O filme conta a história de Joana I de Trastamara, infanta de Castela, terceira filha do casal Real Fernando II, o Católico e Isabel I, a Católica. Em 1496 Joana embarca da Espanha para os países Baixos, para casar-se com Felipe, o Belo. Este casamento foi arranjado por seus pais, de modo a provocar uma aproximação entre a coroa castelhana e o império Germânico, cujo Imperador era o pai de Felipe. Apesar de não se conhecerem, Joana e Felipe se apaixonam logo em seu primeiro encontro. Com o passar do tempo, Felipe perde o calor de sua paixão por Joana. Por outro lado, Joana se mostra uma mulher extremamente apaixonada, de caráter firme, decidida e bastante fecunda, tendo ao todo seis filhos com Felipe. Porém, o descompasso entre os sentimentos das duas partes do casal desperta em Joana um ciúme doentio. A rainha passa a seguir os passos de Felipe, que mantém diversos relacionamentos espalhados pelo reino. Quando Joana assume a coroa da Espanha, começa uma luta da corte dos Países Baixos pelo trono espanhol. Felipe se mostra um Rei fraco, extremamente influenciado pela nobreza flamenca, e aceita liderar um movimento que desejava declarar Joana Louca, incapaz de exercer a realeza, de modo que Felipe assumiria a coroa.
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Falando sobre a estética do filme, cenários incríveis e figurinos perfeitos (lindos) temos uma bela produção, o Filme prende, tem uma história baseada em fatos reais, a atriz que interpreta Joana ÓTIMA, achei o filme por acaso no meu App do Cine Belas Artes.
A história de Joana é muito angustiante, tive pena da situação em que ela mesma acaba se colocando e mais ainda sem receber apoio de ninguém, ao contrário todos os seus mais 'queridos' marido ( shernoboy)família e corte conspirando para seu diagnóstico de 'louca', inclusive durante sua gestação, sendo que ela era de Fato a Rainha de Castela por hierarquia.....pobre mulher... 🙁
O figurino e a atuação da protagonista são as melhores coisas desse filme
O filme tem um toque documental que não me agrada muito. Perde muito a fluidez, transmite uma sensação mecânica e rígida, que afasta o meu interesse, por desenvolver uma narrativa estéril. Além da história se valer de invencionismo criado por homens à fim de usurpar o trono de uma mulher.
Joana. Uma mulher poderosa. Fizeram-na crer que precisava de um homem ao seu lado para exercer seu próprio poder. Mulheres que contestam o comportamento de seus parceiros serão sempre chamadas de loucas. Insano era viver ao lado de um homem minúsculo e patético por razões políticas e religiosas. Ou por falta de amor próprio.
Eu não consigo ver filmes aqui?
Pilar López de Ayala é a melhor coisa do filme. Várias vezes ela me lembrou Winona Ryder, e não foi só pela beleza franzina. A atriz se impõe no papel da rainha que oscila entre a loucura e a sanidade mental, tudo isso em meio a uma paixão tão avassaladora quanto estúpida. E Pilar se equilibra bem entre essas forças. Em alguns momentos ela parece impressionante.
Quanto à história contada... é um pequeno capítulo da grande (e sanguinolenta) saga da origem, consolidação e posterior decadência do poderio espanhol na Europa. E a falha do filme, na minha opinião, foi não transitar muito bem entre o drama pessoal de Joana e o panorama político que a circundava. Os mergulhos nas questões políticas não foram amplos o suficiente nem foram discretos o bastante para o espectador sentir certo conforto e desfrutar melhor da história principal. E alguns diálogos poderiam ter sido mais significativos pra afastar o perigo de cair num melodrama novelesco.
Mas gostei muito de outro ponto: o visual. Optou-se por imagens sombrias, "econômicas", eu diria até mórbidas, e isso me pareceu condizente com o contexto retratado: uma nação tentando se organizar após vários séculos sob domínio estrangeiro. Uma nação que falava muito em Deus mas não hesitava em torturar e queimar pessoas...