder" atribuido às katanas à parte, sua criação e uso era bastante relacionado ao shintô, e há muito de um processo ritualizado e religioso em sua confeção, além de toda uma relação com a casta samurai.
Uma coisa muito interessante do filme, é que dos mais de 40 filmes de samurai que já vi, esse foi o único em que uma samurai feminina treina em artes marciais e empunha uma arma em um conflito letal.
Infelizmente, a produção da obra é meio complicada. Provavelmente devido à época e as privações (estamos falando do Japão no fim da guerra, afinal, com uma economia exaurida), a parte técnica do filme é um pouco dificil de se acostumar. O audio é meio estourado, cheio de chiados.
É marcante também a influência da censura do estado militar-religioso do Imperador Hirohito. Por consequência, diferente de filmes da década de 50, ele enaltece e enobrece os samurais, e conta até mesmo com propaganda pro-imperial com sequencias em que alguns personagens leem textos sagrados do Shinto relacionando a família imperial à divindade dos Kami, devido a descendência de Amaterasu que o Shintô estatal afirmava que o Imperador tinha.
Diferente dos outros filmes de samurai que assisti esse ano, este se passa na Restauração Meiji, não no período Edo.
Eis aqui um filme de Mizoguchi esquecidíssimo. Meito Bijomaru , ou A Espada de Bijomaru é uma grande-pequena obra do mestre, um filme curtíssimo, aparentemente despretensioso mas que mostra um interessande lado do bushido e a arte de forjar espadas.
Um filme sobre honra e desonra, ressentimento e vingança, e mesmo que a princípio pareça estar distante da ótica feminista habitual, Mizoguchi faz questão de tornar a personagem de Isuzu Yamada uma mulher forte e obstinada, empunhando uma espada, algo diferente dos padrões dos filmes de samurai da época.
Esse foi o 6º filme que assisti para meu desafio 365 filmes de 2020. Mais comentários em video https://www.youtube.com/watch?v=zU9pLwkXavU
Jidaigeki que aborda a relação dos samurais com a Katana. Kiyone é um aprendiz de ferreiro, e presenteia seu benfeitor com uma bela katana de sua confeção. No entanto, devido a espada não "ter alma" ela se quebra e acaba trazendo vergonha e eventualmente a morte para seu padrinho.
Ao longo do filme, o persongaem acaba precisando se encontrar enquanto armeiro e criar uma arma que leve a filha do Lorde Onada a vingar o seu pai.
Um dos pontos interessantes do filme é mostrar a confeção da katana não como técnica, mas como ritual. Discussões sobre o "poder" atribuido às katanas à parte, sua criação e uso era bastante relacionado ao shintô, e há muito de um processo ritualizado e religioso em sua confeção, além de toda uma relação com a casta samurai.
Uma coisa muito interessante do filme, é que dos mais de 40 filmes de samurai que já vi, esse foi o único em que uma samurai feminina treina em artes marciais e empunha uma arma em um conflito letal.
Infelizmente, a produção da obra é meio complicada. Provavelmente devido à época e as privações (estamos falando do Japão no fim da guerra, afinal, com uma economia exaurida), a parte técnica do filme é um pouco dificil de se acostumar. O audio é meio estourado, cheio de chiados.
É marcante também a influência da censura do estado militar-religioso do Imperador Hirohito. Por consequência, diferente de filmes da década de 50, ele enaltece e enobrece os samurais, e conta até mesmo com propaganda pro-imperial com sequencias em que alguns personagens leem textos sagrados do Shinto relacionando a família imperial à divindade dos Kami, devido a descendência de Amaterasu que o Shintô estatal afirmava que o Imperador tinha.
Diferente dos outros filmes de samurai que assisti esse ano, este se passa na Restauração Meiji, não no período Edo.
Eis aqui um filme de Mizoguchi esquecidíssimo. Meito Bijomaru , ou A Espada de Bijomaru é uma grande-pequena obra do mestre, um filme curtíssimo, aparentemente despretensioso mas que mostra um interessande lado do bushido e a arte de forjar espadas.
Um filme sobre honra e desonra, ressentimento e vingança, e mesmo que a princípio pareça estar distante da ótica feminista habitual, Mizoguchi faz questão de tornar a personagem de Isuzu Yamada uma mulher forte e obstinada, empunhando uma espada, algo diferente dos padrões dos filmes de samurai da época.