Sardaana chega a uma aldeia para trabalhar como professora. Ela conhece um fotógrafo, que a convida para ver o museu cheio de itens assustadores. Quando fica sozinha, cai sob a influência do chamado de uma harpa antiga. Sem perceber o que está fazendo, Sardaana começa a tocar a harpa. Uma visão vem a ela, mas ela não tem tempo de compreendê-la.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Cê tá doido, que filmão da porra!
Me caguei todinho no final, quando a moça recebe a ligação dizendo que não mandaram a menina.
Assisti em 14 de setembro no CINEFANTASY 12 - ou como eu carinhosamente apelidei FESTIVAL INTERNACIONAL DE PERSONAGENS ESCROTOS - que ocorreu on-line entre os dias 9 e 19 de setembro de 2021. Olha que surpresa! A HARPA MALDITA se juntou - até o momento em que terminei de assistir a esta produção russa - a DIAS DE LUZ (DÍAS DE LUZ, 2019) e JIM BUTTON E OS 13 SELVAGENS (JIM KNOPF UND DIE WILDE 13, 2020) como as exceções ao que parece ser a regra naquela Mostra: os filmes não terem um único personagem que presta. E por que a surpresa? Porque durante a pandemia do COVID-19, com tantas iniciativas gratuitas de mostras de filmes russos e soviéticos e com todos esses blockbusters russos que pipocam nos serviços de stream, comecei a reparar num certo tripé criativo incômodo nos filmes vindos da terra d'A REVERSAL, que independem da qualidade final dos mesmos: personagens ruins, diálogos ruins, e atuações ruins. Daí a surpresa! Numa Mostra em que a maioria dos filmes tem esse mesmo problema de personagens, diálogos e atuações insuportáveis, um filme russo surge e foge a esta regra. Há anos a Rússia começou uma guerra cultural para evitar a expansão e presença do cinema estadunidense influenciando a cultura do país, e para isso financiam péssimos filmes com temáticas fantásticas visando se apresentarem como substitutivos em língua local aos blockbusters hollywoodianos. Contudo, os gigantes loiros, pálidos e de olhos azuis colocam tudo a perder atuando como se estivessem num teatrinho infantil, dizendo falas que parecem escritas por um adolescente punheteiro de 15 anos, na pele de personagens bostões que irritariam o mais chato personagem do Adam Sandler. Talvez a solução pro cinema russo seja mandar os filmes pra parte oriental do país. O elenco deste terror de baixo orçamento, que se passa no leste daquele país, parece bem natural nos seus papéis - mesmo sendo dublados em russo. O filme não é um primor, mas não é lá um desastre tão grande que não dê pra se assistir. É daqueles terror de fantasminha, e até consegue um sustinho. A falta de uma explicação melhor para aquela entidade e tudo que a cerca talvez seja o que mais incomode no roteiro. O título do filme na Mostra também não faz lá muito sentido. Não existe uma harpa no filme, estava mais pra uma gaita. Nota 3 de 10.