A Falta Que Me Faz

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A Falta Que Me Faz (2010)
A Falta Que Me Faz
Média do filme: 3.8 de 5 — baseado em 146 votos
MÉDIAFILMOW
3.8
146 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Marília Rocha
Data de lançamento 26 Nov. 2010 Outras datas
País de origem Brasil 🇧🇷
Duração 85 min (1h25)
Classificação indicativa de A Falta Que Me Faz: 18 - Não recomendado para menores de 18 anos

Dirigido por

Data de lançamento

26 Nov. 2010

Duração

85 minutos Classificação indicativa de A Falta Que Me Faz: 18 - Não recomendado para menores de 18 anos
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Sinopse

Durante um inverno, rodeadas pela Cordilheira do Espinhaço, um grupo de meninas vive o fim da adolescência. Um romantismo impossível as enlaça com homens de fora, deixando marcas em seus corpos e na paisagem a seu redor. Entre festas, amizades, angústias e contradições da passagem para a idade adulta, cada uma encontra sua maneira particular de resistir à mudança e existir na incerteza.

Gênero:
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Comentários 0
amigos querem ver
thiifate
Thiago Fate
3 anos atrás

- 8/10
- engraçado como que só vendo em tela que percebi que o nosso sotaque é bem gostoso de se ouvir
- apaixonado e melancólico pelas histórias delas, queria saber como estão hoje
- natural, como se não tivesse alguém filmando

Amigas passam o inverno numa pequena cidade mineira na Serra do Espinhaço, perto de Belo Horizonte; que estão a terminar a adolescência, ou a começar a vida adulta, e este é, muito fracamente, o tema do extraordinário documentário de Marília Rocha. O que o torna extraordinário - e extraordinariamente preciso - é a falta de um tema; a liberdade com que constrói uma verdadeira poética de pessoas (de mulheres, porque A falta que me faz é, acima de tudo, um filme feminino) e de paisagens, belíssimas. Em alguns e em outros há marcas dolorosas das mudanças, incertezas e amores difíceis da idade, e a câmara localiza-as entre as conversas de amigos, festas, trabalhos ocasionais e contrapontos dialéticos com a própria diretora. Após duas longas-metragens dedicadas à recuperação de certos passados, Rocha mostra que sabe aplicar a mesma sensibilidade e inteligência para olhar para o presente. Entre planos gerais de uma paisagem bucólica e planos fechados de delicadas vivências, corpos de meninas aparecem entrecortados a partir de imagens fixas. Suas histórias, desejos, vivências, desabafos, trocas e afetos são tocados com muita intimidade pela diretora. A câmera fica muito próxima das moças e atravessa olhares, esperas, dúvidas e ausências. A falta que me faz é uma sensível relação de encontro, que traz à tona um universo feminino tateado pela diretora Marília Rocha. Ao percorrer um território vasto, situado para além da localidade onde estão as meninas, o documentário enfatiza a relação entre espaços e corpos em que as descrições do lugar, do dia-a-dia e da cultura aparecem transversalmente por meio do imaginário das meninas, ao mesmo tempo em que a composição das personagens se dá a partir da ausência e do desejo. As garotas nos são apresentadas no instante em que marcam em seus corpos os nomes de suas paixões amorosas, caligrafia de desejo que é imortalizado em símbolos e nomes. Seus corpos aparecem fragmentados, como um quebra-cabeças de busto, pernas e rostos que aos poucos se configuram em corpos em tempo de espera e passagem. Aos poucos vamos conhecendo as meninas de Curralinho, região mineira de Diamantina. Suas revelações e segredos giram em torno do pai falecido, dos filhos que estão sendo gestados, dos namorados que vivem fora, configurando-se em presenças literalmente ausentes, ou seja, há um diálogo constante no filme entre quem está presente e quem não está. A tessitura do aqui e do acolá molda o entendimento do que veja e do que eu imagino, isso numa idade em que, geralmente, o que se imagina é mais poderoso do que aquilo que se está a ver! A figura masculina se encontra fora do quadro, apesar de sua construção extracampo. Os homens estão presentes nas músicas, nas histórias que contam, nos versos que recitam, nos registros feitos em paredes, papeis, rochas, árvores e em seus próprios corpos. As meninas vivem momentos de hesitação e inconstância, desejosas de algo que está ausente, em um tempo de espera e de indefinição de futuro, seja pela chegada dos filhos, de casar, amigar, ficar solteira, pela permanência em Curralinho ou mudança de cidade, tais decisões muitas vezes definidoras de papeis adultos e femininos estabelecidos convencionalmente pela sociedade contribuem para a densidade do que se vê na tela; a diretora está a dizer, suponho, o lugar é incrível e importante, mas ele não consegue contornar o que aqui se dá, porque há uma extrapolação do que se vive, e do modo como se conseguiu viver; uma fina e tênue fronteira que a idade; portanto, a vivência, em que se moldará seus contornos mais pungentes. As histórias das moças discorrem o espectro de realidades e expectativas quanto suas próprias vidas. algumas parecem se sentir confortáveis com a ideia de casamento e maternidade. A mais nova, goza sua adolescência de uma forma mais despreocupada. Já outras defendem sua liberdade com orgulho, são personagens complexas, pois misturam receio diante do futuro e lucidez diante da romântica visão da eterna companhia masculina como caminho para a felicidade; há fortes camadas escancaradas pela direção brilhante de Rocha. Nesse sentido, tais personagens são compostas pelo embaraço, não de uma realidade presente, mas pelo desejo de algo que é incerto, e pela hesitação em se inscrever em papeis femininos convencionais, com uma identidade fixa e definida. Tal hesitação, incerteza e indefinição de papeis, permite às meninas de Curralinho promover algum tipo de fissura aos gestos e discursos programados do lugar do feminino e, possivelmente, nisso que está a riqueza do filme. A falta que me faz sugere um delicado desejo do encontro, um desejo pelo “outro” diante da complexa beleza de Curralinho, linda, mas rigorosamente coadjuvante.

rleticiaborges
Letícia
5 anos atrás

onde tem esse?

juagreste
Ju Agreste
7 anos atrás

A falta que você me faz...

notleh
Notleh
8 anos atrás

Que documentário lindo e maravilhoso! Que discussões fodas sobre casamento, convívio a 2, monogamia, afeto e amor!!!

"Se você fosse escolher entre amar e viver, escolheria amar, pois viver depende de amar."

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