A História de Rosa Parks

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A História de Rosa Parks (2002)
The Rosa Parks Story
Média do filme: 3.7 de 5 — baseado em 50 votos
MÉDIAFILMOW
3.7
50 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Julie Dash
Data de lançamento 24 Fev. 2002 Outras datas
Duração 97 min (1h37)
Classificação indicativa de A História de Rosa Parks: L - Livre para todos os públicos
Status Streaming

Dirigido por

Data de lançamento

24 Fev. 2002

Duração

97 minutos Classificação indicativa de A História de Rosa Parks: L - Livre para todos os públicos
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Sinopse

Rosa McCauley, por ser negra, é tratada de maneira diferente, mas se recusa a acreditar que é inferior a alguém. Ainda jovem, conhece Raymond Parks, com quem se casa. Ele tenta protege-la da intolerância e da segregação racial, mas apesar de seus esforços, Rosa é forçada a lidar com muitas situações humilhantes. A tolerância acaba quando é convidada a ceder seu assento em um ônibus para uma pessoa branca e resolve se recusar. O evento tumultua a cidade. É possível que os esforços de uma mulher possam alterar séculos de ignorância e preconceito?

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Comentários 0
amigos querem ver
cinemaquiles
CINEMAQUILES
½
2 meses atrás

UM ATO DE CORAGEM CAUSOU UMA REVOLUÇÃO: "A HISTÓRIA DE ROSA SPARKS", 2002 COM ANGELA BASSETT https://youtu.be/CAzMnh7xIh0?si=Zepm_ql6C0n-hi_G

jordisonfrancisco
Jordison
4 meses atrás

Rosa Parks não foi uma senhora cansada. Foi uma bomba jurídica com bolsa, luvas e dignidade.

O mito diz que ela “não levantou” porque o corpo pediu repouso. A história, essa senhora muito mais indiscreta, diz outra coisa. Rosa Parks sentou onde a lei mandava sair. E ficou. E, ao ficar, desmontou o teatro inteiro da segregação racial nos Estados Unidos.

Era 1º de dezembro de 1955, Montgomery, Alabama. O ônibus era um pequeno tribunal ambulante. Na frente, brancos. No fundo, negros. No meio, uma faixa elástica que se movia conforme a vontade do motorista. Bastava um branco entrar e a linha recuava. O direito, ali, tinha rodas e mau humor. Rosa estava na chamada “zona cinzenta”, que de cinza só tinha o nome. O motorista mandou quatro negros se levantarem. Três obedeceram. Rosa não. Não fez discurso. Não levantou cartaz. Não chamou testemunhas. Ficou. O gesto mínimo. A implosão máxima.

Não era improviso. Rosa Parks não era uma figurante distraída da história. Era secretária da NAACP, a Associação Nacional para o Progresso das Pessoas de Cor. Fundada em 1909, a NAACP foi uma das principais organizações de defesa dos direitos civis nos Estados Unidos, atuando sobretudo pela via jurídica. Seu método era paciente, estratégico e implacável. Mapear injustiças, reunir provas, levar casos aos tribunais e criar precedentes legais capazes de derrubar leis segregacionistas. Rosa conhecia esse método por dentro. Frequentava cursos de dessegregação, estudava leis e já havia investigado casos de violência racial ignorados pelo Estado. Aquela mulher sabia exatamente o que estava fazendo. E sabia o preço.

Veio a prisão, claro. Porque toda injustiça precisa de um uniforme para se sentir legítima. Rosa foi fichada como criminosa por ocupar um assento. A cidade achou que tudo terminaria ali, numa noite fria e numa multa morna. Não terminou. Na manhã seguinte, começou o boicote aos ônibus de Montgomery. Um dia virou dois. Dois viraram semanas. Cinquenta e seis semanas depois, a cidade estava de joelhos, não por consciência, mas por falência moral e financeira. Igrejas viraram pontos de carona. Sapatos gastaram mais do que motores. E um jovem pastor chamado Martin Luther King Jr. aprendeu ali que a história também anda a pé.

O caso chegou aos tribunais. Não pelo romantismo do “não”, mas pela precisão do direito. A segregação nos ônibus foi declarada inconstitucional. Não porque era feia, a lei não se importa com feiura, mas porque violava a Constituição. Rosa Parks venceu não com a voz, e sim com o processo. Não com o grito, e sim com a jurisprudência. Foi o dia em que a lei, constrangida, precisou se olhar no espelho.

Ela pagou caro. Perdeu o emprego. Recebeu ameaças. Mudou de cidade. A história adora usar heróis e esquecer o aluguel deles. Rosa envelheceu longe dos holofotes, trabalhando, insistindo, vivendo. Quando morreu, décadas depois, foi velada no Capitólio. O Estado que a prendeu precisou, por fim, pedir licença ao corpo que tentou empurrar para fora do assento.

Rosa Parks nos ensinou algo incômodo. Revoluções verdadeiras às vezes não fazem barulho. Elas fazem ata. Assinam sentença. Criam precedente. Um corpo sentado pode ser mais perigoso do que um exército em marcha quando esse corpo sabe exatamente onde a lei mente. E decide, com calma e firmeza, não colaborar com a mentira.

Um filme da televisão americana , um filme bem feito , não é um filme hollywoodiano , e não é uma filme pra cinema , conta a história de Rosa Parks desde o nascimento até a prisão , em razão do ônibus. Omite muita coisa da vida dela e foca na relação com o marido e na luta pela mudança dos direitos civis americanos.

reinaldotriskle
Reinaldo
½
4 anos atrás

"Porque esses pés já viram mais milhas e areia vermelhas que você... Eu me fiz caminhando, minha alma está casada. Cansada de ser tratado como menos do que um homem. Então vou continuar caminhando o quanto for necessário, porque esses pés podem estar cansados, mas minha alta está descansada."

Um belo filme, baseado na vida da ativista afro-americana, do movimento pelos direitos civis, mais conhecida por seu papel fundamental no boicote aos ônibus de Montgomery

rearruda
Renata
7 anos atrás

Rosa Parks, cujo aniversário de 106 anos foi lembrado na última segunda, ficou conhecida como um dos símbolos da resistência antirracista após se recusar a ceder seu lugar no ônibus para um homem branco e ser presa por isso em dezembro de 1955. Na época, Parks era integrante da NAACP (Associação Nacional Para o Progresso de Pessoas de Cor) e a organização aproveitou o episódio para promover um boicote aos ônibus, chamando a atenção para a causa anti-segregação. Em 1956, a segregação racial nos ônibus foi abolida.

Embora a atuação de Parks como ativista pelos direitos civis não seja deixada de lado, o filme se concentra mais em sua vida pessoal, tentando recriar a infância como estudante de um colégio privado para meninas negras, o trabalho como costureira, seu relacionamento com Raymond Parks e o impacto que o episódio do ônibus teve em sua rotina: desemprego, ameaças, retaliações, falta de liberdade.

Um dos acertos é mostrar o quanto o machismo estava entranhado mesmo entre ativistas e organizações que lutavam pelos direitos civis. Porém, problema do filme é que tudo é contado de forma ora afetada, ora superficial, deixando muito a desejar em termos de desenvolvimento e falhando em alcançar a complexidade da ativista. Ficamos sabendo muito pouco sobre quem de fato era e o que pensava a ativista.

Sendo um produto feito para a TV, é compreensível que a história tenha sido diluída e romantizada, mas acredito que Rosa Parks merecia mais.

#52filmsbywomen 2019 - filme 5
(ig @renatac.arruda)

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