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Data de lançamento
18 Out. 1985Duração
Herbert West é um estudante de medicina que desenvolveu um reagente capaz de reanimar criaturas mortas. Ao lado de seu colega de quarto, Dan Cain, West precisa de corpos frescos para continuar suas experiências mórbida.
Porém, seu professor, Dr. Carl Hill, tem planos de conseguir os créditos da descoberta só para ele.
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Um dos grandes clássicos do body horror, Re-Animator ajudou a definir o gênero e influenciou uma geração de filmes que vieram depois.
Tem seus momentos. Mas no geral é ruim.
Re-Animator (1985), lançado no Brasil como A Hora dos Mortos-Vivos, é um bom filme e tem um começo ainda mais promissor do que a própria execução.
Os personagens ajudam bastante a sustentar o filme. Herbert West (Jeffrey Combs) é o grande destaque, movido por uma obsessão quase doentia pela ciência, arrogante, frio e totalmente indiferente a limites morais, com uma atuação icônica que carrega boa parte do filme. Dan Cain (Bruce Abbott) funciona como o contraponto mais humano, dividido entre a ética médica e a ambição acadêmica, sendo facilmente influenciado por West. Megan Halsey (Barbara Crampton) representa o lado emocional da trama, a inocência colocada em risco pelas escolhas dos outros personagens. O Dr. Carl Hill (David Gale) é movido por ego, poder e reconhecimento, se tornando um vilão exagerado e grotesco, enquanto o Dean Alan Halsey (Robert Sampson) simboliza a autoridade acadêmica tradicional, rígida e conservadora, em constante conflito com os métodos extremos de West.
Apesar da história batida de reviver cadáveres, ela ainda funciona dentro da proposta. São corpos mortos, sem respiração, pulso, ou coração batendo, mas ainda assim animados, e pelo menos nisso o título acerta. O filme abraça o exagero, o gore e o humor macabro, deixando claro que a lógica científica não é a prioridade, e sim o choque e o entretenimento.
Quando o Dr. Carl Hill (David Gale) simplesmente é revivido e consegue falar, raciocinar e até controlar os outros cadáveres, o filme começa a forçar demais a própria lógica. A tentativa de explicação dizendo que ele é um mestre em lobotomia até poderia justificar o controle sobre os outros cadáveres, mas não sustenta o fato de ele conseguir falar e pensar normalmente. Nem mesmo a ideia de que ele foi reanimado em tempo recorde convence para “colar” uma situação dessas.
Outro ponto que incomoda bastante é a cabeça do Dr. Hill respirando quando a bolsa é aberta, mesmo estando completamente separada do corpo e, consequentemente, sem pulmões. Soma-se a isso o vigia que simplesmente não vê nem ouve toda aquela putaria cadavérica no final do filme — fica a sensação de que ele não estava lá em nenhum momento de tudo aquilo, o que soa muito conveniente para o roteiro.
No fim, Re-Animator continua sendo um ótimo exemplar de horror trash, cheio de personalidade e cenas memoráveis, mesmo tropeçando feio na coerência do roteiro em momentos cruciais. É um filme que se sustenta muito mais pela energia, pelos personagens e pelo exagero consciente do que por qualquer compromisso com lógica narrativa.
Assistido em 07/01/2026
Visto em 17.11.2025.
Uma ótima pedida para esse dia especial, o sangue escorre com gosto e o gore é bem feito.