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Um major do Exército é enviado para o Texas para auxílio da cavalaria em sua tentativa de parar o Kiowa levantes indígenas. Lá, ele apaixona-se com a bela esposa de um oficial de cavalaria em falta e deve ter sucesso em sua missão, se quiser salvar sua vida.
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Razoável!
Um movimentado western protagonizado pela dupla Chandler/O'Hara. No cast também a presença do ator Dennis Weaver que atuou na série "Gunsmoke", nos anos 50 e "McCloud", como detetive, nos anos 70. Muitos tiros, muitos índios e, como sempre, a defesa do Forte.
Como protagonistas, neste razoável faroeste, temos a bela Maureen O'Hara (Presa sempre ao mesmo personagem e com desempenho semelhante em filmes como este. Ela está mais consistente na personagem em "Rio Grande, 1950". ) e Jeff Chandler que já houvera interpretado o índio Cochise nos westerns “Flechas de Fogo, 1950" e "O Levante dos Apaches, 1952", agora interpretando um major da cavalaria americana. Além, lógico, de um excelente elenco de apoio.
Porém, o fator de maior relevância é do roteirista John Michael Hayes, autor do clássico “Janela Indiscreta, 1954”, além de “Ladrão de Casaca, 1955”, e “O Homem que Sabia Demais, 1956”, todos ótimos suspenses do mestre Alfred Hitchcock. Este filme, no entanto, não é lá essas coisas.
O maior problema do roteiro talvez seja falta de ritmo e de uma melhor "costura" (não encontrei palavra melhor) na história, tanto que ficamos sem entender direito certas situações, como o levante dos índios, por exemplo. Parece que eles surgem do nada, não há uma preocupação em mostrar como eles se reuniram em torno do chefe Satanta (Jay Silverheels) e do traidor, o capitão Roger Corwin (James Bannon), e qual era a relação entre eles, o que não foi explicado.
E a personagem da jovem índia, Avis (Suzan Ball). que totalmente rebelada socialmente contra os costumes de sua própria gente, e que, sem nenhuma cena explicativa prévia, retorna para Pino (Dennis Weaver), seu namorado kiowa, deixando claro que ela retornara ao seio do seu povo. E por aí vai.
Parece que o roteiro de Hayes queria demonstrar que havia índios bons e índios maus e que entre os brancos havia homens sensatos e estúpidos e em torno disso, as tramas secundárias. Aliás, não muitas.
Num ponto ele acertou, o melhor do filme fica mesmo para o embate entre os questionamentos do Major Brady frente ao radicalismo do Coronel Meade (John McIntire). que expõem as chagas que determinaram o extermínio das nações indígenas, quer pelas forças bélicas, quer pela fome. Porém, antes dessas duas cruéis correntes de destruição, o preconceito contra uma raça "inferior" e a soberba de uma "superior". Infelizmente a história do mundo sempre foi assim.
Pra finalizar, destaco novamente Maureen O'Hara, não neste filme, é claro, mas em três momentos memoráveis da bela irlandesa:
O Corcunda de Notre Dame (1939),
Como Era Verde o Meu Vale (1941) e
Depois do Vendaval (1952).
Todos os três filmes fazem parte da minha coleção particular "Pandora's Box Collection".
Um faroeste legal, mas pelo visto pouco conhecido. Nunca me canso da beleza da Maureen O'hara!!