O advogado David Blake aceita defender Angel Chavez, jovem mexicano acusado de assassinar uma adolescente branca. Ele chega a aprovar a criação de uma sociedade para angariar fundos destinados a pagar as custas judiciais. Entretanto, acaba por descobrir que tudo não passa de um plano do promotor Barney Castle, que é comunista. Barney deseja usar David e Angel para criar um mártir e, com isso, fortalecer sua organização subversiva.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
"A Fúria dos Justos", de 1955, é um drama judicial deveras interessante, cujo roteiro muito bem construído entrega uma trama nivelada pela intensidade dramática, seguida de alto teor psicológico que envolve os personagens centrais na história.
Glenn Ford se destaca como o intrépido advogado de defesa e Katy Jurado se sobressai como uma mãe que implora pela inocência do filho acusado supostamente de um homicídio.
Este clássico produzido em P&B proporcionou a Arthur Kennedy a terceira de suas cinco indicações ao Oscar. O elenco de apoio é competente.
Disponível no Amazon Prime Vídeo.
Um filme muito interessante que denuncia as tácticas e esquemas liberais para promover o racismo.
Drama jurídico e de tribunal indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante, Arthur Kennedy (1914-1990); no Globo de Ouro, Arthur Kennedy venceu como melhor ator coadjuvante. O longa foi baseado no romance "Trial" escrito por Don Mankiewicz (1922-2015), que trata de um rapaz mexicano acusado de estupro e assassinato;
originalmente vítima de acusadores preconceituosos, ele se torna um peão de seu defensor comunista, cujos propósitos de propaganda seriam melhor servidos por um veredicto de culpado.
Também mostrado na versão colorizada por computador. O filme foi bem nas bilheterias e causou alvoroço na época do lançamento pelo fato de que, pela primeira vez na história do cinema americano, o juiz era interpretado por um ator negro, o porto-riquenho Juano Hernandez (1896-1970). De acordo com artigos de jornais contemporâneos, a cena do comício foi filmada no Shrine Auditorium em Los Angeles por 3 dias e usou 2.000 extras - 750 dos quais eram estudantes da Universidade do Sul da Califórnia, nas proximidades.
Um pouco barulhento às vezes, o filme, no entanto, ainda embala as cabeças quando mostrado nos dias atuais e tem uma estória surpreendentemente oportuna de como a justiça às vezes pode ser comprometida por "interesses especiais". Destaque para o especialmente forte desempenho de Arthur Kennedy, que se saiu tão bem quanto o astro principal Glenn Ford (1916-2006). Um drama realista e contundente que mostra com uma clareza perturbadora como criminosos políticos habilidosos nas artes negras do espetáculo podem florescer sob a proteção das próprias leis que desprezam.
Já assisti a alguns trabalhos do diretor Mark Robson, entre eles, A Caldeira do Diabo (1957), A Morada da Sexta Felicidade (1958), O Expresso de Von Ryan (1965), Terremoto (1974), e Pânico no Atlântico Express (1979). Todos são bons, ou muito bons, por isso, eu já esperava por um filme bastante interessante, principalmente por ter no elenco Glenn Ford.
O filme conta a história de uma comunidade que decide fazer justiça com as próprias mãos, num suposto caso de homicídio, no qual, também poderia ter ocorrido uma tentativa de estupro, porém, não há provas cabais de que o jovem Angel Chavez (Rafael Campos) tivesse sido o culpado, ele apenas estava próximo à vítima, que caiu de repente, e morreu, porém, ninguém leva em consideração, que a moça (a suposta vítima), teria problemas cardíacos, e que se fizesse algum esforço brusco, poderia sofrer alguma grave consequência. Ninguém quis destacar a real situação da "vítima", somente porque o acusado é um rapaz latino, um mexicano, e mais uma vez, o preconceito racial falou mais alto. Além disso, um grupo comunista, se aproveita da situação, tentando usar a futura condenação do réu, com a intenção de fazer dele, um mártir, para que assim, pudessem cada vez mais, disseminar o ódio, a discórdia entre as raças. "Criando" um mártir de origem latina, que já eram tão discriminados, os comunistas, liderados pelo advogado Barney (Arthur Kennedy) conseguiriam cada vez mais propagar uma segregação de raças. Esse tema, pelo menos pra mim, é extremamente exaustivo já que o que mais vemos atualmente são disseminações de ódio e tal. Affff... Cansa. O roteiro tem um furo. Já que a moça, não foi morta pelo réu, então se houve mesmo um homicídio, quem a matou ???? Terá sido seu próprio pai ??? No depoimento do réu, ele relata que ela lhe dissera que seu pai, pôs a mão sobre seu joelho, dizendo que ela jamais deveria deixar que ninguém a tocasse daquela forma, nesse momento, a câmera mostra o pai, meio que em pânico. Achei, no mínimo, estranho.