No geral achei que o Ray tem uma condução completa sobre o conto e me tocaram demais dois momentos em especial: a da mãe tendo que se separar do filho e a do senhor comovido com a necessidade da sogra em procurar um emprego. Certamente , tem uma certa ingenuidade no discurso de Ray o que não diminui o contexto que ele quer traçar, daquele casal em meio à mundaréu de gente perdida no mesmo espaço e tempo.
Ah! como esses filmes se transformam em verdadeiros documentos históricos. Grande Cacá, mais uma vez preciso em mostrar as mazelas que o cidadão brasileiro sofre.
Drama doméstico como sempre bem dirigido pelo mestre Ray mas atrapalhado por algumas conveniências novelescas (o marido por acaso no mesmo restaurante onde a mulher e um cliente estão). A resistência da familia em aceitar que a esposa trabalhe fora é uma boa exposição do tradicionalismo indiano e o diretor faz um aceno Feminista "benigno" ao publico enfatizando a independência financeira feminina e sororidade entre as vendedoras (principalmente no fim).
Novato no cinema indiano e de Satyajit, peguei o filme pra ver com receio de que fosse um grande desafio (ou um pequeno tormento), mas fiquei muito surpreso quando o filme manteve o meu interesse desperto do início ao fim, com seu retrato profundamente realista da intimidade da família indiana tradicional e a grande atuação de Madhabi Mukherjee. Irei conferir todas as outras obras do diretor.
No geral achei que o Ray tem uma condução completa sobre o conto e me tocaram demais dois momentos em especial: a da mãe tendo que se separar do filho e a do senhor comovido com a necessidade da sogra em procurar um emprego. Certamente , tem uma certa ingenuidade no discurso de Ray o que não diminui o contexto que ele quer traçar, daquele casal em meio à mundaréu de gente perdida no mesmo espaço e tempo.
Ah! como esses filmes se transformam em verdadeiros documentos históricos. Grande Cacá, mais uma vez preciso em mostrar as mazelas que o cidadão brasileiro sofre.
Drama doméstico como sempre bem dirigido pelo mestre Ray mas atrapalhado por algumas conveniências novelescas (o marido por acaso no mesmo restaurante onde a mulher e um cliente estão). A resistência da familia em aceitar que a esposa trabalhe fora é uma boa exposição do tradicionalismo indiano e o diretor faz um aceno Feminista "benigno" ao publico enfatizando a independência financeira feminina e sororidade entre as vendedoras (principalmente no fim).
Novato no cinema indiano e de Satyajit, peguei o filme pra ver com receio de que fosse um grande desafio (ou um pequeno tormento), mas fiquei muito surpreso quando o filme manteve o meu interesse desperto do início ao fim, com seu retrato profundamente realista da intimidade da família indiana tradicional e a grande atuação de Madhabi Mukherjee. Irei conferir todas as outras obras do diretor.
Filmaço, com desfecho agridoce. A sacada de colocar elementos de vestimenta da personagem inglesa gradativamente na protagonista indiana é genial.